Pessoas são diferentes, poesia infantil, Ruth Rocha

26 05 2025
   
 
    Pessoas são diferentes

   

     Ruth Rocha

 

    São duas crianças lindas

    Mas são muito diferentes!

    Uma é toda desdentada,

    A outra é cheia de dentes…

    Uma anda descabelada,

    A outra é cheia de pentes!

    Uma delas usa óculos,

    E a outra só usa lentes.

    Uma gosta de gelados,

    A outra gosta de quentes.

    Uma tem cabelos longos,

    A outra corta eles rentes.

    Não queira que sejam iguais,

    Aliás, nem mesmo tentes!

    São duas crianças lindas,

    Mas são muito diferentes!





Palavras para lembrar: Eugène Delacroix

25 05 2025

Verde

Albert Ramos Cortés (Espanha, contemporâneo)

óleo sobre tela, 51 x 41 cm

 
“O mais atraente triunfo do escritor é fazer pensar aqueles que podem pensar.”

Eugène Delacroix

 

 

 





Dia a dia…

25 05 2025

 

Este é um livro infanto-juvenil com belíssimas ilustrações e texto exemplar passado tanto numa floresta tropical quanto num ambiente urbano.  Esse é o terceiro livro da carioca Nancy de Souza. O lançamento foi um grande sucesso. E sim, Nancy já se tornou uma amiga pessoal desde que fizemos um curso juntas.

 

 





Paisagens brasileiras…

25 05 2025

Paisagem com barco, 1999

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

acrílica sobre tela, 130 x 100 cm

Rosa imperial

José Paulo Moreira da Fonseca (Brasil, 1922-2004)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm





Em casa: Leonard John Fuller

25 05 2025

Marjorie tricotando

[Retrato da esposa do pintor]

Leonard John Fuller, (Inglaterra, 1891-1973)

óleo sobre tela

Coleção Particular





Pequenas mudanças…

24 05 2025
Caminhão de mudanças em Patópolis, ilustração de Walt Disney Co.

 

 

Junho está à porta. E este blog comemora então seu décimo sétimo ano de existência. Foi mudando ao longo do tempo.  Nos 17 anos que tenho postado praticamente todos os dias, a internet mudou. Ficou mais acessível, mais pessoas se dedicaram a postagens.  Muitas desistiram.  Sou uma blogueira antiga. 

No início eu me dediquei à educação visual e literária para todos, mas algumas escolas me deram preferência.  Naquela época, quase vinte anos atrás, havia pouco publicado que pudesse ser utilizado pelos professores do ensino fundamental e médio e tive muito apoio deles, principalmente do Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Professores passaram algumas páginas como “dever de casa” e me comprometi a não ajudar as crianças dando respostas certas para suas perguntas, deixando que elas resolvessem por si só a moral da fábula, ou o que o poeta quis dizer.

Algumas postagens também foram colocadas pensando nesse público: assim vieram os Filhotes Fofos, O verde do meu bairro, Natureza maravilhosa, Palavras para lembrar [a respeito da leitura], Minutos de sabedoria [citações de conhecidos pensadores], Boas maneiras (um tantinho de etiqueta), Poesia infantil e outras pequenas, não tão resilientes postagens regulares do blog. Assim cheguei hoje aos quase 12 milhões de diferentes acessos ao blog, ou seja 12 milhões de pessoas diferentes acessaram o blog, se você voltou a acessar o blog, não conta, são 12 milhões de diferentes acessos.

Os anos passaram, muito coisa apareceu na internet, alunos e professores encontravam postagens mais relevantes para seu trabalho, e… fui rareando algumas dessas postagens.  Muito acontece em quase 20 anos.  De repente, a partir da segunda metade do 24 e agora. nesses cinco meses que passamos em 2025, comecei a receber por email, pedidos para algumas coisas que se referiam a esses tópicos que eu havia deixado de lado.  Acho que como celebração desses 17 anos de postagens, vou tentar voltar a postar alguns desses nichos mencionados acima, para alegria de quem pediu de volta.  

Comecei ontem.  Vamos ver…  Se você gostaria de ver mais alguma coisa neste blog, por favor entre em contato.  Não posso prometer que farei.  Nem sei se conseguirei manter todas essas postagens dos nichos antigos.  Hoje tenho menos tempo.  No passado, meu marido fazia as compras, eu tinha diarista, hoje não é bem assim… Mas farei um esforço.  Que venha o 18º, o 19º, o 20º anos.

Ah, sim, vou adicionar minha própria website por aqui.  Sempre fui meio tímida para isso.  Mas parece que se você não faz sua própria propaganda… está fadada ao esquecimento no mundo atual.  Vocês (notaram que meu blog não tem anúncios?  Pois é, eu pago a WordPress para não ter anúncios.  E não faço um único centavo com o blog.  Para mim é um hobby.  É assim que quero  manter. 

Os anúncios que coloco são das minhas aulas e do meu livro, futuramente de meu segundo livro e estou (aconselhada por uma pessoa de marketing) aumentando o número de postagens que me mostram como escritora, Dia a dia…, porque é uma mudança ‘profissional’ para mim, ou seja, de historiadora da arte estou também tenho que explicar que escrevo.

As resenhas de livros, acreditem há mais de 350 resenhas de livros no blog, e listas de livros, muito populares, continuarão.  Tudo continuará, só voltamos a ter mais dos temas antigos.

Obrigada a todos pela constância das visitas, num dia normal, quando todos os blogs já quase desapareceram, e que a maioria que tem visitantes é de política, religião e outros assuntos de interesse geral, continuo com meus visitantes, de 3.500 a 5.000 por dia.  Obrigada a todos.  Há alguns de vocês muito fieis e isso me deixa muito feliz. Adoro ver seus comentários, suas observações.  Fico feliz.  E… embarquemos juntos nesses novos-antigos parâmetros.





Filhotes fofos!

23 05 2025

Filhotinho chita com sua mamãe no Zoológico de Dallas.





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

23 05 2025

Pedra da Moreninha, Paquetá, 1966

Gastão Formenti (Brasil, 1894-1974)

óleo sobre eucatex, 15 x 21 cm





Imagem de leitura: Alfred Stevens

23 05 2025

A leitura, 1875

Alfred Stevens (Bélgica, 1923-1906)

óleo sobre madeira, 55 x 44 cm

 





O escuro, texto de Mia Couto

22 05 2025

Gato

Carlos Anesi (Argentina-Brasil, 1943-2010)

óleo sobre tela, 90 x 130 cm

 

 

“E os olhos do escuro se amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagriminhas amarelas em fundo preto.
O escuro ainda chorava:
– Sou feio. Não há quem goste de mim.
– Mentira, você é lindo. Tanto como os outros.
– Então porque não figuro nem no arco-íris?
– Você figura no meu arco-íris.
– Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro.
– Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós.
– Não entendo, Dona Gata.
– Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Agora me entende?
– Não estou claro, Dona Gata.
– Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nosso medos.”

Mia Couto, em O gato e o escuro; Cia das Letrinhas: 2008