Alexandre Reider (Brasil, 1973)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Thomas Couture (França, 1815-1879)
óleo sobre tela, 92 x 73 cm
Coleção Particular
Em: Rústica, de Francisca Júlia (Brasil, 1874-1920) Esfinges, São Paulo, Monteiro Lobato & Cia, s/d, pp. 39-40
Paisagem da Ilha do Governador, 1928
Galdino Guttmann Bicho (Brasil, 1888-1955)
óleo sobre tela, 99 x 103 cm
Armand Rassenfosse (Bélgica, 1862-1934)
óleo sobre papelão
Ivete Cunha Ribeiro dos Santos (Brasil, 1887-?) en Certeza, Meus Versos, 1927.
Título e nome do autor no dorso dos livros, não foi uma constante na história dos livros. Nos primeiros livros essas informações se encontravam na capa da frente e na do verso. Mais tarde elas se encontravam só na capa da frente. E finamente no dorso. A ordem reflete a maneira como os livros eram guardados. Primeiro, durante o início até meados da Idade Média, eles eram guardados sobre uma mesa, ou superfície. Depois, mais tarde na Idade Média, eram guardados de pé com a capa da frente à mostra, de cara para o leitor. E finalmente, no período moderno, título e nome do autor passaram para o dorso quando os livros foram guardados em estantes, como fazemos até hoje.
Natureza morta com arraia, 1728
Jean-Baptiste-Siméon Chardin (França, 1699-1779)
óleo sobre tela, 114 x 146 cm
Museu do Louvre, Paris
Odylo Costa Filho
No fechado silêncio dos objetos
mais simples mora um toque de magia.
De um só tijolo nasce a casa: afetos,
barro, sol, água, mesa, moradia,
e a presença tenaz das mãos humanas
afeiçoando o mistério da existência
e dando às coisas mais cotidianas
senso de vida — e de sobrevivência.
Chardin, quando há dois séculos viveu,
uma arraia pintou, disforme, aberta
em sangue e dentes, agressiva e forte.
Veio o tempo e com ele emudeceu
muita moda que a glória julgou certa.
Aquela arraia sobrevive à morte.
Em: Boca da noite, Odylo Costa Filho, Rio de Janeiro, Salamandra: 1979, p. 47