Palavras para lembrar — Emil M. Cioran

6 07 2013

Jean Metzinger (1883-1956)la robe verteO vestido verde, 1912-1914

Jean Metzinger (França, 1883-1956)

óleo sobre tela

Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris

“Escreva livros só se você for dizer neles aquilo que não tem coragem de confiar a ninguém.”

Emil M. Cioran

 





Imagem de leitura — Laurentius de Voltolina

5 07 2013

MedievalClassroomFullSzHenrique da Alemanha dando aula na Universidade de Bologna, c. 1350-60

Laurentius de Voltolina ( Itália, ativo em Bologna na segunda metade do século XIV)

Liber ethicorum de Henricus de Alemannia

pintura sobre pergaminho, 18 x 22 cm

Kupferstichkabinett SMPK,

Staatliche Museum Preussiischer Kulturbesitz, Min. 1233





Imagem de leitura — D’ après Antônio Canova

24 06 2013

d4175034xMeninos lendo e escrevendo

D’après Antônio Canova (Itália 1757-1822)

Mármore

40 cm de altura

Christie’s Auction House





Palavras para lembrar — Provérbio hindu

4 06 2013

Anastasia Ivanova-Johns 9808

Sonho, 2008

Anastasia Ivanova-Johns (Rússia, contemporânea)

Aquarela e nanquim sobre papel, 25 x 18 cm

Anastasia Ivanova-Johns

“Os livros estão, entre os meus conselheiros, os que mais me agradam, porque nem o medo nem a esperança os impedem de dizer-me o que devo fazer”.

Provérbio hindu





Palavras para lembrar — Samuel Johnson

19 05 2013

Jovem mulher lendo um livro, s/d

Bela de Kristo ( Hungria, 1920-2006)

óleo sobre tela

“Um escritor só começa um livro.  Um leitor o acaba”.

 Samuel Johnson





Mães que ensinam a ler – homenagem ao Dia das Mães

12 05 2013

Georgina de Albuquerque (1885-1962). Momento de leitura, oscartão, 24 x 16cm 2Momento de leitura

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)

óleo sobre cartão, 24 x 12 cm

Bernard Jean Corneille Pothast ( Bélgica 1882-1966), O livro de figuras, ost, 64x77O livro de figuras

Bernard Jean Corneille Pothast (Bélgica 1882-1966)

óleo sobre tela, 64 x 77 cm

Jacoba (contemporânea) Espanha Madre y Hija LeyendoMãe e filha lendo

Jacoba (Espanha, contemporânea)

óleo sobre tela

János Tornyai, Lesson on the FarmWoman with Silk Corset, 1896Lição na fazenda, 1896

János Tornyai (Hungria, 1869-1946)

óleo sobre tela

Charles West Cope - George-Herbert-and-His-Mother-xx-Charles-West-CopeGeorge Herbert e sua mãe

Charles West Cope (Inglaterra, 1810-1890)

óleo sobre tela

Joy McGinnis (EUA) reading-lesson, oleoLição de leitura

Joy McGinnis (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

http://www.joymcginnis.com

Auguste Toulmouche ( 1829 - 1890) LA LEÇON 1854A lição, 1854

Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)

óleo sobre tela, tondo

Museu de Belas Artes de Nantes, França

giovanni della rocca (Itállia, 1788-1858)Lição

Giovanni della Rocca (Itália, 1788-1858)

óleo sobre tela

chulovich-marina-v, contos de fadasContos de Fadas

Marina V. Chulovich (Rússia, 1956)

Casa dos misterios, mysteriesfresco1bMenino lendo, [DETALHE], c. século I

Casa dos Mistérios, Pompéia, destruida pelo Vesúvio no ano 79 a.D.

Afresco

Pompéia, Itália

Diane Leonard, Special MomentsMomentos especiais

Diane Leonard (EUA)

gravura, 50 x 50 cm

www.dianeleonard.com

Emile Munier (1840-1895) The reading_lessonHá muito tempo, 1888

Emile Munier (França, 1840-1899)

óleo sobre tela, 175 x 125 cm

eugene de blockAprendendo a ler, 1870

Eugène François de Block (Bálgica, 1812-1893)

óleo sobre madeira,  52 x 40 cm

pierre auguste renoirA lição

Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)

Sanguínea sobre papel

Richard Crafton Green, (Inglaterra, 1869-1890) The reading lesson,1890,  45 x 32cm,A lição de leitura, 1890

Richard Crafton Green (Inglaterra, 1869-1890)

óleo sobre tela, 45 x32 cm

Signe GrushovenkoSem título

Signe & Genna Grushovenko (EUA, contemporâneos)

www.grushovenko.com





Quadrinha para o Dia das Mães

10 05 2013

Mãe e filho, c. 1930,Walter Beach Humphrey (EUA, 1892)ost,68 x 50cm

Mãe e filho, c. 1930

Walter Beach Humphrey (EUA,1892)

Óleo sobre tela, 68 x 50 cm

Mamãe, meu grande tesouro,

minha joia preciosa;

o seu carinho vale ouro,

oh mulher maravilhosa!

