Pierre Subleyras (França, 1699-1749)
óleo sobre tela, 74 x 61 cm
Coleção Particular
Pierre Subleyras (França, 1699-1749)
óleo sobre tela, 74 x 61 cm
Coleção Particular
A travessia de Caronte, 1919
José Banlliure y Gil (Espanha, 1855-1937)
Óleo sobre tela , 176 x 103 cm
Museu de Belas Artes de Valencia, Espanha
“Ainda persiste o hábito nas pequenas cidades do interior de colocar moedas nos olhos dos defuntos sob o pretexto de manter suas pálpebras cerradas.
O costume foi herdado dos portugueses, nos tempos coloniais, e mudou com o correr dos anos. Primitivamente se colocava um pão e uma moeda debaixo da cabeça do morto.
O pão era para mostrar que não morrera de fome. O dinheiro para entregar a São Pedro, a fim de que abrisse as portas do céu.
Os portugueses não tiraram essa superstição do nada. Veio dos gregos que acreditavam em um rio subterrâneo, separando o mundo dos vivos do mundo do além. Um cão de três cabeças, Cérbero, guardava a porta do reino da morte.
Os gregos punham moedas na boca do defunto e um bolo nas suas mãos. As moedas serviam para pagar Caronte, o barqueiro que fazia a travessia do rio. O bolo era para acalmar a fúria de Cérbero.
Como a corrupção é tão antiga quanto o homem, as famílias mais ricas enchiam a boca do finado de moedas, na suposição de que Caronte o faria passar antes dos demais defuntos.
Com o correr dos tempos, a religião dos gregos, povoada de deuses e deusas muito humanos, foi cedendo lugar a outras crenças. Mas as superstições ficaram, com algumas modificações no ritual e profunda transformação nas justificativas.”
Em: Notas curiosas da espécie humana, Jayme Copstein, Porto Alegre, Editora AGE:2002, p.108
Stella Leonardos
Foi vime que nasce à toa
Debruçado na lagoa,
Colhido de manhã cedo.
Já viu garça azul que voa,
Já viu rastro de canoa,
Já escutou vento e arvoredo.
Por isso a fragrância boa,
Esse cheiro de segredo.
Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.11
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 39 x 53 cm
Sterling e Francine Clark Art Institute, Williamstown, EUA
Yoshiya Takaoka (Japão/Brasil, 1909-1978)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Nossa homenagem a FLIP — Festa Literária Internacional de Paraty
Amedeo Bocchi (Itália, 1883-1976)
óleo sobre tela
Palácio Vecchio, Florença
“Para criar, para escrever, ajuda muito estar criança. Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação. A tudo isto podemos também chamar paixão.”
José Eduardo Agualusa
Em: “Toda luz que há nas romãs”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 06/07/2015, 2º caderno, página 2.
Charles Golding Constable, 1836
[segundo filho do pintor]
John Constable (GB, 1776-1837)
óleo sobre tela
Britten-Pears Foundation
Pavões com plumagem branca não são albinos. São pavões que têm uma mutação genética chamada leucismo, que provoca uma redução total de pigmento. Pavões com essa mutação genética não exibem nenhum pigmento na plumagem. Esses pavões no entanto continuam a ter olhos azuis. Se fossem albinos teriam olhos vermelhos ou rosas pela falta completa de melanina. Os filhotes de pavões com essa condição nascem com plumagem amarela e tornam-se totalmente brancos a medida que amadurecem.