Eu, pintora: Tarsila do Amaral

21 07 2015

 

 

Tarsila do Amaral. Auto Retrato. 1923. Óleo sobre tela.73x60,5cm. MNBAAuto-retrato, 1923

Tarsila do Amaral (Brasil, 1883-1976)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

MNBA, Rio de Janeiro





Imagem de leitura — Sarah Paxton Ball Dodson

20 07 2015

 

 

Sarah Paxton Ball DodsonMoças à sombra em dia de sol, s.d.

Sarah Paxton Ball Dodson (EUA, 1847-1906)

Óleo sobre tela

Leeds Museum, GB





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

20 07 2015

 

 

circo, treinando cachorrinho, Corinne MalvernIlustração Corinne Malvern.

 

 

“Na vida é assim: uns armam o circo, outros batem palmas.”




Nossas cidades — São Manuel

20 07 2015

 

 

Alcides Ortolan, Igreja da Matriz em São Manuel, SP, 1983, ostIgreja da Matriz em São Manuel, 1983

Alcides Ortolan (Brasil, ?-?)

óleo sobre tela,





Meia-noite, poesia infantil de Olavo Bilac

20 07 2015

 

 

???????????????????????????????Cascão conta carneirinhos ao dormir, ilustração de Maurício de Sousa.

 

Meia-noite

 

Olavo Bilac

 

 

O filho:

 

Ó Mamãe! quando adormecem

Todos, num sono profundo,

Há mesmo almas do outro mundo,

Que aos meninos aparecem?

 

A mãe:

 

Não creia nisso! É tolice!

Fantasmas são invenções

Para dar medo aos poltrões:

Não houve ninguém que os visse.

 

Não há gigantes nem fadas,

Nem gênios perseguidores,

Nem monstros aterradores,

Nem princesas encantadas.

 

As almas dos que morreram

Não voltam à terra mais!

Pois vão descansar em paz

Do que na terra sofreram.

 

Dorme com tranquilidade!

— Nada receia, meu filho,

Quem não se afasta do trilho

Da justiça e da bondade.

 

Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, 17 ª edição, pp- 72-3





Assim é se lhe parece, “Estação Atocha”, de Ben Lerner, resenha

19 07 2015

 

salado, madriPlaza Carmen, Madri, c. 1962

Juan Bayon Salado (Espanha, 1903-1995)

óleo sobre tela,  60 x 73 cm

 

 

Sem citar Assim é se lhe parece, de Pirandello, Ben Lerner evoca a trama teatral do autor italiano em Estação Atocha, quando tudo à nossa volta pode ou não ser o que parece. Nesse livro seguimos as aventuras de um possível poeta americano [será que ele é mesmo um poeta?] se embrenhando nas complicações da vida na Espanha, onde reside graças a uma bolsa de estudos, para a qual havia inventado um tema de pesquisa que não tinha intenção de levar avante. Esse não é o único logro da história, nem o primeiro, mas um de uma série de desonestidades, cometidas por todos os personagens num desfilar de pequenas fraudes sem fim.

 

atocha

 

Aventuras de viagem não são tema raro na literatura, nem recorrentes dúvidas de uma pessoa criativa sobre sua própria criatividade. Tampouco é novidade a sensação de se andar em pantanal, de afundamento a qualquer momento, quando usamos uma língua que não dominamos. Mas todo o resto dessa narrativa é diferente nesse pequeno romance. Porque estamos diante de um manifesto sobre as incongruências da nossa percepção, da percepção dos outros e como exploramos a maleabilidade e a diversidade de pontos de vista, das muitas possíveis verdades, para nosso próprio benefício. As referências às artes plásticas, o sentar e observar um quadro por horas até que saia de foco, são claros indicadores dessa preocupação do autor, senão, qual seria a razão de termos algumas fotografias ilustrando um romance? Ben Lerner mostra que somos todos poliedros. Que temos muitas faces. Que face nossa mostramos ao mundo? Vai depender da nossa vontade. Vai depender da nossa audiência. Que face nossa o mundo vê? Também vai depender de como eles querem nos perceber. Por que não ajustar a história pessoal, a narrativa de vida, de acordo com cada situação? É justamente nessa linha entre o que se acredita ser verdadeiro e o que poderia ser, entre as diversas opções de realidade, entre os mitos que criamos a nosso respeito, nossa história pessoal, que trafega o personagem principal, numa viagem mercurial, entrando e saindo do submundo dos sonhos ao mundo da realidade, tudo incrementado pela névoa perpétua que domina sua mente permanentemente drogada.

 

ben lernerBen Lerner

Ben Lerner não poderia ter levado o romance ao fim não fosse sua intrigante e sedutora voz narrativa: uma combinação de Virginia Woolf e monólogos humorísticos como os recitados na comédia em pé. Por vezes cômico, outras mais filosófico, o texto faz uma afinadíssima crítica aos intelectuais, aos poetas, aos apreciadores das obras de arte, aos demonstradores políticos profissionais, todos encontrados em qualquer grande cidade do mundo, em qualquer Meca da cultura. A fina ironia aparece autodirecionada e simultaneamente reveladora como crítica de costumes.

