Vinheta de memória do pintor Tomás Santa Rosa — por Rachel Jardim

21 10 2011

Meninos, 1946

Tomás Santa Rosa ( Brasil, 1909-1956)

óleo sobre tela

Santa Rosa

Rachel Jardim

Santa Rosa morreu na Índia, um país onde a morte é considerada um acidente natural, ou apenas uma pequena pausa.  Ele, tão plantado na vida, buscando-a sempre, persistentemente, em tudo o que fazia.

Nesta ocasião apareceu o seu retrato nos jornais – rosto redondo, óculos, nenhum cabelo, cigarro constantemente pendurado na boca.  Era um tipo arredondado, sem arestas, sem ossos à vista.  Carregado de humanidade, alguém para se levar para casa, sentar no sofá e deixar falar.

Por essa época, literatura estava muito fora das minhas cogitações. Mas aquela estranha morte na Índia me deixou muitos dias abalada.  Não combinava com ele, tampouco parecia destinado a qualquer tipo de tragédia.  Sua integração à nossa paisagem era total.  Como pois aceitar aquela morte num mundo tão diferente?

Uma vez, ilustrou um conto meu.  A ilustração era muito melhor do que o conto.  Dera a ele uma dimensão que não tinha.  Quando vi a ilustração pensei: era assim que eu queria ter escrito.  Eu falava numa chuva translúcida.  Ele fez uma chuva translúcida.

Pelos idos de 40 fui parar, não sei como, no seu atelier.  Sentei-me num caixote.  Livros e quadros por toda parte.  Maquetes para cenários.  Ele nem desconfiava que eu era a moça, de quem, alguns anos antes, tinha ilustrado um conto.  Nada lhe disse.

Tirei da estante o Romancero Gitano, de Garcia Lorca.

— Que tipo lorquiano,  você é – disse-me.  – Por dentro e por fora.

Eu ri e concordei.  Leu-me uns versos do Romancero e depois me disse:

— Olhe, não quer posar para mim?  Faria de você um retrato lorquiano.

Olhei para os seus quadros na parede.  Não havia quase figuras.  Uma nítida atmosfera da época, a visão de beleza da época. Ninguém retratou tão bem o espírito a sensibilidade da década.

Pensei –  posarei.  E combinei aparecer no dia seguinte.  Não o vi mais.

Tão importante.  Tão humano, sua arte impregnada de vida.  Perdi o retrato, mas guardei sua imagem.  Lembro-me dele totalmente – voz, gestos, riso, modulações, terno, sapato.  Pouca gente permaneceu tanto dentro de mim.  Foi curto o instante, mas tão permanente.  Não pintou meu retrato, mas o dele pintou-se em mim.

Em: Os anos 40 de Rachel Jardim, Rio de Janeiro, José Olympio: 1973





Quadrinha de Santos Dumont

21 10 2011

Avião, ilustração de Hergé de revista das Aventuras de Tintin.

Num aparelho a explosão,

Mais pesado do que o ar,

Alberto Santos Dumont

Foi o primeiro a voar.

(Walter Nieble de Freitas)





Imagem de leitura — Eugen Spiro

20 10 2011

Susie, Kate e Lotte, 1910

Eugen Spiro ( Alemanha, 1874- EUA 1972)

óleo

Museu de Arte de Tel Avive

Eugen Spiro nasceu em Breslau na Alemanha  em 1874.  Estudou em Breslau com Albrecht Bräuer e mais tarde foi a Munique para estudar com Franz von Stuck. Como pintor ficou famoso por seus retratos de personalidades  importantes na Europa.  Depois de 1906 vai para Paris onde se torna membro do grupo de artistas do Café Parisiense do Dôme.  Em 1914 volta para Berlim, onde fica até 1933. Proibido de trabalhar na Alemanha de Hitler por sua ascendência judia, Eugen Spiro emigra para Paris em 1935.   Fugindo mais uma vez do avanço das forças de Hitler, Spiro mais uma vez emigra, dessa feita para os EUA, onde permanece até sua morte em 1972.