(Maria Guiomar Galvão Coelho Leal)





Quadrinha do dia das mães

7 05 2013

vovó ensina geografia,meninas, netas, touca, livros, casa, anne anderson

Ilustração Annne Anderson.

Dia das Mães…esse dia

já não tem o mesmo brilho.

Calou-se a voz que dizia

— Que Deus te abençoe, meu filho!

(Hegel Pontes)





Palvras para lembrar — Abraham Lincoln

7 05 2013

Janereading_RossettiJane Morris lendo, s/d

Dante Gabriel Rossetti (Inglaterra, 1828-1882)

desenho

“As coisas que quero conhecer estão nos livros, meu melhor amigo é aquele que me dá um livro que eu ainda não tenha lido”.

Abraham Lincoln





A lista de leitura recomendada para minha mãe

6 05 2013

O charme da juventude, c. 1935. papelão, pastel, 58 x47,  E. BobovnikofF (França, )

O charme da juventude, c. 1935

E. Bobovnikoff (França, 1898-1945)

pastel sobre papelão, 58 x 47 cm

Tive a felicidade de ser neta de um homem de visão, que exigiu que suas três filhas, nascidas no final da segunda década do século XX, fizessem curso superior.  Meu avô, um advogado nascido em Mato Grosso, mas formado no Rio de Janeiro, adotou a posição bastante liberal e visonária na época, não deixando que nenhuma de suas três filhas pensassem em casar antes do curso superior completo.  As meninas que tinham menos de 4 anos de diferença entre si, formaram-se todas em Letras. Duas em Neo-latinas, a outra em Anglo-germânicas, assim eram divididos os estudos em meados do século XX, quando se graduaram.  Formaram-se todas pelo Instituto Lafayette, aqui no Rio de Janeiro.

Esta semana, que não está sendo muito fácil para mim, emocionalmente, tenho passado em revista um saco plástico em que mamãe guardou isso ou aquilo. Papelada sem nenhum valor, exceto para ela: uma poesia de meu avô publicada; um jornalzinho de escola, onde meu pai, aos nove anos, publicou uma redação intitulada A Catástrofe, [ainda escrita com ph  — Catastrophe] quando frequentava o curso primário; três desenhos para tapeçarias que ela havia projetado — queria ter sido uma artista plástica, mas meu avô não recomendou.  Enfim, isso e aquilo, que se não fosse a filha a salvaguardar, já teria ido para o lixo há tempos, decisão que a maioria das famílias brasileiras já teria tomado.  Mas tenho um grande  amor ao papel, e passei em revista páginas e recortes de jornal.  Por mais que estas lembranças sejam boas, trazem sempre uma nostalgia enorme.  E tenho que dar umas pausas.  Minha  mãe morreu há cinco anos e ainda é difícil de vez em quando lidar com certas coisas…  Numa retomada, eis que me deparo com uma página de um caderno de notas de mamãe, com a lista de obras para leitura.  Uma lista de leitura!  Dos tempos de faculdade de mamãe! …  Presente do céu!  Vou deixar aqui seu registro, principalmente porque há uma curiosa nota ao final.  Minha mãe se formou em 1946. A todos que se interessam por história, por historiografia da educação aqui vai:

Lista de leitura, recomendada, pelo professor de literatuura geral e comparada Albert Guérard, da Universidade de Stanford.

Leitura dos livros mais decisivos no mundo.

1. a Bíblia

2. as obras de Rousseau

3. O Capital de Marx, com prefácio de Adam Smith

4. O Príncipe, de Machhiavelli

5. A Origem das Espécies, de Darwin

6. Novum organum, de Bacon

7. A República, e Diálogos, de Platão

8. Utopia, de Thomas More

9. Ensaios de Montaigne

10. Ensaio sobre o entendimento humano, Locke

11. Ideias sobre a História do Mundo de Hender com prefácio de Vico

12. The Principle of Population, Thomas Malthus

13. Lógica, de Hegel

14. Toda obra de Nietzsche

NOTA: Professor Guérard ainda em dúvida quanto a obra de Kant e de Freud.

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Notinha a lápis.  “Papai, nem todas essas obras estão em português.  Mas não faz mal“.

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O quanto minha mãe leu?  Não sei. O Príncipe, certamente. Platão também.  Os ensaios de Montaigne sei que leu, tenho suas notas a respeito.  Leu mais de uma vez. No original. É possível que tenha lido a obra de Rousseau, porque sempre leu muito em francês.  E depois de casar com um cientista, é provável que tenha pelo menos passado os olhos em Darwin e Malthus.  Achei muito interessante a dúvida do Professor de Stanford sobre as obras de Kant e de Freud.  Outros tempos, outras prioridades.