Quantos escritores suecos você já leu?

6 11 2016

Lido

moca-lendo-no-quarto-2012-johan-patricny-suecia-1976-ostMoça lendo no quarto, 2012

Johan Patricny (Suécia, 1976)

óleo sobre tela

Depois do grande sucesso do escritor sueco Stieg Larsson, quase ficou na moda lermos autores daquele país.  Hoje, rodando por aí me deparei com uma lista dos 10 livros que um site sueco considera “leitura obrigatória”.  Pensei que não fosse encontrar ninguém que eu conhecesse, nem nenhuma obra que eu tivesse lido.  Engano meu.

Aqui está a lista:

1 — “Feiticeira de Abril“, de Majgull Axelsson. Não encontrei em tradução no Brasil.

2 — “Simão e os Carvalhos” de Marianne Fredriksson.  Primeira surpresa, pois já li outro livro desta escritora em português, que é uma excelente história sobre três gerações de mulheres na Suécia. Chama-se Hanna e suas filhas, lido por meu grupo de leitura, Papalivros em 2004. E por coincidência tenho outra obra da escritora aqui em casa: edição americana, Simon’s Family, que ainda não li.  Está na fila de espera. Mas não tenho Simão e os Carvalhos que é outra obra.  Também traduzida para o inglês.

3 — “O ancião que saiu pela janela e desapareceu“, Jonas Jonasson.  Esse sim, lido. Também uma escolha do grupo de leitura. Lido em 2013.

4 — “A saga de Gösta Berling” de Selma Lagerlöf.  Procuras na internet me dizem que este título existe.  Mas não o encontrei nem à venda nas livrarias nem nos sebos.  Portanto acredito que este livro em particular tenha sido traduzido em Portugal e este seja o nome da obra do outro lado do Atlântico.  Mas… diversas obras de Selma Lagerlöf foram traduzidas, publicadas no Brasil e se encontram à venda em sebos, pois a autora foi ganhadora do Nobel de literatura em 1914.  Vou colocá-la na minha lista de futuras leituras.

5 — “Deixe ela entrar” de John Ajvide Lindqvist.  Surpresa.  Não o conheço.  Mas há uma meia dúzia de seus livros traduzidos, publicados e à venda no Brasil. Interessante.

6 — “A estrada” de Harry Martinsson, foi outra surpresa.  Mas diferente.  Não encontrei tradução de nenhuma de suas obras no Brasil e, no entanto, ele recebeu junto com o escritor Eyvind Johnson, também sueco, o Prêmio Nobel de 1949.  Aparentemente os editores brasileiros concordaram com os rumores de que havia algo não muito correto neste prêmio e não se deram ao trabalho de traduzir um título sequer.

7 — “Música Popular de Vittula” de Mikael Niemi é o próximo livro mencionado na lista.  Traduzido para o inglês como Popular Music, não tem edição brasileira.

8 — “Deixe-me cantar músicas suaves para você” é o título do livro de Linda Olsson que tampouco encontra publicação no Brasil, ainda que a autora tenha diversos livros publicados nos Estados Unidos.

9 — “Gente de Hemso” é o título da obra de August Strindberg escolhida como leitura essencial da Suécia. O autor já foi vastamente traduzido no Brasil.  Diversos de seus títulos encontram-se à venda.

10 — “Jogo sério”  de Hjalmar Söderberg é o título escolhido para essa lista.  Esta obra não se encontra em português, aqui no Brasil. Mas em 2014 foi publicada outra obra do autor, aqui no Brasil, que recebeu o título de Doutor Glas.  Traduzida provavelmente por seu conteúdo controverso abrangendo a eutanásia.

Ficam aqui essas sugestões de leitura.  Se você é como eu, está sempre à procura de alguma coisa interessante, diferente e boa para ler.  Talvez esse seja um começo interessante para nos aprofundarmos na Suécia.  Quero lembrar a lista está ordenada alfabeticamente pela inicial do último nome do escritor e não pelo conteúdo dos livros.

Querendo dar uma olhadinha no site: 10 swedish must read books.