 





Quadrinha da primavera colorida

20 10 2011

Ilustração Maurício de Sousa.

A primavera opulenta,

Mostrando tudo que é cor,

Uma palheta aparenta

De algum notável pintor!

(Ivone Taglialegna Prado)





Os mestres do passado e os de hoje, referências nas artes visuais contemporâneas

19 10 2011

O artista e seu modelo, 1939

George Braque (França, 1882-1963)

óleo sobre tela, 130 x 175 cm

Coleção Particular

Há algum tempo lembro que para participarmos do diálogo nas artes visuais é importante termos um conhecimento geral, extenso, das obras de arte do passado, para que certas referências feitas por artistas a seus colegas de gerações passadas possam ser compreendidas.  Assim como acontece na literatura, onde não é incomum vermos citações de escritores a escritores de gerações passadas, o mesmo acontece nas artes visuais.  Frequentemente o  arremedo direto a uma obra de arte específica vem com a expressão em francês “d’ après” ou a inglesa “after“.   No Brasil usa-se mais comumente a expressão em francês.   As reproduções por  fotografias, cartões postais, livros de arte, de quadros ou esculturas, que se tornaram cada vez mais baratas e populares através do século passado, facilitaram em muito essa conversa de uma geração de artistas com seus predecessores.

Hoje, a internet veio facilitar esse conhecimento.  O que antes era difícil e dependente de reproduções fotográficas, de visitas a museus, da boa vontade de professores em trazer para a sala de aula slides de obras de arte, de arquitetura e de objetos arqueológicos hoje, está ao alcance de todos, quer do aluno, quer do amante das artes visuais; tanto na cidade grande, onde uma visita a museus é corriqueira, quanto no interior que não tem essa facilidade à  disposição de seus habitantes.

Infanta Margarida Teresa em vestido azul, 1659

Diego Rodriguez de Silva Velazquez (Espanha, 1599-1660)

óleo,  127 x 107cm

Museu de História da Arte, [Kunsthistorisches Museum]

Viena, Áustria

D’ après Velazquez, 2005

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela,  198 x 168 cm

Coleção Particular

Nem sempre a alusão a uma obra de arte é direta.  Nem sempre é óbvia ou até mencionada pelo artista.  A obra, acima, de Fernando Botero, que reinterpretou diversas vezes os quadros de Velazquez, é uma cópia/interpretação do pintor espanhol ao seu estilo.  O próprio título do quadro nos mostra que ele estava olhando para Velazquez.  E ele assume que o observador conhecerá a pintura que serviu de fonte de inspiração;  que o quadro de Velazquez certamente deveria lhe ser familiar por ser uma obra muito conhecida, por fazer parte da cultura geral do observador.

Mulher recostada, 1922

Fernand Léger ( França, 1881-1955)

Óleo sobre tela, 65 x 92 cm

The Art Institute, Chicago

Mulher com gato, 1921

Fernand Léger ( França,1881-1955)

Óleo sobre tela, 65 x 92 cm

A leitura, 1924

Fernand Léger ( França, 1881-1955)

óleo sobre tela, 114 x 146 cm

Já as três telas do pintor francês do século XX,  Fernand Léger,  diferentemente do trabalho de Fernando Botero que se inspira em um único quadro de Velazquez,  se encontram  entrelaçadas na obra de K. Madison Moore abaixo.  Menos óbvia  para o observador casual, essa referência, onde três telas juntas se encontram,  passa a ser um verdadeiro tributo, noventa anos mais tarde,  à obra da década de 1920 do pintor cubista.  A menção está no título:  Lendo com Fernand.

Lendo com Fernand, 2011

K. Madison Moore (EUA, contemporânea)

Óleo sobre tela, 36 x 36 cm

www.kmadisonmoorefineart.com

O artista plástico brasileiro Vik Muniz também é constantemente inspirado pelos trabalhos de muitos de seus antecessores.  Ele  já trabalhava nesse diálogo com o passado,  entre gerações e técnica, antes mesmo de aparecer nas telas mundiais com o documentário sobre o lixo.  A obra dele, abaixo, vista por alguém menos atento e através da internet poderia até parecer o próprio quadro original de Henri Matisse.  Suas diferenças só parecem mais acentuadas quando postas lado a lado.

