
Flores, 1969
José Paulo Moreira da Fonseca ( Brasil, 1922-2004)
óleo sobre tela, 27 x 16 cm

Flores, 1969
José Paulo Moreira da Fonseca ( Brasil, 1922-2004)
óleo sobre tela, 27 x 16 cm

Paisagem da Quinta da Boa Vista – RJ, 1911
Francisco Aurélio de Figueiredo (Brasil, 1856 – 1916)
óleo sobre tela, 58,5 X 35 cm
Paisagem de Diamantina, 1972
Wilde Lacerda (Brasil, 1929 – 1996)
óleo sobre tela, 46 x 55 cm
“Antes mesmo de chegar a essa bonita aldeia o viajante fica bem impressionado, vendo os caminhos que a ela vão ter. Até uma certa distância os caminhos tinham sido reparados (escrito em 1817) pelos cuidados do Intendente e por meio de auxílios particulares. Ainda não tinha visto tão belos em nenhuma parte da Província.
……….
As ruas de Tijuco são bem largas, muito limpas, mas muito mal calçadas; quase todas são em rampa; o que é consequência do modo em que a aldeia foi colocada. As casas construídas umas em barro e madeira, outras com adobes, são cobertas de telhas brancas por fora e geralmente bem cuidadas. A cercadura das portas e das janelas é pintada de diferentes cores, segundo o gosto dos proprietários e, em muitas casas, as janelas têm vidraças. As rótulas, que tornam tão tristes as casas de Vila Rica, são muito raras em Tijuco, e os telhados aqui não fazem abas tão grandes para fora das paredes. Quando fiz minhas visitas de despedida, tive ocasião de entrar nas principais casas de Tijuco e elas me parecem de extrema limpeza. As paredes das peças onde fui recebido estavam caiadas, os lambris e os rodapés pintados à imitação de mármore. Quanto aos móveis, eram sempre em pequeno número, sendo em geral também cobertos de couro cru, cadeiras de grande espaldar, bancos e mesas.
Os jardins são muito numerosos e cada casa tem, por assim dizer, o seu. Neles veem-se laranjeiras, bananeiras, pessegueiros, jabuticabeiras, algumas figueiras, um pequeno número de pinheiros e alguns marmeleiros. Cultivam-se também couves, alfaces, chicória, batata, algumas ervas medicinais e flores entre as quais o cravo é a espécie favorita. Os jardins de Tijuco pareceram-me geralmente melhor cuidados que os que havia visto em outros lugares ; entretanto eles são dispostos sem ordem e sem simetria. De qualquer modo resultam perspectivas muito agradáveis desta mistura de casas e jardins dispostos irregularmente sobre um plano inclinado. De várias casas veem-se não somente as que ficam mais abaixo, mas ainda o fundo do vale e os outeiros que se elevam em face da vila; e não se poderá descrever bem o efeito encantador que produz na paisagem o contraste da verdura tão fresca dos jardins com a cor dos telhados das casas e mais ainda com as tintas pardacentas e austeras do vale e das montanhas circundantes.”
Em: As lavras de diamantes (Diamantina e arredores- 1817), texto de Auguste Saint-Hilaire, incluído no livro O ouro e a montanha: Minas Gerais, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-39-40.
NOTA: Auguste Saint-Hilaire (França, 1779 – 1853) botânico, naturalista e viajou pelo Brasil entre os anos de 1816 – 1822.
Leitora na grama
Karin Jurick (EUA, contemporânea)
Ernest Hemingway

Natureza morta
Mário Zanini (Brasil, 1907 – 1971)
óleo sobre cartão, 35 x 33 cm
Boris à beira do Báltico, 1910
Leonid Pasternak [seu pai] (Ucrânia, 1862 – 1945)
pastel

Notícia interessante
Francis Coates Jones (EUA, 1857 – 1932)
óleo sobre tela, 50 x 35 cm
Paisagem
Galdino Guttman Bicho (Brasil, 1888 – 1955)
óleo sobre tela, 60 x 74 cm
Naide Vasconcelos
Senhor!
Tu que deste ao Brasil, prodigamente,
De par com toda sorte de belezas;
Que estonteiam os olhos e a mente,
As mais raras espécies de riquezas.
Tem-no sob Tua guarda! Pai clemente,
Não permita que as ríspidas torpezas
Dos flagelos maltratem-no… Consente
Que ele seja sem males nem cruzes.
Abençoa seus filhos. Extermina
O vício das suas almas, ilumina
Seus corações, e a todo o mal os cerra…
Assim, a minha Pátria idolatrada
Ficará, certamente, colocada
— Onde começa o céu e finda a terra.
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 298

Les liaisons dangereuses [o cochilo], 1922
Gerda Wegener (Dinamarca, 1886 – 1940)
Machado de Assis
Machado de Assis (1839 – 1908)
Moça com chapéu de palha, 1835
Friedrich von Amerling (Áustria, 1803 -1887)
óleo sobre tela, 58 x 47 cm