Olhando para Hopper

14 12 2019

 

 

 

people-in-the-sunPessoas no sol [Banho de sol], 1960

Edward  Hopper (EUA, 1882-1967)

Óleo sobre tela, 102 x 153 cm

National Museum of American Art, DC

 

 

“Certa vez, escrevi uma série de sonetos spencerianos tentando contar as histórias baseadas nas pinturas de Hopper. Tristes e sórdidas histórias todas elas, de pessoas patéticas, solitárias e infelizes, marginalizadas, bêbados e pedófilos, mas acabei por rasgar os sonetos e jogá-los no lixo. Os poemas sobre pinturas são pretensiosos, não importa o quanto você os burile. Ainda assim, um quadro de Hopper fazia doer lugares desconhecidos dentro de mim. Lugares onde eu era suscetível ao toque, porque as pessoas de Hopper são, também, pessoas solitárias. Só de olhar para elas você pode dizer que não são amadas e, independentemente do número de figuras no quadro, cada uma delas é um ser solitário. Como se existissem numa caixa invisível que não pode ser penetrada pelo amor, ou pelo toque. Dentro de si mesmas, elas estão entorpecidas e sem esperança.”

 

Em: Poesia pura, Binnie Kirshenbaum, Rio de Janeiro, Record: 2002, tradução de Lourdes Menegale, página 35.





Rio de Janeiro, à beira da Guanabara!

13 12 2019

 

 

 

Claudio Tozzi, Rio de Janeiro, 1983, ast colada madeira, 70 x 70 cmRio de Janeiro, 1983

Cláudio Tozzi (Brasil, 1944)

acrílica sobre tela colada madeira, 70 x 70 cm





“Não sei”, poesia de Cora Coralina

12 12 2019

 

 

Angelo Simeone, (Itália-Brasil, 1899-1963) Figura feminina, Óleo sobre tela colado sobre eucatex, 60 X 48cmFigura feminina

Angelo Simeone, (Itália-Brasil, 1899-1963)

óleo sobre tela colado sobre eucatex, 60 X 48cm

 

 

Não sei

 

Cora Coralina

 

Não sei se a vida é curta

ou longa para nós,

mas sei que nada

do que vivemos tem sentido,

se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

o colo que acolhe,

o braço que envolve,

a palavra que conforta,

o silêncio que respeita,

a alegria que contagia,

a lágrima que corre,

o olhar que acaricia,

o desejo que sacia,

o amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela não

seja nem curta, nem longa demais,

mas que seja intensa, verdadeira,

pura enquanto durar.

 

Foi esta poesia que abriu, para reflexão, o Encontro de Fim de Ano dos grupos de leitura Papalivros e Ao Pé da Letra, no domingo, dia 8 de dezembro próximo passado.  Agradeço ao Professor Sérgio Gonçalves Mendes [PUC-RJ] a sugestão desta abertura.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

11 12 2019

Rui de Paula, Natureza morta com milho, ost,sd, 120 x 80 cmNatureza morta com milho, s.d.

Rui de Paula (Brasil, 1961)

óleo sobre tela, 120 x 80 cm





Imagem de leitura — Amedeo Bocchi

11 12 2019

 

 

 

Amedeo Bocchi.2Pausa na leitura

Amedeo Bocchi (Itália, 1883 -1976)

óleo sobre tela





Fim de ano para Grupos de Leitura

10 12 2019

 

 

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Os grupos de leitura Ao Pé da Letra e Papalivros se reuniram pela quarta vez para o encontro de final de ano.  Ao todo 35 participantes fizeram a festa no restaurante/bar El Born, especializado em tapas, em Copacabana.  Muito foi comemorado neste encontro:  três futuras leitoras (bebês) integraram os grupos no início deste ano, três meninas.  O Papalivros assim passa a ter como mascotes Pedro de 5 anos e Mia que ainda não tem um aninho.  Enquanto o grupo Ao Pé da Letra tem duas bebês como futuras leitoras, Letícia e Luísa, assim como o mascote Bernardo, que nasceu já membro do grupo. E este ano o grupo recebeu também os leitores mirim Letícia de 11 anos e Leandro de 7,  filhos de novos membros,  que já vieram leitores devorando tudo que possa passar por suas mãos.

Muitas comemorações boas foram alvo dos nossos brindes.  Bodas de Prata, diversos jovens passando para universidades, membros abrindo consultórios, participando de oficinas de escrita, a publicação do romance Uma família como a nossa, de Chaia Zismán que nos honra com sua participação. Numerosas viagens. O Oriente parece ter sido o local de grande apelo além de Portugal, onde muitos passaram férias, sem tirar o brilho das cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro e das balneárias de Minas Gerais.  O Pantanal também foi alvo de turismo, assim como a sempre favorita cidade de São Paulo. E com boa saúde fomos em frente.

 

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A primeira leitura do ano de 2020 para o Papalivros será Três rainhas, três irmãs de Philippa Gregory, enquanto o grupo Ao Pé da Letra votou no 4321 de Paul Auster, para começar o ano.  Os grupos terão aproximadamente seis a sete semanas de descanso,  primeiros encontros em 2020 no final de janeiro. A ambos os grupos, boa sorte e boas leituras.

 

NOTA: Sim temos homens como membros dos grupos de leitura, mas as melhores fotos foram com as meninas.

 





Flores para um sábado perfeito!

7 12 2019

 

 

 

toledo pizaVaso com bico de papagaio, 1930

Domingos Viegas Toledo Piza (Brasil, 1887 — 1945)

óleo sobre tela, 54 x 59 cm





Sobre o Natal: Cecília Meireles

3 12 2019

 

 

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“São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes, os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.”

 

Em: Ilusões do mundo, Cecília Meireles, Global: 2019





Nossas cidades: Salvador

3 12 2019

 

 

 

RESCALA, João José (1910 – 1986)Ladeira de Conceição , o.s.t. – 62 x 80 cm. Ass. frente e no verso ass, dat. 973, tit, localizado Salvador – BALadeira de Conceição, 1973

João José Rescala (Brasil, 1910 – 1986)

óleo sobre tela,  62 x 80 cm





Murilo Mendes sobre o Natal

2 12 2019

 

 

 

ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)Nascimento de Cristo,1979,o.s.t. 44 x 49Nascimento de Cristo, 1979

Antônio Poteiro ( Brasil, 1925 – 2010)

óleo sobre tela, 44 x 49 cm

 

 

“Natal é ver a festa, ora pacífica, ora sangrenta, do futuro. É ver um menino que nasce; mediador entre a culpa e o perdão, vive na rua dos homens,dialoga com eles, assume a força do pão e do vinho, morre crucificado pelo poder de Roma, o clero e a polícia de Israel, para resumir no seu corpo e espírito o drama existencial de todos nós dilacerados, ressucitando-se e ressucitando-nos para a vida futura que será inteira mudança de valores, metamorfose, fundação de uma nova sociedade não consumidora, de um novo céu e uma nova terra.”

 

Em: Chaves para a festa do Natal, Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p.409.