Helen Allingham (née Helen Mary Elizabeth Paterson) (1848 –1926) nasceu em Derbshire, na Inglaterra. Foi uma aquarelista e ilustradora da época Vitoriana. Mostrou talento desde cedo, tendo nascido numa família de artistas plásticos: tanto sua avó Sarah Smith Herford, quanto sua tia Laura Herford haviam tido sucesso na pintura. Helen Allingham entrou para o Royal College of Art – na seção feminina da escola – em 1867. Ainda estudando começou a trabalhar como ilustradora e eventualmente deixou os estudos para se dedicar ás ilustrações em tempo integral. Teve extraordinário sucesso nas ilustrações para livros de crianças e adultos. Dedicou-se também à pintura de paisagens, de cenas rurais.
Francisca Júlia da Silva Munster (SP 1871 – SP 1920) Poetisa brasileira. Começou a colaborar na imprensa paulistana e carioca aos 20 anos. Na revista A Semana, alcança rápido prestígio literário. Casou-se em 1909, recolhendo-se à vida particular e praticamente abandonando a atividade literária.
Obras:
1895 – Mármores
1899 – Livro da Infância
1903 – Esfinges
1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)
Richard Moynan ( Irlanda 1856-1906) Começou estudando medicina, mas um pouco antes de prestar aas provas finais, deu uma guinada em sua vida e entrou para a Escola Metropolitana de Arte em Dublin, em 1879 e teve um sucesso quase imediato conseguindo os dois primeiros prêmio de sua carreira. Em 1883 foi para Antuérpia para continuar seus estudos de pintura. Em 1885 vai para Paris continuando seu processo de aprendizado. Ao retornar a Dublin, é empregado pelo jornal The Union como um cartunista político. Em 1890 torna-se membro da Academia Real.
Coloco aqui, hoje, a título de ilustração, o vídeo feito de um filme em 1905, na Market Street, em São Francisco, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Mais de dois milhões de pessoas já o viram. Uma câmera estava presa ao bonde. Este vai a uma baixa velocidade mas não para. Muito do que é visto nestes minutos de filmagem foi destruído no ano seguinte, com o grande terremoto de 1906. É excelente documento da vida nos primeiros anos do século XX. Cem anos já se passaram desde a tomada dessas cenas. No entanto, o comportamento das pessoas parece semelhante ao que vemos hoje em muitos lugares. Há os que “desafiam” o bonde, os que se arriscam. Provavelmente, nem havia Leis de Trânsito, que era caótico com a convivência, não tão harmoniosa, entre pedestres, bicicletas, charretes, automóveis, cable car, bondes, etc. Pouquíssimas mulheres são vistas. É surpreendente a quantidade de automóveis que já existia àquela época e quantas imprudências se cometia. Observem que os bondes que cruzam a rua já possuem tração elétrica! No final da rua, existe um prédio que está lá até hoje, pois trata-se do terminal de passageiros da Baía de San Francisco.
A música de fundo é a primeira faixa do Air’s Moon Safari. O filme original, tinha aquela rapidez dos filmes antigos. Foi retardado para retratar um ritmo mais realista.
Gostei imensamente do símbolo das Olimpíadas Cariocas, desvendado no dia 31 de dezembro durante a Festa de Réveillon em Copacabana. Produzido pela empresa carioca Tátil, com 20 anos de experiência no mercado e uma equipe de 105 funcionários, é o primeiro símbolo das Olimpíadas tri-dimensional. Acredito que esta idéia, de tri – dimensionar, tenha sido um daqueles momentos de AHA! — um momento EURECA! – no processo criativo, pois ele certamente se prestará à própria modernização visual das Olimpíadas. Eu me explico: hoje temos uma abundância de televisões e filmes cujas imagens podem ser vistas em três dimensões, a tendência deve ser de se tornarem mais comuns. Mas o uso de imagens holográficas também está se acelerando. Recentemente a Universidade de Tóquio demonstrou por um vídeo desenvolver o que se chama de holografia tátil. E nas eleições para Presidente dos Estados Unidos a rede de televisão CNN inaugurou o uso de uma imagem de Jessica Yellin, conversando com o jornalista Wolff Blitzer em que a imagem dela foi projetada e parecia estar em três dimensões, mas vinda de outro local, distante dos estúdios televisivos, por aproximadamente 1.600 km. Esses experimentos estão pipocando no mundo todo e o símbolo das Olimpíadas cariocas facilmente se adaptará a esses meios não tão comuns hoje, mas que deverão ser corriqueiros em 2016.
