Paisagens brasileiras…

30 11 2025

Paisagem, 1975

Yuji Tamaki (Brasil, 1916-1979)

óleo sobre tela, 19 x 27 cm

 

 

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Serra de Angra dos Reis

Alexandre Reider (Brasil, 1973)

óleo sobre  tela





Em casa: Eiler Sorensen

30 11 2025

Sol da manhã, 1916

Eiler Sorensen (Dinamarca, 1869 – 1953)

óleo sobre tela, 60 x 48 cm





Vida besta, Carlos Drummond de Andrade

29 11 2025
Ilustração de Igor Medvedev. 

 

 

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

 


Carlos Drummond de Andrade, Alguma Poesia





Eu pintora: Amélie Lundahl

29 11 2025

Autorretrato, 1888

Amélie Lundahl (Finlândia,1850–1914)

pastel sobre papel





Flores para um sábado perfeito!

29 11 2025

Rosas do jardim

Raquel Taraborelli (Brasil, 1957-2020)

óleo sobre tela

 

 

 

Falos e flores, 1986

Adir Sodré de Souza (Brasil, 1962-2020)

acrílica sobre tela





Imagem de leitura: Walther Firle

28 11 2025

Moça lendo próximo à janela

Walther Firle (Alemanha, 1859-1929)

óleo sobre tela, 81 x 64 cm





A ovelha, fábula de Francisca Júlia

28 11 2025

 

 

A ovelha

 

Francisca Júlia da Silva 

 

A ovelha, um dia, muito triste por não ter forças para lutar com os cães que a mordiam, ou armas de defesa contra a ferocidade dos lobos, dirigiu-se a Júpiter e expôs-lhe suas queixas:

– Pai, todos os animais que vivem sobre a terra, desde o inseto ao paquiderme, têm meios de defender-se contra os ataques; e coragem para provocar as lutas. Eu, porém, sou tímida e indefesa: tudo me causa medo. Queria, pois, que me desseis uma arma qualquer. Júpiter, tocado de piedade, perguntou-lhe:

– Queres um veneno oculto nos dentes, para dar morte aos que te fizerem mal?

– Oh! Não! Respondeu a ovelha. Os animais venenosos são nojentos e causam medo a todos.

– Queres ter na boca duas fileiras de dentes afiados, como os leões e os lobos?

– Oh! não! Os animais carnívoros são tão odiosos e antipáticos! 

– Queres saber arremeter, como os touros, com duas pontas na cabeça?

– Oh! não! Eu causaria terror aos outros animais, e não seria acariciada pelos pastores.

– Que queres, pois? Gritou Júpiter, impaciente.

– Nada, senhor, nada quero. Prefiro viver assim, tímida e fraca, porém estimada e afagada por todos.

 

Em: O livro da infância, Francisca Júlia da Silva, 1899.

 

 





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

28 11 2025

Praia de Botafogo, 1932

Leopoldo Gotuzzo (Brasil,1887-1983

óleo sobre tela





Uma barganha, por um Renoir fora do olhar público…

28 11 2025

A criança e seus brinquedos: Gabrielle e Jean, filho do artista, antes de 1910

Pierre-Auguste Renoir (França, 1841-1919)

óleo sobre tela

Trata-se de uma cena em que Gabrielle Renard babá dos filhos de Renoir, e que  também serviu de modelo para Renoir, entretém Jean (filho do pintor, que mais tarde se tornou um conhecido diretor de cinema) com brinquedos em cima da mesa:  três carneirinhos, um grande galo e uma boneca com roupas camponesas. A criança está claramente se divertindo com a brincadeira. 

A tela estava fora do olhos do público desde pintada.  Pois veio a leilão em Paris, em perfeitas condições, e foi vendida pela bagatela – considerando-se a obra de Renoir — de €1.45 milhão ($1.68 milhões de dólares) + a percentagem da casa de leilões, ficou em €1.8 milhão ($2 milhões de dólares), ou R$ 10.689.200,00, sinceramente melhor do que um condomínio em Miami, se quiserem saber minha opinião.  Mas há gosto para tudo! Um colecionador internacional, que permanece anônimo, a comprou.   

Mas quem disse que é uma barganha?  Ah, essa é fácil de responder: A obra de Renoir mais cara,  vendida em leilão, alcançou os $78.100.000 {setenta e oito milhões e cem mil dólares].  Essa marca foi atingida pela obra Au Moulin de la Galette (1876), em Nova York leiloada pela Sotheby’s em 1990.  E mais recentemente a tela Berthe Morisot e sua filha Julie Manet (1894) vendeu por $24.500.000 [vinte quatro milhões e quinhentos mil dólares]. Essa venda aconteceu em 2022, na casa de leilões Christie’s de Nova York. 

A cena foi pintada por Renoir, algumas vezes.  Essa tela foi dada de presente à pintora Jeanne Baudot, única aluna de Renoir e uma amiga próxima, por volta de 1895. Jeanne era madrinha do menino Jean.  A  pintora guardou o quadro e seu filho adotivo Jean Griot o herdou e manteve o quadro em seu quarto até morrer, falecendo em 2011. 

