Flores para um sábado perfeito!

15 08 2020

Flores, 1969

José Paulo Moreira da Fonseca ( Brasil, 1922-2004)

óleo sobre tela, 27 x 16 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

14 08 2020

Paisagem da Quinta da Boa Vista – RJ, 1911

Francisco Aurélio de Figueiredo (Brasil, 1856 – 1916)

óleo sobre tela, 58,5 X 35 cm





Tijuco (Diamantina) visita de Auguste Saint-Hilaire, 1817

13 08 2020

 

 

 

Wilde Lacerda,Paisagem de Diamantina – ost,1972 - 46 x 55Paisagem de Diamantina,  1972

Wilde Lacerda (Brasil, 1929 – 1996)

óleo sobre tela,  46 x 55 cm

 

“Antes mesmo de chegar a essa bonita aldeia o viajante fica bem impressionado, vendo os caminhos que a ela vão ter. Até uma certa distância os caminhos tinham sido reparados (escrito em 1817) pelos cuidados do Intendente e por meio de auxílios particulares.  Ainda não tinha visto tão belos em nenhuma parte da Província.

……….

As ruas de Tijuco são bem largas, muito limpas, mas muito mal calçadas; quase todas são em rampa; o que é consequência do modo em que a aldeia foi colocada. As casas construídas umas em barro e madeira, outras com adobes, são cobertas de telhas brancas por fora e geralmente bem cuidadas. A cercadura das portas e das janelas é pintada de diferentes cores, segundo o gosto dos proprietários e, em muitas casas, as janelas têm vidraças. As rótulas, que tornam tão tristes as casas de Vila Rica, são muito raras em Tijuco, e os telhados aqui não fazem abas tão grandes para fora das paredes. Quando fiz minhas visitas de despedida, tive ocasião de entrar nas principais casas de Tijuco e elas me parecem de extrema limpeza.  As paredes das peças onde fui recebido estavam caiadas, os lambris e os rodapés pintados à imitação de mármore.  Quanto aos móveis, eram sempre em pequeno número, sendo em geral também cobertos de couro cru, cadeiras de grande espaldar, bancos e mesas.

Os jardins são muito numerosos e cada casa tem, por assim dizer, o seu. Neles veem-se laranjeiras, bananeiras, pessegueiros, jabuticabeiras, algumas figueiras, um pequeno número de pinheiros e alguns marmeleiros. Cultivam-se também couves, alfaces, chicória, batata, algumas ervas medicinais e flores entre as quais o cravo é a espécie favorita. Os jardins de Tijuco pareceram-me geralmente melhor cuidados que os que havia visto em outros lugares ;  entretanto eles são dispostos sem ordem e sem simetria. De qualquer modo resultam perspectivas muito agradáveis desta mistura de casas e jardins dispostos irregularmente sobre um plano inclinado. De várias casas veem-se não somente as que ficam mais abaixo,  mas ainda o fundo do vale e os outeiros que se elevam em face da vila; e não se poderá descrever bem o efeito encantador que produz na paisagem o contraste da verdura tão fresca dos jardins com a cor dos telhados das casas e mais ainda com as tintas pardacentas e austeras do vale e das montanhas circundantes.”

 

Em: As lavras de diamantes (Diamantina e arredores- 1817),  texto de Auguste Saint-Hilaire,  incluído no livro O ouro e a montanha: Minas Gerais, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-39-40.

 

NOTA: Auguste Saint-Hilaire (França, 1779 – 1853) botânico, naturalista e viajou pelo Brasil entre os anos de 1816 – 1822.

 





Minutos de sabedoria: Ernest Hemingway

13 08 2020

 

 

jurick-karin-48Leitora na grama

Karin Jurick (EUA, contemporânea)

 

 

“É uma estupidez não ter esperança.”

Ernest Hemingway





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

12 08 2020

Natureza morta

Mário Zanini (Brasil, 1907 – 1971)

óleo sobre cartão, 35 x 33 cm





O escritor no museu: Boris Pasternak

11 08 2020

 

 

 

BORIS_BESIDE_THE_BALTIC_AT_MEREKULE,_1910_by_L.PasternakBoris à beira do Báltico, 1910

Leonid Pasternak [seu pai] (Ucrânia, 1862 – 1945)

pastel





Imagem de leitura — Francis Coates Jones

11 08 2020

Francis COates JOnes, Interesting news,

Notícia interessante

Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)

óleo sobre tela, 50 x 35 cm





Minha prece, poesia de Naide Vasconcelos

10 08 2020

 

GUTTMAN BICHO, Galdino (1888 - 1955) Paisagem, o.s.t. - 60 x 74 Assinado cid.Paisagem

Galdino Guttman Bicho (Brasil, 1888 – 1955)

óleo sobre tela, 60 x 74 cm

 

Minha prece

 

Naide Vasconcelos

 

Senhor!

Tu que deste ao Brasil, prodigamente,

De par com toda sorte de belezas;

Que estonteiam os olhos e a mente,

As mais raras espécies de riquezas.

 

Tem-no sob Tua guarda! Pai clemente,

Não permita que as ríspidas torpezas

Dos flagelos maltratem-no… Consente

Que ele seja sem males nem cruzes.

 

Abençoa seus filhos. Extermina

O vício das suas almas, ilumina

Seus corações, e a todo o mal os cerra…

 

Assim, a minha Pátria idolatrada

Ficará, certamente, colocada

— Onde começa o céu e finda a terra.

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 298





Minuto de sabedoria — Machado de Assis

9 08 2020

 

 

 

gerda wegener, les liaison dangereuses, la siesta, 1922

Les liaisons dangereuses [o cochilo], 1922

Gerda Wegener (Dinamarca, 1886 – 1940)

 

 

 

“A vida é um complexo de alegrias e pesares, um contraste de esperança e de abatimento, e dando ao poeta uma alma delicada e franzina, uma imaginação viva e ardente, impôs-lhe o Criador o duelo perpétuo da realidade e da aspiração.”

 

Machado de Assis

 

 

xmachado.png.pagespeed.ic.g7J9CFO3U8Machado de Assis (1839 – 1908)




Meus favoritos: Friedrich von Amerling

9 08 2020

 

 

Friedrich von AmerlingMoça com chapéu de palha, 1835

Friedrich von Amerling (Áustria, 1803 -1887)

óleo sobre tela, 58 x 47 cm