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Jean Metzinger (França, 1883-1956)
óleo sobre tela
Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris
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“Escreva livros só se você for dizer neles aquilo que não tem coragem de confiar a ninguém.”
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Emil M. Cioran
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Jean Metzinger (França, 1883-1956)
óleo sobre tela
Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris
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Emil M. Cioran
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Henrique da Alemanha dando aula na Universidade de Bologna, c. 1350-60
Laurentius de Voltolina ( Itália, ativo em Bologna na segunda metade do século XIV)
Liber ethicorum de Henricus de Alemannia
pintura sobre pergaminho, 18 x 22 cm
Kupferstichkabinett SMPK,
Staatliche Museum Preussiischer Kulturbesitz, Min. 1233
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D’après Antônio Canova (Itália 1757-1822)
Mármore
40 cm de altura
Christie’s Auction House
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Sonho, 2008
Anastasia Ivanova-Johns (Rússia, contemporânea)
Aquarela e nanquim sobre papel, 25 x 18 cm
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Provérbio hindu
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Jovem mulher lendo um livro, s/d
Bela de Kristo ( Hungria, 1920-2006)
óleo sobre tela
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Samuel Johnson
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Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre cartão, 24 x 12 cm
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Bernard Jean Corneille Pothast (Bélgica 1882-1966)
óleo sobre tela, 64 x 77 cm
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Jacoba (Espanha, contemporânea)
óleo sobre tela
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János Tornyai (Hungria, 1869-1946)
óleo sobre tela
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Charles West Cope (Inglaterra, 1810-1890)
óleo sobre tela
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Joy McGinnis (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
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Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)
óleo sobre tela, tondo
Museu de Belas Artes de Nantes, França
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Giovanni della Rocca (Itália, 1788-1858)
óleo sobre tela
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Marina V. Chulovich (Rússia, 1956)
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Menino lendo, [DETALHE], c. século I
Casa dos Mistérios, Pompéia, destruida pelo Vesúvio no ano 79 a.D.
Afresco
Pompéia, Itália
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Diane Leonard (EUA)
gravura, 50 x 50 cm
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Emile Munier (França, 1840-1899)
óleo sobre tela, 175 x 125 cm
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Eugène François de Block (Bálgica, 1812-1893)
óleo sobre madeira, 52 x 40 cm
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Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Sanguínea sobre papel
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Richard Crafton Green (Inglaterra, 1869-1890)
óleo sobre tela, 45 x32 cm
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Signe & Genna Grushovenko (EUA, contemporâneos)
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Mãe e filho, c. 1930
Walter Beach Humphrey (EUA,1892)
Óleo sobre tela, 68 x 50 cm
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Mamãe, meu grande tesouro,
minha joia preciosa;
o seu carinho vale ouro,
oh mulher maravilhosa!
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(Maria Guiomar Galvão Coelho Leal)
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Dia das Mães…esse dia
já não tem o mesmo brilho.
Calou-se a voz que dizia
— Que Deus te abençoe, meu filho!
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(Hegel Pontes)
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Dante Gabriel Rossetti (Inglaterra, 1828-1882)
desenho
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Abraham Lincoln
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O charme da juventude, c. 1935
E. Bobovnikoff (França, 1898-1945)
pastel sobre papelão, 58 x 47 cm
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Tive a felicidade de ser neta de um homem de visão, que exigiu que suas três filhas, nascidas no final da segunda década do século XX, fizessem curso superior. Meu avô, um advogado nascido em Mato Grosso, mas formado no Rio de Janeiro, adotou a posição bastante liberal e visonária na época, não deixando que nenhuma de suas três filhas pensassem em casar antes do curso superior completo. As meninas que tinham menos de 4 anos de diferença entre si, formaram-se todas em Letras. Duas em Neo-latinas, a outra em Anglo-germânicas, assim eram divididos os estudos em meados do século XX, quando se graduaram. Formaram-se todas pelo Instituto Lafayette, aqui no Rio de Janeiro.
Esta semana, que não está sendo muito fácil para mim, emocionalmente, tenho passado em revista um saco plástico em que mamãe guardou isso ou aquilo. Papelada sem nenhum valor, exceto para ela: uma poesia de meu avô publicada; um jornalzinho de escola, onde meu pai, aos nove anos, publicou uma redação intitulada A Catástrofe, [ainda escrita com ph — Catastrophe] quando frequentava o curso primário; três desenhos para tapeçarias que ela havia projetado — queria ter sido uma artista plástica, mas meu avô não recomendou. Enfim, isso e aquilo, que se não fosse a filha a salvaguardar, já teria ido para o lixo há tempos, decisão que a maioria das famílias brasileiras já teria tomado. Mas tenho um grande amor ao papel, e passei em revista páginas e recortes de jornal. Por mais que estas lembranças sejam boas, trazem sempre uma nostalgia enorme. E tenho que dar umas pausas. Minha mãe morreu há cinco anos e ainda é difícil de vez em quando lidar com certas coisas… Numa retomada, eis que me deparo com uma página de um caderno de notas de mamãe, com a lista de obras para leitura. Uma lista de leitura! Dos tempos de faculdade de mamãe! … Presente do céu! Vou deixar aqui seu registro, principalmente porque há uma curiosa nota ao final. Minha mãe se formou em 1946. A todos que se interessam por história, por historiografia da educação aqui vai:
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Lista de leitura, recomendada, pelo professor de literatuura geral e comparada Albert Guérard, da Universidade de Stanford.
Leitura dos livros mais decisivos no mundo.
1. a Bíblia
2. as obras de Rousseau
3. O Capital de Marx, com prefácio de Adam Smith
4. O Príncipe, de Machhiavelli
5. A Origem das Espécies, de Darwin
6. Novum organum, de Bacon
7. A República, e Diálogos, de Platão
8. Utopia, de Thomas More
9. Ensaios de Montaigne
10. Ensaio sobre o entendimento humano, Locke
11. Ideias sobre a História do Mundo de Hender com prefácio de Vico
12. The Principle of Population, Thomas Malthus
13. Lógica, de Hegel
14. Toda obra de Nietzsche
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NOTA: Professor Guérard ainda em dúvida quanto a obra de Kant e de Freud.
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Notinha a lápis. “Papai, nem todas essas obras estão em português. Mas não faz mal“.
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O quanto minha mãe leu? Não sei. O Príncipe, certamente. Platão também. Os ensaios de Montaigne sei que leu, tenho suas notas a respeito. Leu mais de uma vez. No original. É possível que tenha lido a obra de Rousseau, porque sempre leu muito em francês. E depois de casar com um cientista, é provável que tenha pelo menos passado os olhos em Darwin e Malthus. Achei muito interessante a dúvida do Professor de Stanford sobre as obras de Kant e de Freud. Outros tempos, outras prioridades.






