O museu de l’Orangerie possui um estudo desse quadro em sua coleção.  Griot também possuía outra versão dessa cena que vendeu para a National Gallery em Washington DC em 1985.

 





Papalivros escolhe as melhores leituras do ano!

27 11 2025

 

 

 

 

SINOPSE

Uma história fascinante sobre coragem e emancipação feminina, e sobre dois irmãos inseparáveis destinados a amar a mesma mulher. Anna Allavena, a carteira: a história extraordinária de uma mulher aparentemente comum que se muda do norte da Itália para o sul e se torna a primeira carteira em uma pequena cidade na região de Salento.

Em junho de 1934, Carlo e Anna descem do ônibus na praça principal de Lizzanello, em Salento. Ele está feliz por voltar para casa, no sul, mas ela, uma mulher do norte, tão bela quanto uma estátua grega, sente-se preocupada com o futuro nessa terra desconhecida.

Para os moradores, Anna nunca deixa de ser “a forasteira” – não frequenta a igreja, evita a pequena cidade e não participa das fofocas. Orgulhosa e determinada, desafia as tradições locais e, após ser aprovada em um concurso público, torna-se a primeira carteira do local – ou melhor, a primeira “carteira”, como prefere ser chamada.

A Carteira, uma história de romance e liberdade feminina.

 

 

SINOPSE

Inspirando-se na prodigiosa vida do maior filósofo português, José Rodrigues dos Santos nos mostra como Bento de Espinosa pôs fim à idade das trevas e inventou o mundo moderno.

Há perguntas cujas respostas têm um preço elevado a pagar.

Amsterdã, 1640. Um judeu é excomungado na Sinagoga Portuguesa por questionar as Sagradas Escrituras. Uma criança assiste a tudo. O pequeno Bento de Espinosa é considerado o maior prodígio da comunidade portuguesa de Amsterdã, mas o episódio planta nele a semente da dúvida: E se a Bíblia estiver mesmo errada?

A suspeita irá lançar Bento em sua maior busca intelectual. Quem realmente escreveu os textos sagrados? Qual é a verdade sobre Deus? O que é, afinal, a natureza?

Mas essa é uma busca proibida, e depressa o jovem judeu português descobre que terá de pagar um preço terrível pelas suas perguntas. Os rabinos judeus e os pregadores cristãos o perseguem e o acusam do pior dos crimes: a heresia.

 

 

 

SINOPSE

 

Quando o Ritz se torna o local favorito dos nazistas, um barman judeu não tem escolha senão continuar trabalhando. O que ninguém sabe é que, além de fazer coquetéis, ele também ajuda famílias judias a fugir. Baseado em uma história real e best-seller na França, O barman do Ritz de Paris, de Philippe Collin, é o grande romance sobre a Ocupação alemã.

Paris, 1940. Apesar da Ocupação nazista, o ilustre hotel Ritz consegue permanecer aberto. O bar do hotel logo passa a ser frequentado pela alta patente militar alemã, que busca experimentar ali o famoso refinamento francês. Frank Meier, o barman mais célebre do Ritz, precisa então se adaptar à nova clientela e manter em segredo algo que ninguém jamais pode descobrir: ele é judeu.

Frank se sente mais sufocado a cada palavra e sorriso que oferece. Ainda assim, o barman de origem austríaca, que lutou pela França na Primeira Guerra, se recusa a fugir. Frank ouve e age discretamente, fornecendo documentos falsos a outros judeus e contribuindo — inclusive de forma involuntária — para atividades conspiratórias. Afinal, quem desconfiaria de um barman?

Traições, mentiras e incertezas tornam a posição de Frank mais arriscada, mas ele está sempre um passo à frente do destino.

Com uma narrativa fascinante, O barman do Ritz de Paris traz uma perspectiva inusitada da Ocupação nazista na França, expondo os privilégios da alta sociedade francesa, além de nos colocar o dilema de Frank Meier: qual seria a dose perfeita entre a resignação, que o mantém vivo, e a coragem, que lhe dá motivo para viver?

 

Reunião do último encontro de 2025 do Papalivros, na Mercearia da Praça, em Ipanema. Infelizmente com algumas ausências.

O que o grupo leu em 2025:

 

1 – Eu vou, tu vais, ele vai, Jenny Erpenbeck

2 – O segredo de Espinosa, José Rodrigues dos Santos

3 — O barman do Ritz de Paris, Philippe Collin

4 — O colibri, Sandro Veronesi

5 — A carteira, Francesca Giannone

6 — Línguas, Domenico Starnone

7 — Claraboia, José Saramago

8 — A sangue frio, Truman Capote

9 – O que resta de nós, Virginie Grimaldi

10 — Tia Júlia e o escrevinhador, Mario Vargas Llosa

11 — Dia de ressaca, Maylis de Kerangal