Imagem de leitura — Felix Nussbaum

27 07 2015

 

Felix Nussbaum, Dreierporträt, 1944Três retratos, 1944

Felix Nussbaum (Alemanha, 1907-1944)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm





Nossas cidades — Acari, RN

27 07 2015

 

 

Gerlúzia Alves, Acari, Igreja do Rosário, 2006, GUAP, Natal, RNIgreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Acari, RN, 2006

Gerlúzia Alves(?)

aquarela, bico de pena

GUAP, Natal, RN





Michel Houellebecq sobre literatura

27 07 2015

 

 

bramine-hubrecht-lecture Alphons Joseph Marie Antoine Grandmont lendo para duas jovens italianas, década de 1900  [DETALHE]

Bramine Hubrecht (Holanda, 1855-1913)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

Rijksmuseum, Amsterdam

 

“Quando se trata de literatura, a beleza do estilo, a musicalidade das frases têm sua importância; a profundidade da reflexão do autor, a originalidade de seus pensamentos não são de desprezar; mas um autor é antes de tudo um ser humano, presente em seus livros; que escreva muito bem ou muito mal, em última análise, importa pouco, o essencial é que escreva e esteja, de fato,presente em seus livros…”

 

Submissão, Michel Houellebecq, Rio de Janeiro, Alfaguara: 2015, p.11





Imagem de leitura — Thomas Gainsborough

26 07 2015

 

 

14sequeiIsaac Henrique Sequeira

Thomas Gainsborough (Inglaterra, 1727-1788)

Óleo sobre tela, 127 x 102 cm

Museu do Prado, Madri





Domingo, um passeio no campo!

26 07 2015

 

 

BENJAMIM PARLAGRECO (1856-1902). Remanso em Trecho do Rio Piabanha - Petrópolis, óleo s tela, 51 X 70. Assinado no c.i.d.Remanso em trecho do Rio Piabanha, Petrópolis

Benjamin Parlagreco (Itália/Brasil, 1856-1902)

óleo sobre tela, 51 x 70 cm





Filhotes fofos: ursinhos polares

26 07 2015

 

 

polar-bear-family-portraits.photograph, Thomas Kokta, Manitoba Canada.Foto: Thomas Kokta.

 

Uma família de ursos polares no interior da província de Manitoba no Canadá.





Imagem de leitura — John Henry Henshall

25 07 2015

 

 

thoughts-1883-by-john-henry-henshall.jpgThoughts -1883 by John Henry Henshall ...Pensamentos, 1883

John Henry Henshall (Inglaterra, 1858-1926)

óleo sobre tela, 135 x 78 cm





Cuidado, quebra! Tinteiro em faiança do século XV!

25 07 2015

 

 

Faenza Maiolica Inkwell, late 15th centuryMonumental tinteiro em faiança policromada,  final do século XV (1475-1500)

29 cm de largura

À venda na Sotheby’s, leilão em 2013.

 

Tem formato de quatro lóbulos redondos que suportam as Quatro Virtudes Cardeais: Prudência, Coragem, Justiça e Temperança com quatro receptáculos, em base cruciforme.

Este tinteiro é um dos mais importantes exemplares em existência do trabalho da geração de escultores em faiança, que antecedem o conhecido artista Giovanni di Nicola Manzoni del Colle, de quem temos datas precisas para sua produção: entre 1507 e 1516. Pertence à mesma época das esculturas em terracota encontradas na região de Emília, ao norte da Itália, produzidas nas últimas décadas do século XV. As figuras alegóricas das Virtudes lembram, por causa da qualidade escultural, as de Compianto, datadas de 1487, hoje no Museu Metropolitan de Nova York.





Flores para um sábado perfeito!