Odalisca com cadeira turca, d’après Henri Matisse

Vik Muniz ( Brasil, )

gravura fotográfica, 100 x 120cm

Odalisca com cadeira turca, 1927

Henri Matisse ( França,

Óleo sobre tela, 60 x 73 cm

Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris

Recentemente conheci o trabalho do pintor americano Fred Calleri que também se inspira nas telas de grandes pintores dos séculos passados.  Muitos de seus quadros são citações diretas de outros muito conhecidos, com pequenas distorções, que no caso dele, tornam o trabalho com uma ligeira veia cômica, um leve tom caricatural.  Vejam abaixo sua tela e em seguida a musa inspiradora, a tela de Tissot.  Até no título as semelhanças são significativas.

Hora de silêncio, s/d

Fred Calleri ( EUA, 1964)

óleo sobre tela, 30 x 47 cm

www.fredcalleri.com

Silêncio, 1881

James Jacques Tissot ( França, 1836-1902)

óleo sobre tela, 27 x 36 cm

Coleção Particular

A realização de que fontes de inspiração do passado abundam à nossa volta me atingiu em cheio esta semana, quando o anúncio no jornal O Globo, da exposição Toys art show no Rio de Janeiro a primeira exposição individual do grafiteiro OZI.   Ilustrando a exposição estava  a obra abaixo do artista paulista.

De acordo com o jornal OZI é o primeiro a admitir que usa de ilustrações antigas para mandar a mensagem que deseja.  Nesse caso, identifiquei a fonte na hora, apesar de não saber o nome do ilustrador, mas eu havia recentemente encontrado a ilustração abaixo que recolhi para uma postagem no blog sobre o Natal.  Mudei de idéia, acho que aqui ela serve a uma proposta muito mais interessante, aqui.  Pela simples troca de um objeto nas mãos das meninas, o sentido das imagens muda completamente.  Enquanto na ilustração antiga as meninas embrulham um presente, no graffiti de OZI elas embrulham dinamite.  Semelhantemente abaixo, na ilustração original de Alice no País das Maravilhas, Alice levanta uma cortina e tem uma chave na mão direita.  No trabalho de OZI ela levanta o coelho e tem um revolver na mão.

Ilustração, autor desconhecido, possivelmente Jessie Willcox Smith.

Como já comentei anteriormente na postagem sobre Max Ernst, é um passatempo fascinante para quem é treinado em história da arte tentar conhecer as fontes de inspiração de um artista.  Deixe-me deixar claro: não se trata de cópia, de plágio, nada disso.  Como já venho demonstrando através de diversas postagens é uma tradição de todo sempre nas artes visuais, estas referências constantes ao passado.  A tradição vem da maneira como artistas são e eram treinados, copiando os grandes mestres, aprendendo os seus truques visuais na prática.

Obra de OZI, o grafiteiro,  expondo no Rio de Janeiro.

Ilustração de Alice no País das Maravilhas, de Sir John Tennion, publicada em 1865.

Nem sempre as fontes inspiradoras são tão óbvias quanto as mostradas aqui.  E nem sempre podemos nos assegurar que o artista realmente fez uma referência ou se utilizou de um trabalho anterior de outro artista.  Às vezes é o espírito de uma obra que lembra o de outra.  Às vezes é o espírito de uma época,  é um tempo em que certos assuntos são importantes, ou estão sendo ventilados.  OZI admite, de acordo com a reportagem, que está sempre olhando para ilustrações antigas.  Essa declaração me lembrou que talvez todos os grafiteiros de algum nome, também estejam se instruindo a respeito do trabalho de artistas gráficos que os precederam.  O trabalho do grafiteiro, Celso Gitahy, por exemplo, cujo graffiti, Stop the Cars, mostrado abaixo, e apareceu em 2009, quando o jornal A Folha Online, anunciou a 1ª Bienal Internacional de Arte de Rua de São Paulo (BIAR), me lembrou, pela junção fora do comum de parte de um carro usada como cabeça de um homem, de uma outra imagem, dessa vez, vinda das histórias em quadrinhos.  Vejam logo abaixo.   A idéia pode e deve ter surgido por si só, sem referência precisa às imagens dos quadrinhos, mas elas servem para mostrar o trabalho de garimpagem que iconógrafos fazem para entender o espírito de uma época.

