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O sapo de olhos grandes (Leptopelis vermiculatus) é uma espécie encontrada em áreas de floresta na Tanzânia, na África. Foto: wikipedia.
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O sapo de olhos grandes (Leptopelis vermiculatus) é uma espécie encontrada em áreas de floresta na Tanzânia, na África. Foto: wikipedia.
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Gafanhoto Arco-íris [Dactylotum bicolor] é uma espécie de gafanhoto, encontrado em pradarias, desertos e pastagens do oeste dos Estados Unidos da América, sul do Canadá e norte do México.
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Leitura em dupla, trilha do Bem-te-vi, também chamado de Caminho Cláudio Coutinho, na base do Pão de Açúcar, Sábado, 20/07/2013.–
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Camarão amarelo em jardim na zona sul do Rio de Janeiro.–
Passeando pelo meu bairro você não diria que uma das plantas mais usadas na decoração ao longo de grades e muros seria uma planta nativa de outro país. O Camarão Amarelo [Pachystachys lutea] está tão difundido no paisagismo carioca que parece brotar voluntariamente. Mas não é verdade. É original do Perú e leva esse nome pela aparência de suas flores. Também é conhecido pelo nome de Planta-camarão e simplesmente de Camarão.
É um arbusto que pode crescer até 150 cm. Gosta de sol ou de sombra parcial. Aqui no meu prédio temos alguns pés. Todos com aparência muito saudável. Lembrei-me deles hoje porque parece que esta semana foi a semana dedicada à poda. Ele tem folhas lustrosas e alongadas, verde bem escuro. Assim como os cariocas, o Camarão Amarelo não gosta de frio e aqui onde moro dá flores o ano inteiro. Suas flores são branquinhas, pequeninas, saindo das brácteas amarelo ouro. Este tipo de arbusto atrai beija-flores. Talvez seja por isso que haja tantos beija-flores no jardim do meu edifício.
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Bouganvilleas vermelhas sobre muro.–
Bougainvilleas são naturais do Brasil e são lindas. Se eu tivesse uma casa com jardim certamente teria bougainvilleas [ também podemos dizer buganvíleas]. Elas tem um jeitinho de se fazerem presente no bairro em que moro. Quer sejam parte de uma cerca viva, quer sejam um jato de cor num jardim de um condomínio, elas estão no seu elemento nos bairros cariocas, colorindo o nosso dia a dia, de branco, rosa, vermelho, lilás. Pelo menos essas são as cores que vejo com mais freqüência. Mas são as vermelhas as de que mais gosto.
Da família Nyctaginaceae, a bougainvillea é uma planta nativa da América do Sul e recebe vários nomes populares, como primavera, três-marias, sempre-lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, riso, pataguinha, pau-de-roseira, flor-de-papel. O maior exemplar conhecido de Bougainvillea do mundo está localizado à beira do lago Guanabara no Município de Lambari no Sul de Minas Gerais ; de tão grande virou árvore frondosa de 18 metros de altura.
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A bougainvillea não tem um ar arrumadinho. Muito pelo contrário. Cresce de maneira que parece desordenada, cada galho para um lado atingindo em geral de 1 a 12 metros de altura. Tem espinhos e gosta de se debruçar sobre muros ou outras plantas. Em lugares com meses de seca, ela pode perder todas as suas folhas, voltando a crescer folhas na época chuvosa, mas aqui no Rio de Janeiro ela não só mantem suas folhas como dá flores praticamente o ano inteiro. São bastante resistentes.
Para mim bougainvilleas foram sempre um dos grandes símbolos de terra natal, de conforto emocional nos anos que passei fora do Brasil. Mas quase não as vi nos Estados Unidos. Lembro da felicidade de encontrá-la cobrindo um enorme paredão no Jardim da Sereia em Coimbra, nos anos que morei em Portugal.
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É natural que esta planta se associe ao Brasil. Afinal, foi descoberta em 1767, no Rio de Janeiro, pelo botânico francês Philibert Commerson [1727-1773] que fizera parte da expedição científica comandada pelo Almirante francês Louis-Antoine de Bougainville [1729-1811]. Encantado com esta colorida trepadeira cujas minúsculas flores eram rodeadas por coloridas folhas modificadas , Commerson deu à nova planta o nome de buganvília em homenagem ao Almirante da esquadra cujo objetivo era a exploração de terras no hemisfério sul.
Aqui no Rio de Janeiro é mais fácil vê-las assim, espreitando a rua, por sobre muros das casas, fazendo-nos invejar a morada que se esconde por trás das belas flores coloridas. Prefiro-as aglomeradas de uma só cor como aparece na primeira foto. Mas são de fato bonitas de todo jeito.
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Praça Santos Dumont, Gávea
Rio de Janeiro
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Volto a postar fotos de pessoas lendo, essa popularíssima faceta do blog da Peregrina. Passei quase um ano sem fotografar pessoas lendo. Cansei. Mas sei também da fascinação que essas fotos, sob o nome de: Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público, têm exercido sobre os nossos visitantes. Assim vou tentar manter as fotos para servir de inspiração a leitores e a fotógrafos.
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Foto: Adrees Latif, Reuters.–
A pequena girafa Sandy Hope aparece aqui ao lado de sua mamãe, no lugar onde mora: Jardim Zoológico de Greenwich, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos.