Ilustração, Martta Wendelin (Finlândia, 1901-1986)
Natureza morta
Durval Pereira (Brasil, 1917- 1984)
óleo sobre madeira, 25 x 35 cm
Pimentões
Jorge Ziata (Brasil, ativo na primeira metade do século XX)
óleo sobre tela, 24 x 37cm
“Esta outra independência não tem Sete de Setembro nem campo de Ipiranga; não se fará num dia, mas pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem duas; muitas trabalharão para ela até perfazê-la de todo.”
Machado de Assis

Quatro filhotes de leão, 2 meninas e dois meninos, nasceram em 2023 no Zoológico da cidade de Buffalo, NY, rebentos do casal de leões: Lusaka e Tiberius.
Leitora na luz de um candeeiro
Pieter Willem Sebes (Holanda, 1827-1906)
óleo sobre madeira, 54 x 40 cm
“Ao contemplar uma pintura de grandes proporções, sentimo-nos empolgados por estar na presença de tudo ao mesmo tempo e queremos entrar no quadro. Quando estamos no meio de um volumoso romance, sentimos o estonteante prazer de estar num mundo que não conseguimos ver em sua inteireza. Para ver tudo temos de constantemente transformar os momentos separados em quadros mentais. É esse processo de transformação que torna a leitura de um romance uma tarefa mais pessoal, mais colaborativa que a contemplação de um quadro.”
― Orhan Pamuk, The Naive and the Sentimental Novelist
WIlliam the conqueror, 1597-1618 (*)
Anônimo
óleo sobre madeira, 57 x 41 cm
National Portrait Gallery, Londres
(*) Não há retrato de William, the Conqueror, que viveu entre 1028-1087. Esse retrato foi pintado 500 anos depois de sua morte, por descrições da época.
Como vocês sabem, gosto de história medieval, estou sempre lendo sobre esse período. William, the Conqueror, [Guilherme I, o conquistador] foi o primeiro rei da Inglaterra, depois da invasão normanda em 1066. O que me levou a pensar nessa postagem foram os detalhes de sua coroação que permanecem até hoje, como vimos há uns poucos anos, na coroação de Rei Charles III, da Inglaterra.
Essas notas vieram do livro The Throne: 1,000 Years of British Coronations, Ian Lloyd, The History Press, 2023.
Célia de Cássia
“Escrevo-te pra dizer-te”, meu amor,
que minhas já não são as tuas cartas.
De folheá-las — velhas, já sem cor —
as minhas mãos nunca ficaram fartas!
As tuas cartas! Doces e amargas…
Luar iluminando com fulgor
a minha escura estrada! Portas largas,
abrindo pra jardins plenos de flor!
Vão publicá-las. Dei-as de presente
(perdoa, amado, essas ideias loucas
que a meu viver já deram mil escolhos…)
Quero, dando-as a ler a toda gente,
que o amor que morreu em nossas bocas
possa ressuscitar em outros olhos…
Célia de Cássia (MG, 1909-?)