25 07 2015

 

Cid Serra Negra - Vaso com flores - oleoseucatex - med 77 x 63 cm - acieVaso com flores

Cid Serra Negra (Brasil, 1924)

óleo sobre eucatex, 77 x 63 cm





Minotauro, de Benjamin Tammuz, resenha

24 07 2015

 

labyrinthminatoaur2Teseu e a viagem a Creta: o Labirinto e o Minotauro, c. 1500-1525

[DETALHE]

Mestre dos Cassoni Campana

(pintor francês ou italiano, ativo em Florença)

óleo sobre painel de madeira, 69 x 155 cm

Museu Petit Palais, Avignon, França

 

 

Minotauro de Benjamin Tammuz não chega a ser um romance. São quatro histórias levemente interconectadas. A última, que leva o nome de Alexander Abramov é a mais completa, mais detalhada e interessante. E as que a antecedem revelam aspectos da trama nela retratada. Só aí, no final, é que encontramos o personagem que reconhecemos eventualmente como pertencendo à primeira história e conectado com as outras duas anteriores. Enfim, parece um romance inacabado, com um espaço oco no meio.

Esse livro me foi apresentado com dois perfis: uma história de amor e uma história de espionagem. Mas não é uma história de amor, nem uma história de espionagem. Em lugar do amor, temos uma obsessão, uma condição psicológica que tenta, e nesse caso é bem sucedida, captar uma presa, possuí-la e por ela ser possuído. O próprio autor nos avisa dos complexos sentimentos explorados por ele, quando declara que “a vítima apega-se ao seu assassino e se apaixona por ele” [95].

benjamin tammuz minotauro

Alexander Abramov, o Minotauro, era filho do judeu Abram Alexandrovich que partiu da Ucrânia, “sólido e saudável como um touro jovem” [115] e da alemã não-judia, Ingeborg Von Hase. Muito rico, o casal Alexandrovich se estabelece em terras que no futuro formarão parte do Estado de Israel. Como Minotauro, Abramov se encontrará prisioneiro de um labirinto musical na sua imaginação [146]. Ele imagina que poderá ser salvo de sua vida agonizante pela mão de uma donzela, como ele observou na gravura que decorava o seu quarto de criança [125]. E essa donzela, ele decide, no dia de seu 41º aniversário é Téa, uma jovem adolescente que não desconfia do destino que Abramov moldará para ela.

Téa é vítima de uma obsessão que cerceará sua vida cotidiana e seu destino. Testemunhamos o controle obcecado de Abramov sobre os movimentos de Téa. Aprendemos também a maneira como ele consegue interferir na vida da jovem, eliminando sistematicamente qualquer competição que possa ter de outros homens. Seu comportamento é tão fora da norma quanto havia sido o comportamento de sua mãe que sofria de um profundo desequilíbrio emocional, razão de sua morte prematura.

 

Benjamin-Tammuz1Benjamin Tammuz

 

A espionagem, a que esse romance alude tem duas facetas: é a última profissão de Abramov, e é também o modo pelo qual ele resolve viver seu grande amor, o amor de uma pessoa doentia, insana. Existe uma expressão em inglês que melhor descreve essa ação, “to stalk someone”, como um lobo caça uma lebre, ação, é bom lembrar, considerada crime nos Estados Unidos. Talvez seja por isso que a primeira das quatro partes deste romance, titulada Agente Secreto, tenha sido de leitura fascinante, mas desconfortável. Abramov faz uma escolha aleatória ao focar o seu amor. A presa, Téa, uma moça que ele vê por acaso em um ônibus, mais de vinte anos mais nova, será daí em diante, fruto de sua obsessão. Cartas e mais cartas anônimas estabelecem contato entre os dois. Ela inicialmente curiosa, ingênua, lisonjeada responde inocentemente ao interlocutor, sem perceber que entreabria assim a porta para o assédio. Daí por diante ela não terá paz. Envolve-se emocionalmente, e será incapaz de se esquivar do futuro que Abramov projeta para os dois. É uma luta desequilibrada, perversa, saturniana, antropófaga.

O desfecho é inevitável e anunciado. Paralelos com tragédias gregas são inevitáveis, ainda mais porque elas são citadas através do texto. Mas no final esse foi um romance que não se resolveu completamente, que não passou de quatro excelentes partes sem grande contextualização que as envolvesse.