Stop the cars, graffiti de Celso Gitahy.

Quadrinho, Cowboy Henks, final.

A historinha completa.

A musa inspiradora nem sempre é uma modelo, em um estúdio.  Pode muito bem ser o trabalho de um outro artista como vemos.

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2011





Quadrinha da aparência

19 10 2011

Ilustração: autor desconhecido.

Muita gente que tem casa

rica e de bela aparência,

muitas vezes não tem lar,

mas apenas residência.

(Heribaldo B. Barroso)

 





Imagem de leitura — Lesser Ury

18 10 2011

No café Bauer, 1898

Lesser Ury (Alemanha 1861-1931)

Lesser Ury nasceu em Birnbaum, na Alemanha em 1861.  Mudou-se para Berlim, após a morte do pai e aos 17 anos, entrou para a Academia de Arte de Düsseldorf para estudar pintura.  Viajou extensivamente pela Europa antes de retornar a Berlim em 1887.  Depois de um início  artístico tempestuoso Ury eventualmente  construiu uma sólida carreira entre os anos de 1915 e 1922. Pintor de gênero, paisagens urbanas, cenas de interior, desenvolveu um estilo próximo ao impressionista, mas de tons mais escuros do que os usados por seus colegas franceses.  Seus trabalhos tornaram-se imensamente populares, principalmente as cenas noturnas em bares.  Morreu em Berlim em 1931.





Não à censura de Monteiro Lobato nas escolas — parte VI e última de textos de Gilberto Freyre

18 10 2011

Cascão coleciona revistas em quadrinhos, ilustração Maurício de Sousa.

Reproduzo aqui, a sexta parte de  uma coletânea de seis textos de Gilberto Freyre, escritos entre 1948 e 1951  para a revista O Cruzeiro, em que o sociólogo esclarece alguns pontos sobre a censura.

Nacionalismo e internacionalismo nas histórias em quadrinhos

(parte VI)   –    Gilberto Freyre

Deste mesmo recanto modesto de página 10 de O Cruzeiro já tive ocasião de referir-me à chamada “história em quadrinhos” como forma moderna de literatura ou arte: uma literatura ou arte cujo mal – o de conteúdo ou substância – não deve ser confundido levianamente com a forma.

A forma tanto pode se prestar a fins educativos como deseducativos.   Correspondendo a um gosto moderno de síntese, tanto da parte de um público infantil como do adulto, deve ser aproveitada pelos educadores e moralistas e não apenas abandonada aos exploradores da vulgaridade ou da sensação.

Em vez de assim procederem, que fazem alguns educadores e moralistas?  Investem contra a história de quadrinhos como os caturras de outrora investiram contra os principais  cinemas, os primeiros rádios.  Até que ficou evidente que jornal, cinema, rádio, tanto se podiam prestar a fins educativos como deseducativos.  Que os próprios padres ou sacerdotes podiam utilizar-se do jornal, do cinema, do rádio para a propaganda da fé e da moral cristã.  Que jornal ou imprensa não queria necessariamente dizer perigo para a ordem estabelecida ou a ortodoxia dominante, mas, ao contrário, podia ser posta a seu serviço.  Que cinema não queria necessariamente dizer a moça quase nua fazendo pecar os adolescentes, homem beijando  escandalosamente mulher, ladrão arrombando cofre, mas, ao contrário, podia ser posto ao serviço da ciência, da história clássica e da própria religião.   Que o rádio não queria necessariamente dizer maior divulgação de samba, de anedota picante, de canção obscena, mas também de música clássica e da própria música de igreja.

