Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

31 01 2018

 

 

MALAGOLI, Ado,Composição co m Frutas e Objetos,óleo s tela, ass., dat. 1943, sit. Rio inf. dir. e com carimbo do Salão Nacional de Belas Artes – 1944 no verso,60 x 91 cmComposição com frutas e objetos, 1943

Ado Malagoli (Brasil, 1906 – 1994)

óleo sobre tela, 60 x 91 cm





Palavras para lembrar — Markus Herz

30 01 2018

 

 

 

ButtoSaturno-Lettrice-LeyendoLeitora

Saturno Buttò (Itália, 1957)

óleo sobre tela

 

 

“Cuidado ao ler livros sobre saúde. Um dia você morre por erro de impressão.”

 

 

Markus Herz

 





Domingo, um passeio no campo!

28 01 2018

 

 

Georgina de Albuquerque, Paisagem, oscartao colado em madeiraPaisagem

Georgina de Albuquerque (Brasil 1885 – 1962)

óleo sobre cartão colado em madeira





Resenha: “Assunto pessoal”, W. Somerset Maugham

27 01 2018

 

 

 

john-kingsley Escócia. 1956. cap-ferrat, ost, 75 x 75 cm.jpgCap Ferrat

John Kingsley (Escócia, 1956)

óleo sobre tela, 75 x 75 cm

 

 

Assunto pessoal é um livro delicioso! Podia não ser.  Trata-se das memórias de Somerset Maugham sobre o período da Segunda Guerra Mundial.  Apesar dos trâmites do início da guerra retratados pelo autor, não é um livro pesado. É uma leitura sedutora pela prosa eloquente, fluida, com o gosto de causos contados  no fim do dia, na varanda ou próximo à lareira; uma tradução impecável de Leonel Vallandro, que faz o português rolar pelo texto sem nenhuma lembrança do original em inglês, um português correto,  formal, como era também o inglês de Maugham; e sobretudo a visão de alguém que apesar de ter vivido grande parte de sua vida fora da Grã-Bretanha manteve alguns traços na escrita que associamos aos ingleses:  ironia, soberba, fino senso de humor. Há um ponto de vista definitivamente inglês que diverte mesmo quando é cáustico.

Maugham foi um dos mais importantes escritores da primeira metade do século XX, além de um dos mais bem pagos.  Escritor e dramaturgo também trabalhou para serviço secreto britânico quando residiu na Suíça e na Rússia antes da revolução. Morou na Índia e no sudeste asiático durante a Primeira Guerra. Já havia permanecido na infância fora da Inglaterra, quando voltou, aos dez anos, órfão de pai e mãe, estudou no Kings College, e foi fruto de chacota dos colegas de turma, por falar o inglês com alguns erros, já que sua língua mãe havia sido o francês. Nascera em Paris onde seus pais moravam.  Talvez toda essa experiência no exterior justifique a facilidade que tem de analisar ingleses e europeus com alguma distância, como vemos nessa obra.

 

ASSUNTO_PESSOAL_151147230249460SK1511472303B

 

Essas memórias começam quando a Alemanha invade a Polônia e parece lógico que a França seria a próxima a cair no domínio germânico.  Maugham, que reside já há tempos em Cap Ferrat, no sudeste do território francês,  primeiro escreve alguns artigos sobre a situação na França do início dos anos 30 até mais tarde, por volta de 1940, quando tendo feito contato o serviço secreto britânico, passa a  reportar sobre posicionamento e estado das tropas francesas no continente.   Os arredores de Nice, na Côte d’Azur, na década de 1930, foram locais onde grandes milionários construíram belas casas de verão e também local onde muitos ingleses, não tão ricos, escolheram para morar, pois suas rendas, aposentadorias, tinham por lá, maior poder aquisitivo do que teriam na Inglaterra. Às vésperas da submissão da França à Alemanha, Maugham e outros ingleses fazem a difícil travessia do Mediterrâneo para a Inglaterra, como refugiados.  São viagens de navio difíceis, onde testemunha muito sofrimento e onde vemos que os ricos também tiveram que passar por sofrimento, mortes e restrições raramente lembradas hoje. Ter um relato de primeira mão sobre essa travessia, seus perigos e Londres sob ataque de bombardeios e a reação de seus habitantes  é algo valioso e interessante.  Muito melhor ainda quando bem escrito com um certo humor e ironia que não suscita melodramas.

 

MaughamWilliam Somerset Maugham

 

Somerset Maugham adapta sua prosa muito bem ao serviço das memórias.  Suas observações sobre as pessoas e acontecimentos que o cercam são tratadas com ironia e temperadas pela precisa observação do ser humano. Mais valiosa ainda é a descrição da época e de seu modo de pensar.  Por exemplo aprendemos que se pensava que Hitler estivesse blefando.  Por outro lado, Londres sob pressão alemã é relatada vividamente. Mesmo assim é um livro de leitura fácil, agradável, cuja ironia não passa despercebida. O realismo é contido e o momento histórico preservado. É, sim, uma aula de história, mas delicada, leve e atraente.  Aprendemos sem sentir.  E termina com uma dose de otimismo sobre o futuro da Inglaterra.  Recomendo.  Está esgotado, no Brasil. Mas vale a pena procurar.

PS: Você encontrará neste blog alguns trechos que achei deliciosos e postei.  Eles lhe darão uma ideia da encantadora narrativa.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.





