Rio de Janeiro, Teatro Municipal
Nicola Fabricatore (Itália, 1889-1960)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Paisagem Primaveril em São Conrado, RJ
Pedro Bruno (Brasil,1888-1949)
óleo sobre madeira, 32 X 41cm
João Guimarães Rosa
Por entre as ameias da cordilheira
dormida,
a lua se esgueira,
como um lótus branco
na serra de dorso de um crocodilo,
brincando de esconder.
Dá para o alto um arranco,
repentino,
de balão sem lastro.
E sobe, mais clara que as outras luas,
quase um sol frio,
redonda, esvaindo-se, derramando,
esfarelando luz pelos rasgões,
do bojo farpeado nas pontas da montanha.
Em: Magma, primeiro livro de João Guimarães Rosa, 1936, premiado em concurso pela Academia Brasileira de Letras, mas só publicado seis décadas mais tarde: em 1996, pela Nova Fronteira.
O sonho, ou O sonho de uma jovem, 1844
[Também conhecido como A rede]
Gustave Courbet (França, 1819-1877)
óleo sobre tela, 71 x 97 cm
Coleção Oskar Reinhart «Am Römerholz»
Winterthur, Suíça
Mulher pensativa
Jules Rauschert (EUA, 1896-1975)
óleo sobre tela, 60 x 46 cm
“Somos histórias, contidas naqueles vinte centímetros complexos atrás de nossos olhos, linhas desenhadas por vestígios deixados pela mistura das coisas do mundo, e orientadas a prever acontecimentos no futuro, em direção à entropia crescente, num canto um pouco particular deste imenso e desordenado universo. Este espaço, a memória, junto com nosso contínuo exercício de antecipação, é a fonte do nosso sentir o tempo como tempo, e a nós mesmos como nós mesmos. Pense nisto: a introspecção pode facilmente imaginar que existe sem que exista o espaço ou a matéria, mas será que consegue se imaginar fora do tempo?”
Em: A ordem do tempo, Carlo Rovelli, tradução de Silvana Cobucci, Ed. Objetiva: 2018
Natureza morta
Pietrina Checcacci (Itália-Brasil, 1941)
óleo sobre eucatex, 46 x 36 cm
Natureza morta
Celso Coppio (Brasil, 1932)
óleo sobre tela, 60 x 40 cm
Recebe o afeto que se encerra, Ordem e Progresso
J. Carlos (Brasil, 1884-1950)
aquarela e nanquim sobre papel, 40 x 33 cm
Eça de Queirós
Eça de Queirós
Ambas as definições do ‘brasileiro’ vêm da publicação, Uma campanha alegre, um apanhado de crônicas publicadas em dois tomos nos anos de 1890-1891.
Discreta, naturalmente,
minha ternura se trai,
ante um tiquinho de gente
que me chama de “Papai”!
(Cesídio Ambrogi)