Ilustração Walt Disney.

A “história em quadrinhos” está na mesma situação. Também ela pode tornar-se instrumento de divulgação de vidas de heróis, de santos, de sábios, de façanhas de vaqueiros do Nordeste e de gaúchos do Rio Grande do Sul e não apenas as aventuras de gangsters e de cowboys.

Também ela pode tornar-se, para os brasileiros, fonte de conservação de tradições nacionais, em vez de superação dessas tradições por mitos de povos imperiais sem que, entretanto, o justo zelo degenere em “nossismo” intolerante.  “Nossismo” doentio que não admita história com Papai Noel, mas só com Vovô Índio; nem biografia que exalte  Marconi, mas que só glorifique Santos Dumont; nem canto onde apareça lobo ou olmo, mas só onde brilhe a ramagem do cajueiro ou arreganhe a dentuça da suçuarana.

Compreende-se a campanha de nacionalização da história de quadrinhos inciada vigorosamente pelo jornalista Homero Homem.  Mas seria uma lástima que a mística da nacionalização nos levasse aqueles exageros.  E nos fechasse, nas nossas revistas e jornais, às histórias de quadrinhos que não falassem em índio, cajueiro, vaqueiro do Nordeste, suçuarana, pitanga, Caxias, Santos Dumont.

Atualmente, o extremo que domina nas histórias de quadrinhos publicadas nos nossos jornais é o de quase exclusiva americanidade  de motivos, símbolos e personagens.  Devemos reagir contra essa exclusividade lamentável.  Mas não ao ponto de nos fecharmos dentro de motivos, símbolos e personagens exclusivamente brasileiros.  Apenas escolhendo para publicação, histórias, tanto brasileiras quanto estrangeiras, mais capazes de deleitar o público, sem corromper-lhe o gosto.  Pois não nos esqueçamos de que vivemos num mundo que é, cada dia mais, um mundo só, dentro do qual o Brasil deve ser o Brasil sem deixar de ser fraternalmente humano e cordialmente americano.

Em: Pessoas, coisas e animais, de Gilberto Freyre, — ensaios e artigos reunidos e apresentados por Edson Nery da Fonseca,  São Paulo, edição especial MPM Casablanca-Propaganda: 1979.





O feitiço de amor, poema de Walter Waeny Júnior

18 10 2011

Ilustração: Rosas, por Len Steckler, década de 1970.

O feitiço de amor

Walter Waeny Júnior

Floriu, um dia, uma rosa

Sobre o rio; e vendo-a, rara,

Ele, de alma ambiciosa,

Refletiu-a na água clara.

E tanto ele refletiu

Sua efígie encantadora,

Que a rosa não resistiu

E o rio a levou embora.

Porém, adiante, encontrei-a,

Não mais perfumada e bela:

O rio a lançou na areia

E foi embora sem ela.

Em: 232 poetas paulistanos – antologia — Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968

Walter Weany Júnior nasceu em São Vicente em 1924.  Usou psudôniomo : Guilherme Guimarães.  Contador, funcionário do Banco do Brasil, escritor, poeta e trovador de renome.

Obras:

Ao todo tem 89 obras publicadas, entre elas:

Sonetos esparsos, poesia, 1947

Rei Destronado, poesias, 1950

A Juventude, poesias, 1950

Nascer do Sol, poesias, 1950

O Walthalla, poesias, 1951

Aforismo, 1955

Pensamentos, 1957

Walkyria, poesias, 1950

O Condor, poesia, 1975

Mulher, trovas, sextilhas e traduções, 1990

Ouro e Azul, poesias, 1992

Trovas Escolhidas, 1995





Quadrinha do Astronauta

18 10 2011

Ilustração, desconheço a autoria.

O astronauta que flutua

muito tem a lamentar:

quanto mais perto da lua     

mais distante do luar.

(Nei Garcez)