O símbolo das Olimpíadas de 2016 faz uma referência visual às montanhas cariocas, como o vídeo de apresentação mostra [ veja abaixo]. A imagem de três pessoas dando-se as mãos num círculo foi um achado de grande felicidade. Como sabemos, a dança em círculo, é uma das manifestações humanas mais antigas, quase sempre traduzindo felicidade e união, duas características associadas ao evento olímpico e a este momento especial por que passa a cidade do Rio de Janeiro. A dança em círculo também foi durante a Idade Média e a Renascença considerada uma dança sagrada. Já mencionamos isso aqui no blog quando mostramos o altar do Último Julgamentode Fra Angélico.
—-
—
—–
Com área de especialização na Arte Européia Moderna (1868-1945 — da Guerra Austro-prussiana ao final da 2ª Guerra Munndial) e dedicação de dez anos de estudo à história da arte, com teses esmiuçando os movimentos artísticos na Europa no início do século XX, é natural que, volta e meia, eu venha a relacionar o que vejo com o que estudei. Assim aconteceu na primeira vez que vi o símbolo da Olimpíadas do Rio de Janeiro. Um dos grandes passatempos de historiadores da arte é imaginar que influências, diretas ou não, certos artistas receberam para chegar às soluções gráficas que escolheram. Até o final do século XX, antes do aparecimento da internet, era mais fácil saber o que cada pintor ou escultor havia visto e determinar se um quadro ou uma escultura havia influenciado o resultado final de uma composição mais tardia. Na verdade, as coisas começaram a mudar quando a impressão de fotografias de quadros famosos começou a aparecer em revistas de grande tiragem, já no final do século XIX. Mas até então, artistas estavam, em sua grande maioria, limitados à presença física diante de uma obra de arte ou de uma de suas cópias — daí as inúmeras cópias da arte clássica grega e romana, por exemplo, que preenchem grande parte dos museus de Belas Artes.
Historiadores da arte, principalmente aqueles especializados nas Proto e Alta Renascença podem passar anos de suas vidas dedicando-se às influências sofridas por este ou aquele pintor. Teria tido ele acesso a esse manuscrito que tem ilustrações semelhantes? Ou teria fulano tido acesso a qual edição de um Livro de Emblemas? Hoje, com a internet, estas suposições já não cabem. Todo mundo tem acesso a tudo. Mas, fato é que, esta maneira de pensar acaba ficando no sangue de quem estuda História da Arte; é um vício de enfoque, digamos assim. E o símbolo das Olimpíadas de 2016 me remeteu de imediato, a um dos maiores artistas do século XX, o francês Henri Matisse.
—
—
A dança, 1909
Henri Matisse ( França, 1869-1954)
Óleo sobre tela, 2,60m x 3,90m
Museu de Arte Moderna [MOMA] de Nova York
—-
—–
Há duas versões desse quadro: A Dança, de Matisse. A de Nova York , de 1909, que é a primeira versão, uma espécie de estudo. As figuras têm menos detalhes do que as que aparecem na versão definitiva, de 1910, hoje no Museu Hermitage em São Petersburgo, na Rússia. E as cores são bastante mais pálidas na primeira versão. A Dança tem um par, um pendant, que é a tela Música. Ambas foram pintadas para o empresário e colecionador russo Sergei Shchukin. E essas obras marcam uma virada, um ponto importante da carreira de Matisse: foram a primeira experiência de Matisse com um trabalho baseado em elementos arquitetônicos – os painéis tinham a incumbência de “vestirem” ,ou melhor, serem colocados ao longo da grande escadaria do palacete de Shchukin, e também causaram grande comoção ao pintor, pois seu patrocinador teve sérias dúvidas se poderia ou não dependurar essas obras, com tantos nus, na residência onde morava com duas sobrinhas, donzelas, sem ofender a moral vigente.
—-
—-
A dança, 1910.
Henri Matisse (França, 1869-1954).
Óleo sobre tela, 2,60m x 3, 9O m
Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia
—-
—-
Cem anos separam o símbolo das Olimpíadas no Rio de Janeiro das telas de Henri Matisse, assim como aproximadamente cem anos separaram as telas de Matisse do que é considerado fonte de inspiração do artista francês: A dança de Oberon, Titania, e Puck com as Fadas, de circa 1786, de autoria do inglês William Blake ilustrando O sonho de uma noite de verão de William Shakespeare.
