O verde do meu bairro: Costela de Adão

23 03 2019

 

 

 

 

DSC03302aCostela de Adão, rua Marquês de São Vicente, Gávea.

 

 

Este ano a Costela de Adão está em todo canto.  É padrão estampado em tecidos para estofamento, vestidos, camisetas de ambos os sexos.  Virou moda.  Não me surpreende, é linda!  E dá em todo canto com um pouco de sol da manhã e sombra para ao resto do dia.  No passado víamos esta planta crescer em arbusto gigantesco pontuando praças publicas.  Recentemente ela parece ter sido preferida por jardins suspensos em edifícios residenciais como este da foto.  De qualquer jeito ela é queridinha dos cariocas, mesmo sendo natural do México.  Adaptou-se bem aqui, porque mesmo lá no hemisfério norte, ela gosta do clima tropical.  Seu nome científico é Monstera deliciosa, e pertence à família das aráceas. Tem folhas enormes, recortadas, que lembram vagamente o desenho dos ossos das costelas.

Ela gosta de um pouco de sol (da manhã) e sombra à tarde. Gosta do clima úmido, portanto seu transplante terá mais chance de sucesso se for feito na primavera ou verão. O solo deve ser mantido úmido, sem encharcá-lo.  Menos água no inverno, um pouco mais no verão. Cresce rapidamente e constantemente, portanto imagine um considerável espaço à sua volta sem plantas para que ela possa ocupá-lo livremente.  E deleite-se.





Bordados no postal, a arte de Francesca Colussi Cramer

24 02 2019

 

 

 

40abecc81f260acb4b5af476283c7783Arte de Francesca Colussi Cramer.

 

A artista Francesca Colussi Cramer que trabalha na Grã-Bretanha levou adiante a antiga técnica de bordados em cartões postais, conhecida por mostrar trajes típicos de regiões europeias ou mesmo mensagens, como vemos nos exemplos abaixo.

 

 

postcards 2Cartões postais de traje típicos de regiões diversas de Portugal.

 

m1022_p1Cartão postal com bordado e mensagem

 

Nas obras de Fracesca Cramer temos postais ou fotografias antigas com inesperadas, belas e cuidadosas intervenções, em bordado, que dão caráter distinto ao material escolhido.

 

46149182_750169782019054_3860800116558233396_nArte de Francesca Colussi Cramer.

 

“MARJORIE, AUGUST 1957”, 2018 (detail) Hand embroidery on vintage photo. “Marjorie, August 1957, Francesca Cramer.

 

Francesca-Colussi-Cramer-04Arte de Francesca Colussi Cramer.

 

Por vezes engraçadas, outra hora parte de um questionamento, não importa o enfoque, somos obrigados a reconsiderar o que vemos a imaginar o bloqueado, ou prestar atenção ao que, de fato, sobrou da imagem inicial.

 

francescacramer-1 (2)Arte de Francesca Colussi Cramer.

 

47165035_277114946270011_8633363327223390820_nArte de Francesca Colussi Cramer.

 

tumblr_p4npsjNHb31qccpz7o2_1280 (2)Arte de Francesca Colussi Cramer.

 

Extravagante nas suas escolhas, singular no acabamento de seus pontos de cruz, Francesca Cramer é autora de obra mirabolante, volátil e pitoresca.  Dá valor ao que esquecemos e questiona o que vê.   Vale a pena observar seu trabalho.

 

47583353_416330575574367_8548457025836130578_nArte de Francesca Colussi Cramer.

 

47692498_2223690264585565_1552340727414336747_nO que se faz com todo esse futuro? Arte de Francesca Cramer.

 

49527174_184803729143457_6733024200648895418_nArte de Francesca Colussi Cramer.

 

tumblr_p4npsjNHb31qccpz7o8_1280Arte de Francesca Colussi Cramer.

 

francescacramer-1 (3)Arte de Francesca Colussi Cramer.




O verde do meu bairro: Buganvílea

17 01 2019

 

 

 

 

bouganvillea em ipanema assinadaBuganvílea vermelha, rua Visconde de Pirajá, Rio de Janeiro.

 

Nos bairros em que as casas prevalecem, em geral as buganvíleas são vistas em abundância por sobre os muros, como grandes arbustos derramando benesses floríferas nas calçadas e ruas que habitam.  No entanto, uma boa parte da zona sul do Rio de Janeiro tem buganvíleas como árvore urbana trazendo beleza tropical para as calçadas cariocas.

Buganvílea, natural do Brasil, pode ter diversos nomes: Três-marias, Ceboleiro-da-mata, Riso-do-prado, Primavera.  Seu nome científico é Bougainvillea glabra Choisy e pertence à família das Nyctaginaceae.  Em geral floresce entre novembro e fevereiro, o que a torna perfeita para uma cidade turística à beira-mar, um balneário como o Rio de Janeiro.

Há outra postagem sobre buganvíleas neste blog, com maiores informações.

