O caminho da escrita, de Annie Ernaux

28 02 2023

Interlúdio II, Leah lendo, 2013

Daniel Maidman (Canadá, 1975)

óleo sobre tela

“Ao escrever, caminha-se no limite entre reconstruir um modo de vida em geral tratado como inferior e denunciar a condição alienante que o acompanha.”

Annie Ernaux

Em: O lugar, Annie Ernaux, tradução de Marília Garcia, São Paulo, Fósforo: 2021





Nossas cidades: Belém

28 02 2023

Feira em Belém (Pará), c. 1985

José Maria de Almeida (Portugal-Brasil, 1906-1995)

óleo s tela, 27 X 41 cm





A borboleta azul, poesia infantil de Cleonice Rainho

27 02 2023

 

 

A borboleta azul

 

Cleonice Rainho

 

Nosso jardim é uma festa

de borboletas:

pequenas e grandes,

listradas,

amarelas e pretas

e uma pintadinha

que é uma graça.

 

Mas a azul, azulzinha,

a preferida,

é como se fosse

minha filhinha:

vi-a nascer da lagarta,

virou crisálida,

depois borboleta.

 

Quando voou

pela primeira vez

bati palmas: Vivô!!!

 

Voa e volta leve,

azul, azulzinha

e pousa num cacho

de rosas brancas

sua casinha.

 

Às vezes se ajeita,

mansinha,

tomando a forma

de um coração.

 

Seu corpo sedoso,

macio,

parece vestido

com pano do céu.





O escritor no museu: Ernest Hemingway

27 02 2023

Ernest Hemingway, 2019

Raymond Logan (EUA, 1978)

óleo sobre tela,  20 x 20 cm





Curiosidade literária

27 02 2023

Menina lendo, 1907

Arie Boers (Holanda, 1867-1947)

 

 

Olavo Bilac (1867-1918) e José do Patrocínio (1853-1905) eram bons amigos.   Depois de adquirir um automóvel, assim que esses veículos apareceram no Brasil, Patrocínio convidou Bilac para um passeio.  Entusiasmado ofereceu o carro a Bilac para que este o dirigisse.  Bilac nunca havia feito isso e prontamente, no caminho, encarando um curva na estrada, perdeu o controle e bateu com o carro de encontro a uma árvore.  Perda total, apesar da pouca velocidade a que se movia: 4 km por hora.  Isso  mesmo, quatro quilômetros por hora.  Por sorte, os dois passageiros não sofreram nenhum arranhão.

 

 





Passeio de domingo: casa de campo, montanha, ou costa?

26 02 2023

Casinha na serra, 1984

Domenico Lazzarini (Btasil, 1920-1987)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

 

 

Paisagem serrana com estradinha

Eugênio Acosta (Brasil, 1896 – 1964)

óleo sobre tela, 70 X 100 cm

 

 

Praia de Fortaleza, 1910

Aurélio de Figueiredo e Melo (Basil, 1856-1916)

óleo sobre tela, 72 x 60 cm

PINA, São Paulo





Em casa: Michael Sowa

26 02 2023

Um peru dá sete tipos de cortes de carne

Michael Sowa (Alemanha, 1945)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

25 02 2023

Vaso de flores, 1913

Joaquim Miguel Dutra (Brasil, 1864- 1930)

óleo sobre  tela, 50 x 35 cm

 

 

Natureza morta com orquídeas, 2005

José Barbosa(Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 137 x 65 cm





Rio de Janeiro: entre mar e montanhas

24 02 2023

Vista do Rio de Janeiro

Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)

óleo sobre tela, 80 x 60cm





Passa uma borboleta, poesia de Alberto Caeiro

23 02 2023
Ilustração Hilda T. Miller

 

Passa uma Borboleta

 

 

Alberto Caeiro

 

 

 

Passa uma borboleta por diante de mim

E pela primeira vez no Universo eu reparo

Que as borboletas não têm cor nem movimento,

Assim como as flores não têm perfume nem cor.

A cor é que tem cor nas asas da borboleta,

No movimento da borboleta o movimento é que se move,

O perfume é que tem perfume no perfume da flor.

A borboleta é apenas borboleta

E a flor é apenas flor.

 

 

 

 

Em: O Guardador de Rebanhos, Fernando Pessoa, [Poemas de Alberto Caeiro], 10ª edição, Lisboa, Ática:1993, p. 64