—-
—–
A dança de Oberon, Titania e Puck com as fadas, c. 1786
William Blake (Inglaterra, 1757-1827)
Aquarela sobre papel grafite, 47,5cm x 67,5cm
Tate Gallery, Londres
—-
—-
Ainda que a obra de Matisse A Dança tenha diversas versões escultóricas pelo mundo, inclusive uma versão no Jardim Botânicodo Rio de Janeiro, e que seus cinco elementos em círculo venham a lembrar os cinco círculos que compõem o logotipo das Olimpíadas, cada qual representando um dos continentes, acredito que seja a versão de William Blake a que mais se aproxime em composição do logo das Olimpíadas de 2016. Isso porque na dança, propriamente dita, de Blake há três fadas, que se separadas do original, como o detalhe abaixo mostra, muito se assemelham no contorno de seus movimentos aos contornos da logomarca das Olimpíadas cariocas.
—-
—-
William Blake, Dança das Fadas, DETALHE.
—
—
Logo, Olimpiadas 2016.
—-
—
William Blake ou Henri Matisse podem ter sido ou não as fontes de inspiração para uma excelente marca. Mas, vale a pena lembrar, que desde a Grécia antiga o círculo é considerado a forma mais simples e mais perfeita[Proclus Lycaeus , (500 aC)]. E que o círculo talvez seja o mais antigo símbolo de união. O círculo tem sido através dos séculos o símbolo de um todo, indivisível: uma unidade. Símbolo, também, da bondade, do infinito e do sol, todos ingredientes existentes no Rio de Janeiro e essenciais para o bom desempenho das Olimpíadas. Este círculo, formado pelas mãos unidas de três pessoas dançando, se veste de alegria e cristaliza o momento mágico, sagrado, de comunhão com algo que é maior que nós. Esse círculo, que no Rio de Janeiro toma uma forma tri-dimensional, representa também a união de diferentes povos num momento especial de paz e de entrega. E é tão carregado de associações culturais, as mais diversas, que repercute nas nossas almas, no nosso inconsciente coletivo, lembrando-nos dos valores das Olimpíadas, dos esportes, da cordialidade entre os povos que devem florescer no espírito desta festa. Parabéns aos que o criaram e parabéns ao Rio de Janeiro por ser tão bem representado.
Carlos Ygoa (Espanha, 1963) pintor realista especializado em arte sacra tanto para altares como para capelas. Seu trabalho figurativo inclui naturezas mortas, retratos, paisagens e gênero. Reside e trabalha em Madri.
Herman Henry Wessel (EUA, 1878-1969) nasceu em Vincennes, no estado da Indiana, filho de imigrantes prussianos. Estudo na Escola Luterana Alemã de Vincennes ficando fluente nessa língua. Aos 13 anos herdou algum dinheiro de seu pai que faleceu e Herman aproveitou para sair da sua cidade natal e se estabelecer em Cincinnati para estudar arte. Lá estudou com Henry Fanny, L.H. Meakin, Edward Potthast, Joseph Sharp e Frank Duvenec, todos conhecidos profissionais nas artes plásticas.
Catadores de Sonhos – Utopia com Atores e Alpinistas discute a possibilidade de concretizar os sonhos, o poder de ampliar a imaginação e expandir o pensamento. Transitando na fronteira de linguagens – teatro, música, dança, vídeo e alpinismo, a peça se apropria do tema Utopia para ilustrar a busca de realizações. A estreia está marcada para o dia 11 de janeiro no Teatro Gláucio Gill, às 21h. A grande novidade fica por conta da presença de dois alpinistas em cena, que conduzem os atores para a atmosfera idílica da utopia. Quebrando a gravidade, o espaço é recriado, gerando novas possibilidades que as salas de espetáculos normalmente não oferecem.
O espetáculo é dirigido e escrito por Jadranka Andjelic, diretora sérvia, que há dois anos se estabeleceu definitivamente no Brasil. Desde então, desenvolve uma parceria duradoura com a produtora e diretora de cinema Eveline Costa. No começo de 2010, o espetáculo Cidade In/Visível chegou aos vagões do Metrô Rio, transportando os passageiros para a história da cidade. E o novo projeto Catadores de Sonhos reforça uma característica forte da dupla: a necessidade de realizar teatro que inspira reflexão.