 





Natureza maravilhosa: galinha polonesa de topete

8 10 2018

 

 

 

galinha polonesa de topeteGalinha polonesa de topete, foto: cynoclub/Shutterstock

 

 

A galinha polonesa de topete é uma raça europeia de galinhas com crista, conhecida por sua notável crista de penas. Os relatos mais antigos dessas aves vêm da Holanda; mas suas origens exatas são desconhecidas. Elas são adornados com grandes cristas que quase cobrem a totalidade da cabeça.

 

Polonesa_Dourada_Galinha_Ornamental_Fazenda_Visconde_012

 

Esta crista limita sua visão e, como resultado, pode afetar seu temperamento. Assim, embora normalmente mansas, elas podem ser tímidas e se amedrontam com facilidade.

São criadas principalmente como aves de exibição, mas originalmente eram criadas para a produção de ovos de consumo, que são ovos brancos. Há galinhas dessa variedade barbudas, sem barba e com penas crespas.

 

Polonesa_Preta_de_Topete_Branco_Galinha_Ornamental_Fazenda_Visconde_003

 

Seu porte é médio.  Machos podem atingir a altura de 45 cm e pesar 2,5 Kg.  Fêmeas chegam a 40 cm  de altura e aos 2 Kg. Cada animal coloca põe cerca de 150 ovos por ano.





Natureza maravilhosa: Bengala doce Sorrel

9 07 2018

 

 

florrara10Flor Bengala Doce Sorrel (Oxalis versicolor )

 

 

Bengala doce Sorrel (em referência à bala de Natal vermelha e branca em forma de uma bengala), a Oxalis versicolor  é uma  planta que pertence à família Oxalidaceae, encontrada na África do Sul.

Cresce de um bulbo, chega a ter de 8 a 15 cm  de altura.  Forma, assim, uma cama de folhas verdes, cada folha composta de três folhetos alongados. No final do verão e início do outono, brotos tubulares brancos estreitos se formam na ponta de caules finos. Um rebordo escarlate curvo para cada pétala dá a aparência de uma bengala doce. As flores se abrem em plena luz do sol, mas permanecem enroscadas em outros momentos.

Candy_Cane_icon





O verde do meu bairro: Ipê rosa

2 07 2018

 

 

 

gal osorio junho 2018 assIpê rosa em flor, Praça General Osório, Ipanema, Rio de Janeiro.

 

Ipê rosa, [androanthus heptaphyllus] é árvore original das regiões tropical e subtropical. É nativa das Américas Central e Sul, podendo ser encontrada entre o sul do México ao norte da Argentina. Floresce de maio a agosto. Sua madeira é preciosa. Chega a 30 metros de altura e seu tronco pode ter uma circunferência de 90 cm. Precisa de abelhas e pássaros para polinização.





Rio de Janeiro, 453 anos!

1 03 2018

 

 

arpoadorPraia do Arpoador

 

 

assinadaBarra da Tijuca

 

 

escada fundos assinadaEscada dos fundos, Casa de Rui Barbosa

 

 

DSC01567 assinadaParque das Crianças, Jardins do Palácio do Catete

 

 

1-maio1st.jpgPraça Santos Dumont, Gávea

 

 

MIRONGA, Av. RIO BRANCOassinada.jpgRestaurante Mironga, Avenida Rio Branco, Centro

 

 

winterCopacabana no inverno

 

 

Digital StillCameraPescadores na Baía de Guanabara

 

 

DSC08810 assinada.jpgConcerto de choros, ao ar livre, Jardim Botânico

 

 

swanslineupCisnes na Lagoa Rodrigo de Freitas

 

 

Rua Riachuelo assinadaRua Riachuelo, Lapa

 

 

posto12Leblon, posto 12

 

cactus no LemePedra do Leme

 

 

DSC01236.jpgBoulevard Olímpico, Zona Portuária

 

 

micoVida selvagem

 

 

banhistas nas pedrasBanhistas  nas pedras

 

 

rio de janeiro corcovado.jpgCorcovado à noite

 

 





Natureza maravilhosa: tarântula azul

17 02 2018

 

 

tarántula-azul-tapaTarântula azul [Poecilotheria Metallica]

 

 

A tarântula azul [Poecilotheria metallica]  é uma aranha encontrada na Índia, numa área pequena de quase 100 Km² numa reserva florestal.   Pertence à família Theraphosidae, que é a família das tarântulas.  Tem a cor azul metálica.  Brilhante.  Seu habitat natural é a floresta decidual em Andhra Pradesg, ao sul da Índia.  Foi descoberta na cidade indiana de Gooty, e por isso é muitas vezes chamada de Tarântula de Gooty.

Recentemente nova espécie da tarântula azul foi encontrada na Guiana, na Floresta Amazônica.