A narrativa é feita pelos olhos do jovem poeta americano Adam Gordon em busca de experiências novas. Seus poemas usam o pastiche de poemas de outros poetas. Larápio de palavras que traduz, modifica e reusa; punguista de ideias, usa as reticências do silêncio para ser percebido como profundo pensador. Questiona-se sempre sobre sua fraude. E não perde a habilidade de perceber, ou de questionar a possível desonestidade dos outros. E assim, mais cedo ou mais tarde, aprende que o comunista filho de pais ricos que vai à Estação Atocha demonstrar às vésperas da eleição, não vota no partido comunista, com a desculpa de que quer que as coisas fiquem ainda piores. Recebe um email de fundação que o financia, agradecendo sua participação em um debate, cujo convite não havia aceitado. Quando sugere que quadros em uma galeria sejam cobertos em pano preto em sinal de luto pelos mortos em um atentado terrorista, observa que os visitantes da galeria, olham para os quadros cobertos com grande intensidade, encontrando neles significado além do intencionado. Em todo canto, a toda hora, não só o nosso poeta anti-herói engana a si mesmo e a outros, mas também percebe a trapaça ou burla dos outros. Este é um romance divertido, com grande voz narrativa, que leva a uma ponderação sobre temas psicológicos e de comportamento social com a leveza do humor. Recomendo.





Domingo, um passeio no campo!

19 07 2015

 

VIRGILIO LOPES RODRIGUES  Paisagem  óleo sobre tela, 60 x 81 cm.Paisagem, s.d.

Virgílio Lopes Rodrigues (Brasil, 1863-1944)

óleo sobre tela, 60 x 81 cm





Imagem de leitura — Ambrogio Alciati

19 07 2015

 

 

Ambrogio Alciati - I bambini Moizzi, 1929, olio su telaAs crianças Moizzi, 1929

Ambrogio Alciati (Itália, 1876-1929)

óleo sobre tela

 





Sublinhando…

19 07 2015

 

Ipolit-Strambulescu-Strambu-LecturaLeitura

Ipolit Strâmbu (Romênia, 1871-1934)

óleo sobre cartão

 

 

A ilusão que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou.”

 

 

Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em O andaime, 1931.

Salvar





Férias? Ler no spa ou ao pé da lareira? Hora de treinar o seu inglês: os melhores livros de espionagem

18 07 2015

 

dante gabriel rossetti, museu britânico, desenho a bico de pena

Os Morris na cidade de Ems: William Morris lendo para Jane Morris o volume dois dos sete de Earthly Paradise, 1869

[The M’s at Ems: William Morris reading volume two of seven of the Earthly Paradise to Jane Morris, in a bath and drinking the second of seven glasses of a spa water]

Dante Gabriel Rossetti (GB, 1828-1882)

desenho a bico de pena sobre papel,  11 x 17 cm

Museu Britânico, Londres

 

 

Na quarta-feira passada, o jornal The Guardian publicou a lista dos melhores livros de espionagem de todos os tempos, para ajudar seus leitores que iriam sair de férias.  Cá pelo hemisfério sul nós também, temos férias, pequenas, ou férias de inverno.  Nenhum momento melhor para se divertir.  E no descanso depois das atividades lúdicas nada melhor do que ler e ainda, treinar o seu inglês!

Aqui está o conselho dos melhores livros de espionagem para seu entretenimento de acordo com o jornal inglês. Lembrem-se que é a lista dos melhores de todos os tempos… Assim temos alguns clássicos, publicados há algum tempo.

 

1- Kim de Rudyard Kiping, original de 1900.  Kim, publicado em português por diversas companhias e à venda no Brasil em livrarias e sebos.

2 — The Riddle of the sands, de Erskine Childers, original de 1903.  Não publicado no Brasil.  Só importado, em inglês.

3 — Inside the Company: CIA Diary, de Philip Agee, original de 1975. Publicado no Brasil, en 1976, título, Dentro da Companhia, diário da CIA, encontrado só em sebos.

4 — My Five Cambridge Friends, de Yuri Modin, original de 1994. Não publicado no Brasil. Só importado, em inglês.

5 — The Main Enemy,  Milton Bearden e James Risen, original de 2003. Não publicado no Brasil. Só importado, em inglês.

6 — A Spy for All Seasons, Duane R Clarridge, original de 1997. Não publicado no Brasil. Só importado, em inglês.

7 — The Tailor of Panama de John le Carré, original de 1997 Publicado no Brasil, en 1998, título, O alfaiate do Panamá, encontrado só em sebos.

8 — Fallout: The True Story of the CIA’s Secret War on Nuclear Trafficking de Catherine Collins e Douglas Frantz, original de 2011. Não publicado no Brasil.  Só importado, em inglês.

9 — Agent Storm: My Life Inside al-Qaeda and the CIA de Morten Storm, publicado originalmente em 2014. Não publicado no Brasil.  Só importado, em inglês.

10 — Agents of Innocence, de David Ignatius, original de 1987. Publicado no Brasil, em 1987 como O preço da inocência.  Encontrado só em sebos.

 

Fonte: The Guardian