Zé Carioca precisa de dinheiro©Estúdios Disney.
“Se a seres rico queres chegar, vai devagar.”
Zé Carioca precisa de dinheiro©Estúdios Disney.
Bloco de Carnaval
Edésio Esteves (Brasil, 1916)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Graciliano Ramos
Graciliano Ramos (1892-1953)
Paisagem
Nilo Siqueira (Brasil, 1943)
óleo sobre papel, 18 x 24 cm.
Amantes modernos
Emma Straub
Rocco: 2018: 384 páginas
SINOPSE
Autora, entre outros, de Os Veranistas, também publicado no Brasil pela Rocco, e colaboradora de veículos como Vogue e The New York Times, Emma Straub coleciona elogios pela forma sensível e bem-humorada com que esquadrinha o cotidiano e as relações amorosas e familiares no mundo atual. Em Amantes modernos, Andrew, Elizabeth e Zoe se conhecem desde a faculdade, época em que tinham uma banda e muitos sonhos. De lá pra cá, eles se casaram – Elizabeth com Andrew, Zoe com Jane – e deram início a negócios e famílias, sempre fazendo de tudo para agarrar-se à identidade da juventude. Mas é no verão em que seus filhos estão prestes a entrar na faculdade e decidem ir para a cama juntos que estes amigos de longa data colocam seus próprios passados em perspectiva e se dão conta de que a idade finalmente chegou, e é preciso passar o bastão para a geração seguinte
A cor da flor
Camilla Pallavicini (Brasil, 1973)
gravura glicée
Menina com a máscara
Adilson Santos, (Brasil, 1944)
óleo sobre tela

Cena Urbana com Personagem no Centro do Rio
Mário Agostinelli (Peru/Brasil, 1915 – 2000)
óleo sobre madeira, 16 X 11 cm
Bacia, c. 1579
Ateliê Patanazzi
Faiança, 45 x 47 cm
[Parte do serviço de jantar de Alfonso II d’Este, Duque de Ferrara (1533-1597)]
LOUVRE
Peças de jantar com narrativa [istoriato] como esta eram feitas para grandes serviços, em Urbino. Em geral decoradas em toda superfície como nesta bacia com três lóbulos que fez parte do serviço de jantar comemorando o casamento de Alfonso II d’Este com Margherita de Gonzaga em 1579. Foi atribuído ao ateliê Patanazzi. Nele encontra-se duas marcas do Duque de Ferrara: a pedra em chamas e a legenda “Ardet Aeternum” que representam a família dos duques de Ferrara.
Reverso, parte de baixo da bacia.
Detalhe no topo a pedra em chamas e a legenda dos duques de Ferrara.
Padre lendo
Ferdinand Hodler (Suíça, 1853-1918)
óleo sobre tela, 71 x 51 cm
“O livro nas mãos do padre foi como isca para os olhos de Antonio José Bolívar. Pacientemente, esperou até que o padre, vencido pelo sono, o deixasse cair de um lado.
Era uma biografia de são Francisco, a qual ele examinou furtivamente, sentindo que ao fazê-lo cometia um pequeno roubo.
Juntava as sílabas, e à medida que o fazia, o desejo de compreender tudo o que havia naquelas páginas o levou a repetir a meia voz as palavras capturadas.
O padre despertou e observou, divertido, Antonio José Bolívar com o nariz metido no livro.
— É interessante? — perguntou.
— Desculpe, eminência. Mas eu o vi dormindo, e não quis incomodá-lo.
— Interessa-lhe? — repetiu o padre.
— Parece que fala muito de animais — respondeu timidamente.
— São Francisco amava os animais. Amava todas as criaturas de Deus.
— Eu também gosto deles. À minha maneira. O senhor conhece são Francisco?
— Não. Deus me privou de tal prazer. São Francisco morreu há muitíssimos anos. Quer dizer, deixou a vida terrena e agora vive eternamente junto ao criador.
— Como sabe disso?
— Porque li o livro. É um dos meus preferidos.
O padre enfatizava suas palavras acariciando a rafada brochura. Antonio José Bolívar o olhava enlevado, sentindo a coceira da inveja.
— O senhor leu muitos livros?
— Uma porção. Antes, quando ainda era jovem e meus olhos não se cansavam, devorava toda obra que parasse em minhas mãos.
— Todos os livros tratam de santos?
— Não. No mundo há milhões e milhões de livros. Em todas as línguas, e abrangem todos os temas, inclusive alguns que deveriam estar proibidos aos homens.
Antonio José Bolívar não entendeu aquela censura e continuou com os olhos cravados nas mãos do padre, mãos gorduchas, brancas sobre a brochura escura.
— De que falam os outros livros?
— Já lhe disse. De todos os temas. Há livros de aventuras, de ciência, histórias de seres virtuosos, de técnica, de amor…
O último interessou-lhe. Conhecia do amor aquilo que ouvia nas canções, especialmente nos pasillos cantados por Jurito Jaramillo, cuja voz de guaiaquilenho pobre às vezes escapava de um rádio de pilhas tornando os homens taciturnos. Segundo os pasillos, o amor era como uma picada de um inseto invisível, mas procurado por todos.
— Como são os livros de amor?
— Temo que não possa lhe falar disso. Não li mais que um par.
— Não importa. Como são?
— Bem, contam a história de duas pessoas que se conhecem, se amam e lutam para vencer as dificuldades que os impede de ser felizes. ”
Em: Um velho que lia romances de amor, Luís Sepúlveda, tradução de Josely Vianna Baptista, São Paulo, Editora Ática: 1995, pp 42-43.

Natureza morta: cerejas, laranjas, pêssegos
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867 – 1939)
óleo sobre tela, 49 x 80 cm