“Chove. É Dia de Natal”, poema de Fernando Pessoa

4 12 2017

 

 

 

449b7c3185b8523b3ff29591d4d9ab0f

 

 

Chove. É Dia de Natal

 

Fernando Pessoa

 

Chove. É dia de Natal.

Lá para o Norte é melhor:

Há a neve que faz mal,

E o frio que ainda é pior.

 

E toda a gente é contente

Porque é dia de o ficar.

Chove no Natal presente.

Antes isso que nevar.

 

Pois apesar de ser esse

O Natal da convenção,

Quando o corpo me arrefece

Tenho o frio e Natal não.

 

Deixo sentir a quem quadra

E o Natal a quem o fez,

Pois se escrevo ainda outra quadra

Fico gelado dos pés.

 

Em: Cancioneiro, Fernando Pessoa, Cyberfil: 2002 –  página 34





“Matéria escura”, de Blake Crouch, resenha

27 11 2017

 

 

eliot-elisofon-marcel-duchamp-descending-a-staircaseMarcel Duchamp descendo a escada, 1952

Fotografia de Elioy Elisofon (EUA. 1911-1973)

40 x 50 cm

 

Matéria escura de Blake Crouch é um livro de ficção científica que foge aos parâmetros de distopia, para causar boas e interessantes reflexões ao leitor interessado na exploração de universos paralelos. Este livro pode ser lido como entretenimento e alerta para a conscientização das escolhas que fazemos. O resultado é uma obra ágil, interessante, que prende a atenção e levanta mais perguntas do que responde.  Excelente resultado para um dos mais interessantes best-sellers que li nos últimos tempos.

Quem nunca se questionou sobre decisões tomadas?  Quem nunca imaginou como teria sido a vida se no lugar de uma escolha, tivesse feito outra?  E se não tivesse filhos?  E se os tivesse? E se no lugar do piano tivesse aprendido a tecer?  E se não tivesse casado com o atual parceiro?  E se tivesse ficado casado com a primeira mulher?  Onde estariam?  Que estariam fazendo? Sua vida seria diferente se no lugar de engenharia tivesse seguido matemática, ou se dedicado  à fotografia?  De que maneira?

 

MATERIA_ESCURA_1484658590645465SK1484658590B

 

A noção de vidas alternativas ou multiverso tem já há algum tempo fomentado a imaginação de escritores que  não se inserem no nicho de ficção científica.  Recentemente obras como O fio da vida de Kate Atkinson, Lágrimas na chuva de Rosa Montero, 1Q84, de Haruki Murakami ou A terra inteira e o céu infinito, de Ruth Ozeki têm demonstrado curiosidade e preocupação com descobertas da física quântica. Multiverso, teoria das cordas são conceitos difíceis de absorvermos, porque temos a tendência da leitura linear de tempo, é o assunto desta segunda década do século. Como entender que o mundo tridimensional  pode ser apenas uma ilusão? E que pode não haver distinção entre o presente e o futuro? Precisamos de uma mudança na maneira de pensar e uma porta se abre para um sem número de possibilidades ainda não imaginadas. Em algum lugar pode haver uma duplicata de mim mesmo ou mais de uma versão de mim.  Não como gêmeos, mas duplicata verdadeiras físicas e emotivas. Um mundo onde nada é único.

O autor americano, Blake Crouch, talvez tenha algumas de suas ideias conhecidas pelo leitor, já que a série televisiva Wayward Pines é baseada em um de seus livros.  No entanto, em Matéria Escura ele parece dar um passo além, mesmo sendo um thriller que se aproxima de uma explicação do multiverso.  Para isso Blake Crouch trabalhou uma história de amor, um romance, sobre um homem que não se dá conta de quanto  ama a vida que tem até o momento em que se encontra em outra realidade, tentando voltar para o mundo que conhece.  Nessas tentativas é apresentado a uma enormidade de versões de si mesmo, no multiverso.

 

blake crouchBlake Crouch

 

Além de ser um thriller, este livro convida o leitor a reavaliar decisões, escolhas e  possibilidades deixadas para trás.  Porque assim como Jason Dessen, personagem principal, professor de física em Chicago, descobre outras versões de si mesmo, nós também podemos e temos que aceitar nossa duplicação a cada escolha feita.  Aceitar que pode haver milhares de outros eus, leitores, versões diferentes de nós mesmos é produzir verdadeira revolução no pensamento e reavaliar conceitos de nós mesmos e do mundo em que vivemos.  Em suma de tudo que conhecemos.

Esse livro não trata de ciência, mas mostra conceitos de realidades múltiplas e universos paralelos de maneira que podemos começar a nos familiarizar com esses preceitos, pois na trama eles parecem críveis e lógicos.  Blake Crouch consegue equilibrar a trama com  ilustração de conceitos científicos que acabam por nos dar a sensação de entendimento, de compreensão.

Na tradução de Alexandre Raposo, Matéria escura se torna uma maneira divertida de entreter e aprender algumas noções de física quântica.  Muito bom, agradável e enriquecedor.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.