Flash!

30 05 2025
Ariano Suassuna (1927-2014)

Ariano Suassuna foi um intelectual, escritor, filósofo, dramaturgo, professor, romancista, artista plástico, ensaísta, poeta, político e advogado brasileiro.

Algumas de suas muita e conhecidas obras:

O Rico Avarento (1954)

Auto da Compadecida (1955)

O santo e a porca (1957)

Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971)





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

30 05 2025

Pedra da Gávea e Dois irmãos da Lagoa Rodrigo de Freitas, 2025

Jorge Jardim (Portugal, contemporâneo)

acrílica sobre tela





Sabedoria felina: Takashi Hiraide

29 05 2025

Gatos e relógio, 1965

Emanoel Araújo (Brasil, 1940)

xilogravura policromada, 92 x 40 cm

 

 

“Os gatos que saem das casa não duvidam nem por um instante de cruzar fronteiras que só existem para os humanos.”

 

Takashi Hiraide, em O gato que nos visitou





Imagem de leitura: Sigmund Sinding

29 05 2025

Interior com menina lendo

Sigmund Sinding (Noruega, 1875-1936)

óleo sobre madeira, 61 x 49 cm

 





Trova da noite

28 05 2025
Ilustração de noite, Yan Nascimbene

 

Quando a noite vem descendo

e o mundo parece em calma,

existe um mundo fervendo

na inquietação de minha alma.

(Durval Mendonça)





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

28 05 2025

Natureza-morta em Sta Teresa, RJ,1953

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

óleo sobre tela, 81×100 cm

 

 

 

Natureza morta, 1986

Newton Mesquita (Brasil, 1948)

acrílica sobre tela colada em placa, 80 x 70 cm





Natureza maravilhosa: rãs ponta-de-flecha

27 05 2025

A rã ponta-de-flecha é natural das Américas do Sul e Central e pode ser encontrada em diversas cores.  Seu nome científico é Dendrobatidae. É um anfíbio de pequeno tamanho, em média 3 centímetros, bastante venenoso.  O veneno se encontra em sua pele, intoxica e pode até matar seu inimigo. A coloração dessas rãs varia do vermelho, azul, verde, amarelo, preto, ouro e cobre. 





A frase musical, Marcel Proust

27 05 2025

Natureza morta com instrumentos musicais e livros, c. 1650

Bartholomeo Bettera (Itália, 1639-1699)

óleo sobre tela

Museu de Israel, Jerusalém

 

 

Que belo diálogo ouviu Swann entre o piano e o violino no começo do último trecho! A supressão das palavras humanas, longe de deixar ali reinar a fantasia, como se poderia crer, a tinha eliminado: jamais a linguagem falada foi tão inflexivelmente fatal, jamais conheceu a tal ponto a pertinência das perguntas, a evidência das respostas. Primeiro o piano solitário se queixou, como um pássaro abandonado da sua companheira; o violino escutou-o, respondeu-lhe como de uma árvore vizinha. Era como no princípio do mundo, como se ainda não houvesse senão os dois sobre a face da Terra, ou antes, era naquele mundo fechado a tudo o mais, construído pela lógica de um criador e onde para todo o sempre só os dois existiriam: aquela sonata. Era um pássaro? Era a alma ainda incompleta da pequena frase, era uma fada, esse ser invisível e choroso, cuja queixa o piano em seguida ternamente redizia? Seus gritos eram tão súbitos que o violino devia precipitar-se sobre o seu arco para os recolher. Maravilhoso pássaro! O violinista parecia querer encantá-lo, amansá-lo, capturá-lo. Já havia passado para a sua alma, já a pequena frase evocada agitava, como ao de um médium, o corpo verdadeiramente possuído do violinista.

 

Marcel Proust, em: No caminho de Swann, volume I da obra Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.





Nossas cidades: Florianópolis

27 05 2025

Igreja de São Francisco, Florianópolis, década de 1950

Martinho de Haro (Brasil, 1907-1985)

óleo sobre madeira, 58 x 52 cm





A lista de leitura de Elena Ferrante

26 05 2025
Ilustração John Crandall (?)

 

 

Em 2020,  a Wikipedia me diz, a escritora italiana Elena Ferrante, que se tornou muito popular na década passada com a quadrilogia napolitana, publicou uma lista de 40 romances escritos por mulheres que ela recomendaria.

Há muito passei da fase de ler um livro pelo sexo de autor.  Mas confesso que na década de oitenta do século passado, passei alguns anos, talvez uns cinco anos lendo exclusivamente mulheres, fora os livros que eu lia para as resenhas publicadas no jornal da cidade onde morei nos Estados Unidos.

Sei que cometo uma gafe, para os tempos modernos, ao dizer que há uma diferença na escrita de homens e mulheres. Essa afirmação não é bem vista em muitos círculos.  Mas não é o caso aqui de abrir esse assunto.  O que quero comentar aqui?  A lista de Elena Ferrante.  Já li alguns dos quarenta livros, e li algumas das autoras, mas outros livros.  Não seria a minha lista de autoras favoritas, mas é uma lista.  Como todas as listas, tem alguns vieses fortes, mesmo dentro da seleção de autores mulheres.

 

 

Dessa lista li e recomendo

Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. Não é meu livro favorito dela. Meio sol amarelo é a minha preferência das quatro obras que li da autora. Mas é o mais querido do público.

O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion

O Amante, de Marguerite Duras

Os Anos, de Annie Ernaux

Amada, de Toni Morrison

O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy

 A Porta, de Magda Szabò

Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar

Um homem bom é difícil de encontrar e outras histórias de Flannery O’Connor, que na lista aparece em inglês, mas está traduzido no Brasil.

Li algumas das autoras, que recomendo, mas li outros livros: Margaret Atwood, Rachel Cusk, Nathalia Ginzburg, Doris Lessing, Iris Murdock, Edna O’Brien.

Alguns livros tenho em casa. Mas eles me intimidam por seus tamanhos generosos: Uma vida pequena e O intérprete de males. Confesso que olho para eles e me pergunto: vou querer mesmo a companhia desse livro pelas próximas quatro, cinco semanas? Olho para as capas, elas não me seduzem. Os pobres volumes voltam para as prateleiras.

Há outras autoras na lista de que não gosto. Em outra ocasião explico porque. Escolham um, pelo menos, da lista como projeto de leitura para 2025. Ainda sobram sete meses neste ano!