Ethel Sands (Inglaterra, 1872-1962)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
Guildhall Art Gallery, Londres
Ethel Sands (Inglaterra, 1872-1962)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
Guildhall Art Gallery, Londres
Ilya Galkin (Rússia, 1860-1915)
óleo sobre tela
“Infelizmente na cultura brasileira, existe a noção de que contar uma boa história é algo menor, de mero “entretenimento”; o verdadeiro artista cria obras rebuscadas, de difícil compreensão, repleta de silêncios e incongruências.”
Em: “A Antinarrativa”, Raphael Montes, O Globo, 18/11/2015, 2º caderno, página 6.
Retrato de N. V. Sapozhnikova, 1915
Nicolai Fechin (Rússia, 1881-1955)
óleo sobre tela
Museu de Arte, Tatarstan, Kazan
Peter Samuelson (Inglaterra, 1912-1996)
óleo sobre tela
Quanta gente encontro me diz que sua vida daria um romance? Muita. Ao saberem que estou envolvida com leitura, com a escrita, com revisão de textos e traduções parece que veem a porta do confessionário se abrir e à menor deixa desfilam o rosário de aventuras e desventuras que acumularam através dos anos. Ainda que na maioria das vezes tenham, de fato, vivido momentos extraordinários, nem sempre o equilíbrio entre o que lhes aconteceu e o resto de suas vidas mereceria um relato cuidadoso. Nunca soube o que dizer a esses interlocutores além de me colocar passivamente na escuta, por um questão de delicadeza e respeito ao outro. Hoje, no entanto, encontrei esse trechinho fabuloso. Acho que vou decorá-lo para uso futuro.
“Toda vida é ao mesmo tempo, comum e excepcional — são as respectivas proporções de cada uma dessas categorias que irão fazê-la interessante ou insípida.”
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, página 13
[Moïse com Renée]
Moïse Kisling (Polônia/França, 1891-1953)
óleo sobre tela
Victoria Chaus (Ucrânia,1964)
óleo sobre tela
“As palavras são como peixes abissais que só nos mostram um brilho de escamas em meio às águas pretas. Se elas se soltarem do anzol, o mais provável é que você não consiga pescá-las de novo. São manhosas as palavras, e rebeldes, e fugidias. Não gostam de ser domesticadas. Domar uma palavra (transformá-la em clichê) é acabar com ela.”
Em: A louca da casa, Rosa Montero, tradução de Paulina Wacht e Ari Roitmam, Rio de Janeiro, Ediouro:2004, p.13,