Esau Andrade (México, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 90 x 125 cm
Chico Bento tirou 7, ©Maurício de Sousa.
“Amor no plural amores…”
Dizem aí… Não há tal!
Enganam-se os professores,
porque amor não tem plural.
(Antonio Sales)
Juan Lascano (Argentina, 1947)
óleo sobre tela
“…em uma noite chuvosa, naquela mesma colônia de férias em Pentagna, eu estava com minha tia-avó Iacy quando ela me entregou um exemplar de “Um estudo em vermelho”. Eu nunca havia lido um livro que não fosse daqueles obrigatórios na escola. Fiz cara feia, não queria ficar lendo, mas minha tia-avó insistiu e, afinal, por que não? Estava chovendo!
Quando percebi, tinha mergulhado de cabeça naquele universo, investigando crimes com Sherlock Holmes, tenso pelo que viria nas páginas seguintes e ansioso para chegar ao final. Naquela madrugada mesmo, terminei o livro. Eu estava em êxtase, como só ficamos quando nos deparamos com uma revelação, com todo um mundo novo e cheio de possibilidades. Ainda naquelas férias, li “A volta de Sherlock Holmes” e dois infanto-juvenis de Sidney Sheldon: “O fantasma da meia-noite” e “A perseguição”. Ainda naquelas férias, resolvi que seria escritor.
Fiz meus primeiros contos e, logo depois, um romance policial nunca publicado. Depois, vieram os outros livros. Naquela madrugada chuvosa, descobri que ilusão, surpresa, fantasia e encenação podem conviver em um mesmo lugar: nos livros. Mágica e atuação permeiam na mente do escritor. Sem falar no ócio, fundamental para alimentar as boas ideias. Por isso, escrevo livros, roteiros e, semanalmente, esta coluna. De certo modo, continuo a ser aquele moleque na dúvida do que vai ser quando chegar lá, quando crescer.”
Em: “O que você vai ser quando crescer”, Raphael Montes, O Globo, 1/08/2016, 2º caderno, página 6.
Aldinho Mendonça (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 90 x 30 cm
http://www.aldinhomendonca.com.br
Papalivros se encontra com o escritor, ator, dramaturgo, Sergio Fonta.
Ontem foi um dia especial na história dos treze anos e meio do grupo de leitura Papalivros. Tivemos a visita do escritor, ator e dramaturgo carioca, Sérgio Fonta. Há pessoas que brilham em muitos campos e aprendem a se distanciar do público que as aplaude. Esse não é o caso de Sérgio. Com simpatia, humildade, bom humor, franqueza e uma cornucópia de histórias do meio cultural brasileiro ele deliciou o grupo de leitores com anedotas fantásticas de sua vida, de seu primeiro encontro com Clarice Lispector, com Carlos Drummond de Andrade, entre muitos outros. Relatou também várias coincidências que acompanharam seus projetos tanto de teatro como na escrita de seus livros. Saímos enriquecidas com sua alegria e seu conhecimento e prontas para nos juntarmos à primeira fila da plateia em cada uma de suas futuras conquistas. Obrigada, Sérgio Fonta, pela generosidade em dividir conosco seu tempo e sua experiência, as aventuras e acima de tudo ao bom convívio.
Sérgio Fonta
Estrada Rio-Bahia, com o Dedo de Deus em Teresópolis ao fundo, 1991
Edgar Walter (Brasil, 1917-1994)
óleo sobre tela, 52 x 72 cm
Charles Dana Gibson (EUA, 1867-1944)
gravura
“O convívio social tem o grande mérito de abrandar a idiotice do consorte e o casal que não conversa, jamais descobre que não tem muitas afinidades. A companhia do outro tem o mesmo efeito da aposentadoria para as pessoas de classe média, ou seja, causa divórcio.”
Em: Esnobes, Julian Fellowes, tradução de Beatriz Horta, Rio de Janeiro, Rocco: 2016, página 164.
Canal da Barra, ao fundo a Pedra da Gávea
Orlando Brito (Brasil, 1920-1981)
óleo sobre tela, 42 x 34 cm