Guerra e paz, texto de Yuval Noah Harari

27 01 2018

 

 

Rene_Magritte_(1898-1967)_La_Promesse_1950_(36_3_by_45_cm)__1_205_568A promessa, 1950

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

guache e lápis sobre papel, 36 x 45 cm

 

 

« …Pela primeira vez na História, quando governos, corporações e indivíduos privados avaliam o futuro imediato, muitos não pensam na guerra como um acontecimento provável. As armas nucleares tornaram  uma guerra entre superpotências um ato louco de suicídio coletivo e com isso forçaram as nações mais poderosas da Terra a encontrar meios alternativos e pacíficos de resolver conflitos. Simultaneamente, a economia global abandonou as bases materiais para se assentar no conhecimento. Antes, as principais fontes de riqueza eram os recursos materiais, como minas de ouro, campos de trigo e poços de petróleo. Hoje, a principal fonte de riqueza é o conhecimento. E, embora se possam conquistar poços de petróleo na guerra, não se pode conquistar conhecimento  dessa maneira. Desde que o conhecimento se tornou o mais importante recurso econômico, a rentabilidade da guerra declinou e as guerras tornaram-se cada vez mais restritas àquelas regiões do mundo – como o Oriente Médio e a África Central – nas quais as economias ainda são antiquadas, baseadas em recursos materiais.”

 

 

Em: Homo Deus, Yuval Noah Harari, tradução de Paulo Geiger,  Cia das Letras: 2016, pp 24-25





Flores para um sábado perfeito!

27 01 2018

 

 

 

 

 

Renato Meziat, (Brasil, 1952) Orchids on a Table, Ost, 2013, 34 x46 inchesOrquídeas sobre a mesa,  2013

Renato Meziat, (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 86  x 116 cm





Palavras para lembrar — Jane Austen

27 01 2018

 

 

 

WILLIAM MULREADYUma leitura ao pé do fogo

William Mulready ( GB, 1786 – 1853)

óleo sobre madeira, 37 x 30 cm

 

 

 

“A pessoa que não sente prazer com um bom romance, seja cavalheiro ou dama, só pode ser intoleravelmente estúpida.”

 

Jane Austen





Rio de Janeiro, de norte a sul!

26 01 2018

 

 

 

Arnaldo Barbieri - Ilha de Paquetá - Óleo sobre eucatex - 25x30cm

Ilha de Paquetá

Arnaldo Barbieri (Brasil, 1913-2000)

óleo sobre eucatex, 25 x 30 cm





Soneto 18 de Shakespeare, tradução Bárbara Heliodora

26 01 2018

 

 

 

fragonardPastora, c. 1752

Jean-Honoré Fragonard (França, 1732–1806)

Óleo sobre tela, 118 × 160 cm

Milwaukee Art Museum, EUA

 

 

 

Soneto 18

 

William Shakespeare

 

 

Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.

 

Às vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

 

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:

 

Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.

 

Tradução de Bárbara Heliodora

 

 

Em: Poemas de amor, William Shakespeare, Tradução de Barbara Heliodora, Editora Ediouro:2001





São Paulo faz anos hoje, 464!

25 01 2018

Carlos Eduardo zornoff,(Brasil, 1959) Torre da Estação da Luz, 2014, ost, 100 x 70 cmTorre da Estação da Luz, 2014

Carlos Eduardo Zornoff (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 100 x 70 cm

Arnaldo Ferrari,Parque da aclimação,1948,ost. - 30 x 43 cm.Parque da aclimação, 1948

Arnaldo Ferrari (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre tela,  30 x 43 cm.

ANTONIO AUGUSTO MARX (1919) - Paisagem Urbana - Av. Paulista, pintura a óleo sobre teal, med. 50 x 70cmPaisagem Urbana: Av. Paulista

Antonio Augusto Marx ( Brasil, 1919)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

ALESSANDRO FELISBERTO - São Paulo Panorama da Vila Conceição. Série Pluridimensioni. ost. Ass, titulado e datado no verso, 2011. 130 x 202 cm.São Paulo Panorama da Vila Conceição, 2011

Série Pluridimensioni

Alessandro Felisberto (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 130 x 202 cm

Gregório Gruber, Viaduto do Chá, 155 x 200 cm,óleo sobre telaViaduto do Chá

Gregório Gruber (Brasil, 1951)

óleo sobre tela,  155 x 200 cm

Marcos Zechetto, Teatro Municipal, Óleo sobre Tela, 40 x 50, datado em 2002, assinatura no canto inferior direito.Teatro Municipal,  2002

Marcos Zechetto (Brasil, 1949)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

Omar Pellegatta Parque do Ibirapuera Óleo sobre tela 50 x 70 cm.Parque do Ibirapuera

Omar Pellegatta (Brasil,, 1925-2001)

Óleo sobre tela 50 x 70 cm

Sergio Telles, centro de são paulo, 2001, ast.46 x 38 cmCentro de São Paulo, 2001

Sergio Telles (Brasil, 1936)

acrílica sobre tela, 46 x 38 cm

Yugo Mabe - Vista de São Paulo. Acrílica sobre tela, 86x102 cm, 2014 Vista de São Paulo, 2014

Yugo Mabe (Brasil, 1955)

acrílica sobre tela, 86 x 102 cm

Vicente Mecozzi (1909-1964)São Paulo,Óleo sobre tela -27 x 35 cmSão Paulo

Vicente Mecozzi (Itália/Brasil, 1909-1964)

óleo sobre tela, 27 x 35 cm