A peça é encenada dentro e fora do prédio, usando a própria arquitetura do teatro como recurso. Os alpinistas escalam e “dançam” na parede, interagindo com atores, músicos e imagens. Seguindo o rastro de pesquisas que integram linguagens estéticas à discussão de problemáticas sociais, o projeto também abrange a importância de acreditar nos sonhos dentro da sociedade contemporânea.
O roteiro é livremente inspirado em fontes literárias variadas como Alberto Mangel e Giani Guadalupi, autores do livro Dicionário de Lugares Imaginários – um guia de viagem por espaços existentes apenas no terreno da ficção; Milorad Pavitch, autorde O Dicionário Khazar; Peter Handke, Santos Dumont, Oscar Wilde, Hakim Bay e utopias atuais de coletivos como o norte-americano Critical Art Ensemble, o antigo periódico anarquista Ação Direta e ativismos modernos.
O processo criativo conduzido pela diretora Jadranka aproveita a experiência de cada um dos envolvidose a expansão do espaço cênico é evidente pela utilização quase constante de imagens projetadas em grandes telas. As imagens/vídeos criam o espaço em que o ator, músico e alpinista vai atuar. A trilha sonora original, composta por Thiago Trajano, também dá ênfase ao clima onírico do espetáculo, mesclando o tradicional a ritmos atuais.
“Catadores de Sonhos estimula as pessoas a terem uma visão mais ampla sobre o futuro, a persistirem e lutarem pelos seus sonhos, pois as mudanças são possíveis”, acrescenta Jadranka.
“A Utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar“. (Eduardo Galeano)
Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Jadranka Andjelic
Atores: Andréa Maciel, Patrick Sampaio e Ander Simões
Alpinistas: Felipe Edney e Eduardo Rodrigues
Direção de imagens, espaço cênico e objetos: Eveline Costa
Figurinos: Lydia Quintaes
Música, violão e direção musical: Thiago Trajano
Clarineta: Whatson Cardozo
Cello: Saulo Vignoli
Iluminação: Daniela Sanchez
Assistência de iluminação: Kadu Moratori
Fotografia: Carol Chediak
Programação visual: Rogerio Cavalcanti
Assistência de edição: Pedro Salim
Produção executiva: Rodrigo Lopes
Assistência de produção: Ferinha
Direção de produção: Eveline Costa
Produção: Sequência f i l m e s, músicas e cênicas
Assessoria de Imprensa: RPM Comunicação
Contabilidade: Valdilene Telhado Duarte
Operação de vídeo: Pedro Salim, Rodrigo Lopes e Pedro Coqueiro
Pesquisadores desenvolveram uma técnica que utiliza a energia solar para remover átomos de oxigênio de moléculas de água e gás carbônico (CO2), produzindo hidrogênio molecular, um combustível de alta e limpa energia. O grupo de pesquisa é formado por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, e do ETH Zurich e Instituto Paul Scherrer, na Suíça. Apesar da pesquisa não ser recente, seus resultados foram publicados em um artigo na revista Science recentemente, na véspera de Natal, e indicam que o processo é mais eficiente que outros do tipo.
A tecnologia base para a produção de hidrogênio combustível (H2) é a remoção de átomos de oxigênio da água e do CO2 com a utilização óxido de cério não-estequiométrico, um composto que tem despertado o interesse de pesquisadores por seu alto poder na captura e liberação de átomos de oxigênio. O reator é projetado para trabalhar com temperaturas de 1420 a 1640 °C em seu núcleo.
—
—
Os pesquisadores afirmam que a eficiência do reator solar é de 0,7 a 0,8 % após 500 ciclos, o que representa um valor duas ordens de grandeza maior do que o atingido até então por técnicas deste tipo, destaca o site Elektor. Segundo os cientistas, esta eficiência é a principal diferença entre seus resultados e o que existia até então.
Com as novas descobertas, a produção de combustível a partir de energia solar poderá ser feita em altas taxas, sem que sejam necessários sistemas ou microestruturas complexas. Além disso, o grupo acredita que, com a otimização do reator e uma integração do sistema, a eficiência possa aumentar ainda mais.
Só falta saber o que se vai fazer com o monóxido de carbono (CO) produzido na reação, que é muito mais danoso para a saúde e o meio ambiente do que o dióxido de carbono (CO2). Para mais informações sobre o assunto e detalhes sobre a tecnologia, o site da revista Science disponibiliza o artigo,sob pagamento ou você pode ler o resumo do artigo AQUI.