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Imagem de leitura — Marie Augustin Zwiller

6 11 2016

 

 

marie-augustin-zwiller-femme-a-la-lecturefranca1850-1939ost-61-x-50cmSenhora lendo

Marie Augustin Zwiller (França, 1850-1939)

óleo sobre tela, 61 x 50cm

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Imagem de leitura — Karl Albert Buehr

4 11 2016

 

 

karl-albert-buehr-news-from-homeNotícias de casa, 1912

Karl Albert Buehr (Alemanha/EUA, 1866-1952)

óleo sobre tela colada em placa, 100 x 82 cm

Coleção Particular

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Imagem de leitura — Clarence Hinkle

4 11 2016

 

 

na-rede-1925-clarence-hinkle-ost-lagunaartmuseumNa rede, 1925

Clarence Hinkle (EUA, 1880-1960)

óleo sobre tela, 90 x 75 cm

Coleção da Família Payton, Laguna Art Museum

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Imagem de leitura — Theodor Aman

3 11 2016

 

 

aman-theodor-romenia-1831-1891-leitura-no-jardim-1879-ost19-x-12cmLeitura no jardim, 1879

Theodor Aman (Romênia, 1831-1891)

óleo sobre tela, 19 x 12cm

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Imagem de leitura — Oxana D. Sokolovskaya

1 11 2016

 

 

 

oxana-d-sokolovskaya-russia-1917-lendo-junto-ao-fogo-1961Lendo junto ao forno, 1961

Oxana D. Sokolovskaya (Rússia, 1917)

óleo sobre tela

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Palavras para lembrar — Francis Carco

31 10 2016

 

 

maria-sherbinina-moscou-russia-1965Lendo, 2005

Maria Sherbinina(Rússia, 1965)

óleo sobre tela, 72 x 80 cm

 

 

“Escrever aos vinte anos, é ter vinte anos. Escrever aos quarenta, é ser poeta.”

 

Francis Carco

 





Sobre artistas , escritores ou pintores, texto de Ian McEwan

30 10 2016

 

 

botero-fernando-nun-readingFreira reclinada, lendo, 1986

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela

 

 

“Certos artistas, escritores ou pintores, florescem em espaços confinados como os bebês em gestação. Seus temas estreitos podem desconcertar ou desapontar algumas pessoas. Rituais de fazer a corte entre os membros da pequena nobreza do século XVIII, a vida sob os velames de um barco,coelhos falantes, lebres esculpidas, retratos de gente obesa, de cachorros, de cavalos, de aristocratas, nus reclinados, milhões de cenas da natividade, crucificações, subidas ao céu, tigelas com frutas, flores em vasos. E pão e queijo holandeses com ou sem uma faca ao lado. Alguns escritores de prosa cuidam apenas de seus egos. Também no campo científico há quem dedique a vida a uma caramujo albanês ou a um vírus. Darwin consagrou oito anos às cracas. E, mais velho e mais sábio, às minhocas. Milhares de pesquisadores passaram a vida correndo atrás do bóson de Higgs, uma coisinha de nada. Estar  circunscrito a uma casca de noz, ver o mundo em cinco centímetros de marfim, num grão de areia. Por que não, quando toda a literatura, toda arte e a iniciativa humana não passam de uma partícula no universo das coisas possíveis? E mesmo nesse universo pode ser uma partícula numa infinidade de universos reais e possíveis?”

 

Em: Enclausurado, Ian McEwan, São Paulo, Cia das Letras: 2016, tradução de Jorio Dauster, páginas 69-70;

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Imagem de leitura — Alexander Roche

30 10 2016

 

 

alexander-roche-an-interruption-1884-canvas-46-x-68-5-private-collectionUma interrupção, 1884

Alexander Roche (Escócia, 1861-1921)

óleo sobre tela, 46 x 68 cm

Coleção Particular





O que é cultura, fragmento de Mário Lúcio Sousa

29 10 2016

 

 

 

bernardo-amiconeJovem lendo na carta: “Meu coração é onde o verdadeiro amor reside, eu irei tecer uma cama de rosas par você.”

Bernardo Amiconi (Itália, ? — 1879)

óleo sobre  tela, 60 x 50 cm

 

 

“Cultura é o que diferencia os seres humanos das bestas. Então, não há nada que o humano faça, como ser social, que não tenha um cunho cultural. A cultura não deve ser vista somente como entretenimento, manifestação artística. É a forma de pensar, de ver o mundo, de se relacionar com Deus, com os Cosmos, com a Natureza, com o outro. Dentro da cultura há economia, turismo, saúde, educação. Em tudo o que existe colocamos a cultura, porque damos o seu valor.”

 

Em: “Conte algo que não sei“, entrevista com Mário Lúcio Sousa, O Globo, quarta-feira, 26 de outubro de 2016, 1º caderno, página 2.

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