Domingo, um passeio no campo!

13 09 2015

 

 

IZRAEL SZAJNBRUM - (1924), Paisagem, 1951, ost, 61 x 50mPaisagem, 1951

Izrael Szajnbrum (Polônia/Brasil, 1924)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm





Expatriados, texto de Bharati Mukherjee

13 09 2015

 

Gli-Emigranti-raffigurazione-di-Angiolo-Tomasi-1895-Galleria-dArte-Moderna-di-RomaA saída dos imigrantes, 1896

Angiolo Tomasi (Itália, 1858-1923)

óleo sobre tela

Galeria de Arte Moderna, Roma

 

 

“Expatriação é um ato de quando alguém faz uma autoremoção sustentável, da sua própria cultura nativa; uma remoção contrabalançada pela resistência, determinada, a ser incluído totalmente à nova sociedade anfitriã. Os motivos de expatriação são tão numerosos quanto os expatriados: afinidade estética e intelectual; um emprego melhor ou uma vida mais interessante e menos complicada; maior liberdade ou simples melhoria de impostos, assim como os motivos para a não integração podem ir de  princípios pessoais, à nostalgia, preguiça ou medo.  A lista de expatriados conhecidos só no campo da literatura é imensa, rica em honrarias e respeitável: Henry James, T.S. Eliot, Joseph Conrad, V. S. Naipaul (antes de serem aceitos como cidadãos ingleses), Vladimir Nabokov, James Joyce, Samuel Beckett, Paul Bowles, Mavis Gallant, Gabriel Garcia Marquez, Witold Gombrowicz, Anthony Burgess, Graham Greene, Derek Walcott, Malcolm Lowry, Wilson Harris — nomes que, mesmo com algumas omissões óbvias qualquer audiência educada poderia preencher as lacunas, mas que, todos concordamos, chega ao ápice de qualquer lista das mais notáveis produções do século XX.

Eles são, na verdade, nossas maiores vozes do modernismo e do pós-modernismo; suas produções são enciclopédicas, suas visões irônicas e incisivas, suas análises imparciais e escrupulosas, seus estilos experimentais e cristalinos. Se o objetivo final da literatura é chegar à universalidade e uma espécie de onisciência divina, expatriação — a fuga da mesquinhez, das frustrantes irritações — pode ser o fator que mais contribui para isso.

O expatriado é o artista que constrói a si mesmo, até na escolha da língua em que vai se expressar, como Conrad, Beckett, Kundera e Nabokov mostram. … É possível na expatriação, sair das limitações em que se nasce e exercitar uma visão de estrangeiro desapegado. O expatriado húngaro, checo ou polonês de outra época, ou o iugoslavo, o bengalês, o argelino ou o palestino expatriado de hoje, pede só para que a cultura anfitriã o deixe manter o âmago estrangeiro sem comprometimento nem capitulação. Assim, o acordo é feito: eu serei um residente modelo em troca da sua tolerância e indiferença. Não atacarei os defeitos fundamentais da sua sociedade, com o mesmo zelo com que analisarei meu próprio povo. Imaginarei uma nova pátria construída em terra recuperada.”

 

Em: “Imagining Homelands”, Bharati Mukherjee, Letters of Transit: Reflexions on Exile, Identity, Language and Loss, ed. André Aciman, New York, The New Press: 1990, p. 71-72.
Tradução e edição Ladyce West.





Flores para um sábado perfeito!

12 09 2015

 

 

Wilson Tafner (1967)Vaso vermelhoAcrílico sobre tela100 x 120 cmVaso vermelho

Wilson Tafner (Brasil, 1967)

acrílica sobre tela, 100 x 120 cm





Dois ursos, poema do mestre Sufi, Hafiz

12 09 2015

 

 

m_Tricycle-Bear_tIlustração de Jenny Keith Hughes.  [www.jennykeithhughes.com]

 

 

Dois ursos

Hafiz  (Pérsia, 1320-1389)

 

 

 

Uma vez

Depois de um dia trabalhoso a procura de alimentos

Dois ursos se sentaram em silêncio

Em uma bela paisagem

Observando o sol se por

E se sentindo profundamente gratos

Pela vida.

 

Mas, depois de algum tempo

Uma conversa interessante começou

Versando o tópico da

Fama.

 

Um dos ursos disse,

“Você ouvir falar do Rustam?

Ele ficou famoso

E viaja de cidade em cidade

Numa jaula dourada;

 

Ele faz exibições para centenas de pessoas

Que riem e aplaudem

Suas piruetas

No circo.”

 

O outro urso pensou

Por alguns segundos

 

Então começou

A chorar.

 

 

Tradução Ladyce West, do inglês

 

Em: The Gift, poems by Hafiz, the great Sufi master, translations by Daniel Ladinsky, Nova York, Compass [Penguin Group]:1999, p.123.





Imagem de leitura — Edward Thompson Davis

11 09 2015

 

 

A Quiet Moment, Edward Thompson Davis. English (1833-1867).Um momento de quietude

Edward Thompson Davis, (GB, 1833-1867)

óleo sobre madeira, 45 x 34 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

11 09 2015

 

 

Arcos da Lapa, João Barcelos, 50 x 40, ost,Arcos da Lapa

João Barcelos (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm





Eu, pintor: Marc Chagall

10 09 2015

 

 

Marc Chagall. Self-Portrait with Brushes. (Autoportrait). 1909.Autorretrato com pincéis, 1909

Marc Chagall (Rússia/França, 1887-1985)

óleo sobre tela , 57 x 48 cm

Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf, Alemanha





Palavras para lembrar — Haruki Murakami

10 09 2015

 

 

Reading - Nakamura Daizaburo (1898-1947)Leitura

Nakamura Daizaburo (Japão, 1898-1947)

 

 

“Se você só lê o mesmo que todo mundo lê, acaba pensando o mesmo que todo mundo pensa.” 

 

Haruki Murakami





Imagem de leitura — Rupert Bunny

9 09 2015

 

 

Bunny, Rupert Charles Wulsten Bunny (Australian artist, 1864–1947) The LandingO patamar, 1913

Rupert Bunny (Austrália, 1864-1947)

óleo sobre tela





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 09 2015

 

 

MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)Flores e frutos, déc60,o.s.t - 60 x 50Flores e frutos, década de 1960

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm