A carta de amor, c. 1890
Franz von Defregger (Alemanha, 1835-1921)
óleo sobre madeira, 45 x 29 cm
A carta de amor, c. 1890
Franz von Defregger (Alemanha, 1835-1921)
óleo sobre madeira, 45 x 29 cm
Retrato de menina, 1921
William Charles Penn (GB, 1877–1968)
óleo sobre tela
Menina lendo
Jahaziel Minor (EUA, contemporânea)
óleo sobre cartão
Interior, 1927
Jane Rogers (EUA, 1896 – ?)
óleo sobre tela
Manuel Bandeira
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
Em: Estrela da Vida Inteira- poesias reunidas, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1979, p. 119
Senhora em rosa, 1899
Patrick William Adam ( Escócia, 1854-1929)
Óleo sobre tela, 112 x 68 cm
Menina lendo, 2010
Adilson Santos (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 43 x 31 cm
“…A beleza, claro, não é uma banalidade cultivável em academias de ginástica e mesas de cirurgiões plásticos, não é um bem comprável em lojas de móveis caros, não é uma senha guardada por esteticistas, decoradores, estilistas. É a minúscula e poderosa alegria de um gesto. Um toco de lápis, uma pequenina cicatriz na pele, o sol sobre a calçada rachada diante da papelaria, à tarde. Os vinte, trinta, cinquenta arco-íris de um pequeno prisma de vidro. A cunhatã de um poema de Manuel Bandeira, escurinha, quatro anos de idade, para quem o ventilador era coisa que roda e que quando se machucava dizia: Ai, Zizus!”
Em: Um beijo de Colombina, Adriana Lisboa, Rio de Janeiro, Rocco:2003, p.53

Retrato de Lidiya Brodskaya, esposa do pintor, 1948
Fyodor Pavlovich Reshetnikov (Rússia, 1906-1988)
óleo sobre tela
Montaigne
Jorge e Virgínia lendo um livro, 1924
Bernard Karfiol (Hungria 1866 — 1952)
Óleo sobre tela, 50 x 66cm
Entre capítulos, 1890
Ramon Casas (Espanha, 1866-1932)
óleo sobre tela, 41 x 32 cm
Museu Nacional de Catalunha
“… A pena treme entre meus dedos a cada vez que o aríete investe contra a porta. Um sólido portão de metal e madeira que não tardará a despedaçar-se. Pesados e suados homens de ferro se amontoam na entrada. Vêm à nossa procura. As Boas Mulheres rezam. Eu escrevo. É a minha maior vitória, minha conquista, o dom do qual me sinto mais orgulhosa; e as palavras, embora estejam sendo devoradas pelo grande silêncio, hoje constituem minha única arma.”
Em: História do rei transparente, Rosa Montero, Rio de Janeiro, Ediouro:2005, página 9