Ilustração Ruth Eger, 1926.
Ao recruta João Leal
indaga o cirurgião:
– Onde é que te sentes mal?
Diz ele: – No batalhão!
(Severino Uchôa)
Ilustração Ruth Eger, 1926.
Ao recruta João Leal
indaga o cirurgião:
– Onde é que te sentes mal?
Diz ele: – No batalhão!
(Severino Uchôa)
Desconheço a autoria da ilustração.
Do dia a dia na cena
a verdade não prefiras,
que a vida só vale a pena
por suas lindas mentiras.
(Gilka Machado)
Ilustração anônima.
Sempre que as águas da chuva
Levam a terra do chão,
O solo sofre um desgaste
Que chamamos de erosão.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Pato Donald vai pescar, ilustração de Walt Disney.
Na pesca, era o Chico Armando
o maior…pescava aos feixes…
até que o pesquei…pescando
num Entreposto de Peixes…
(João Freire Filho)
Ilustração de um dos livros “Père Castor”, com ilustração provável de Feodor Stepanovich Rojankovsky, conhecido como Rojan.
Miguel Torga
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar…
Ilustração de Pierre Brissaud, para a revista House & Garden, março 1927.
Stella Leonardos
Ah pássaro triste!
Quem larga cantigas
de penas tão cinzas
nas horas que voam?
Ah flor escondida!
Choraste tão triste
nas gotas de brilho
do orvalho que foi-se.
Ah nuvem lá em cima
fugindo fugindo
tão triste tão triste
tão alma de sonho!
Vem, chuva dos tristes,
irmã comovida
cinzentas retinas
chorando horizontes!
Em: Ar Lírico, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1961, p. 21
Ilustração anônima, década de 1960.
O parafuso anda cheio,
pois tem o corpo enrolado,
cabeça partida ao meio,
e vive sendo apertado.
(Izo Goldman)
Ilustração de Dudovich.
Do meu coração me espanto!
O amor só me deu pesar,
como tendo amado tanto
tenho ainda amor para dar?!…
(Gilka Machado)
Antigo cartão postal.
Meu Deus, que coisa mais triste
ver uma rosa murchar!
– Que pena, esta vida insiste
em tudo modificar!
(Elza Capanema Leitão)
Ilustração Homem no parque, de Édouard Halouze, 1920.
Armindo Rodrigues
Nem mal, nem bem,
nem sim, nem não,
nada por obrigação
me convém.
Só quero querer
o de que na verdade
eu próprio tiver
vontade.
Em: Voz arremessada no caminho; poemas, Armindo Rodrigues, Lisboa: 1943, p. 15
