Esmerado: Estojo de marfim, século XIII

22 06 2020

 

 

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Estojo com placas de marfim encaixadas, e fechamento em cobre banhado a ouro.

Original do Sul Espanha

Século XIII

Comprimento: 7,7 cm Largura: 16,2 cm Altura: 11,7 cm

Victoria & Albert Museum, Londres

 

Estojos e caixas de marfim continuaram a ser fabricadas até depois final do domínio do califado de Umayyad.  Diferentes técnicas eram usadas na construção e ornamentação desses objetos.  Este exemplo é feito por grossas folhas de marfim, e não de um bloco sólido. Acabamento em cobre com banho de ouro é elaborado e constitui sua única decoração.

 

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Três poemas de José Ildone

22 06 2020

 

 

Martha Wendelin (Finnish. 1893-1986).Oma Koti, March 1934.Oma Koti, 1934

Martha Wendelin (Finlândia. 1893-1986)

óleo sobre tela

 

 

Três poemas de José Ildone

 

Receita

Tome este remédio.

É excelente,

Cura dores reumáticas,

traumáticas, gramáticas

e matemáticas.

 

Ode à distância

Nada é tão longe

que não se chegue

lá.

(Mesmo a morte)

 

Gaiola

Entre grades

passa

o canto

-manco.

 

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 243-4

 

 

 





Em casa: Louis Charles Verwee

21 06 2020

 

Louis-Charles_Verwée_-_An_elegant_lady_at_a_windowUma senhora elegante à janela

Louis Charles Verwee (Bélgica, 1832 – 1882)

óleo sobre tela,  55 x 38 cm





21 de junho de 1839! Viva Machado de Assis!

21 06 2020

 

 

Machado de Assis

 

Hoje comemoramos o dia do aniversário de Machado de Assis, sem dúvida o maior escritor brasileiro de todos os tempos.  Ele faria 181 anos.

 

O Prazer do Beneficiador é Sempre Maior do que o do Beneficiado

 

̶  Não me podes negar um facto, disse ele; é que o prazer do beneficiador é sempre maior do que o do beneficiado. Que é o benefício? É um ato que faz cessar certa privação do beneficiado. Uma vez produzido o efeito essencial, isto é, uma vez cessada a privação, torna o organismo ao estado anterior, ao estado indiferente. Supõe que tens apertado em demasia o cós das calças; para fazer cessar o incômodo, desabotoas o cós, respiras, saboreias um instante de gozo, o organismo torna à indiferença, e não te lembras dos teus dedos que praticaram o ato. Não havendo nada que perdure, é natural que a memória se esvaeça, porque ela não é uma planta aérea, precisa de chão. A esperança de outros favores, é certo, conserva sempre no beneficiado a lembrança do primeiro; mas este facto, aliás um dos mais sublimes que a filosofia pode achar em seu caminho, explica-se pela memória da privação, ou, usando de outra fórmula, pela privação continuada na memória, que repercute a dor passada e aconselha a precaução do remédio oportuno.

Não digo que, ainda sem esta circunstância, não aconteça, algumas vezes, persistir a memória do obséquio, acompanhada de certa afeição mais ou menos intensa; mas são verdadeiras aberrações, sem nenhum valor aos olhos de um filósofo.

̶  Mas, repliquei eu, se nenhuma razão há para que perdure a memória do obséquio no obsequiado, menos há de haver em relação ao obsequiador. Quisera que me explicasses este ponto.

̶  Não se explica o que é de sua natureza evidente, retorquiu o Quincas Borba; mas eu direi alguma coisa mais. A persistência do benefício na memória de quem o exerce explica-se pela natureza mesma do benefício e seus efeitos. Primeiramente, há o sentimento de uma boa ação, e dedutivamente a consciência de que somos capazes de boas ações; em segundo lugar, recebe-se uma convicção de superioridade sobre outra criatura, superioridade no estado e nos meios; e esta é uma das coisas mais legitimamente agradáveis, segundo as melhores opiniões, ao organismo humano. Erasmo, que no seu Elogio da Loucura escreveu algumas coisas boas, chamou a atenção para a complacência com que dois burros se coçam um ao outro. Estou longe de rejeitar essa observação de Erasmo; mas direi o que ele não disse, a saber, que se um dos burros coçar melhor o outro, esse há-de ter nos olhos algum indício especial de satisfação.

Por que é que uma mulher bonita olha muitas vezes para o espelho, senão porque se acha bonita, e porque isso lhe dá uma certa superioridade sobre uma multidão de outras mulheres menos bonitas ou absolutamente feias? A consciência é a mesma coisa; remira-se a miúdo, quando se acha bela. Nem o remorso é outra coisa mais do que o trejeito de uma consciência que se vê hedionda.

 

Em: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Joaquim Maria Machado de Assis, 1881.





Imagem de leitura — Alexis Grimou

20 06 2020

 

 

Alexis Grimou (1680-1740),ReaderLeitora

Alexis Grimou (França, 1680-1740)





O que a leitura faz para você

20 06 2020

 

 

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Um artigo interessante no site francês Nos Pensées lembra o que acontece com o cérebro quando lemos.  Diante de uma cena bem descrita à medida que lemos, vamos construindo, com o vocabulário imagístico que já possuímos e auxiliado pela descrição no livro, um mundo nosso, paralelo.  O cérebro não distingue entre a experiência vivida e aquela que adquirimos através da leitura. Por isso nos enriquece. Adquirimos experiências além daquelas que vivemos. Ou seja, ler é viver.  Não é muito diferente de quando vemos um filme.  Mas é conhecimento mais profundo, íntimo, que afeta e modifica o cérebro.

O que acontece com um personagem é espelhado no nosso cérebro. Vivenciamos aquilo por que os personagens passam. A leitura ativa a imaginação, modificando o cérebro nos mesmos locais que seriam ativados caso fôssemos nós, na vida real, a passar pelo que os personagens passam. Com isso aumentamos também a nossa capacidade de entender as pessoas e a nossa empatia.

 





Flores para um sábado perfeito!

20 06 2020

 

 

antonio-helio-cabral-vaso-de-flor-oleo-sobre-tela-100 x 80 cmVaso de flores

Antonio Hélio Cabral (Brasil,1948)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm





Em casa: Graham Little

20 06 2020

 

 

 

Graham Little, Untitled (Man and Dog), 2019. Gouache on paper. © Graham LittleHomem e cachorro, 2019

Graham Little (GB, 1972)

Guache sobre papel





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

19 06 2020

 

 

 

YOSHIYA TAKAOKA, Quadrado da Urca - Rio de Janeiro ,Aquarela sobre papel. Ass. dat. 1938 inf. esq. 25 x 30 cm.Quadrado da Urca, Rio de Janeiro, 1938

Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)

aquarela sobre papel, 25 x 30 cm





Em casa: Ivan Olinsky

18 06 2020

 

 

In Serviceman’s Wife, Ivan Olinsky (Elizabethgrad, Russia, 1878 United States, 1962) Oil on canvas, 91.4 x 76.5 cmEsposa de soldado em serviço

Ivan Olinsky (Rússia-EUA, 1878 – 1962)

óleo sobre tela, 91 x 76 cm