No campo de golfe, ilustração autor desconhecido.
Quando te chamo de amigo,
Declaro-te pleno apoio:
Não só no que tens de trigo;
Também no que tens de joio.
(Antônio Augusto de Assis)
No campo de golfe, ilustração autor desconhecido.
Quando te chamo de amigo,
Declaro-te pleno apoio:
Não só no que tens de trigo;
Também no que tens de joio.
(Antônio Augusto de Assis)
Sonhando grande
Aditya Phadke (Índia, contemporâneo)
Óleo sobre tela, 76 x 91 cm
A minha vida, sempre inquieta como o mar,
É de renúncia, sacrifício e desencanto:
Enquanto vão e vêm as ondas do meu pranto,
Estende-se o horizonte, além do meu olhar…
Na imensidade azul, fico a cismar, enquanto,
A refletir o céu, vai-se acalmando o mar…
Acalma-se também minha dor, por encanto:
— Já cansei de sofrer! Vou agora sonhar…
Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.295
Desconheço a autoria dessa bela ilustração, capa da revista House Beautiful, de Outubro de 1929.
Querendo colher no outono,
semeei na primavera…
Tu deixaste no abandono
um jardim à tua espera…
(Marília Fairbanks Maciel)
Luz da manhã
James H. Crank (EUA, ?)
óleo sobre tela, 91 x 66 cm
Coryna Ferreira Rebuá
Como faz frio neste quarto agora!
A chuva bate em cheio na vidraça
E o relógio da igreja, de hora em hora,
Soa. Há passos na rua… E a ronda passa…
Não consigo dormir. Como demora
Essa vigília que me torna lassa!
Se abro um livro, não leio. E lá fora
Chove. Há passos na rua… E a ronda passa…
Dormes? Não creio. Eu sei que estás velando,
Porque eu pressinto que, de quando em quando,
Vem o teu corpo fluídico e me enlaça.
O relógio da igreja está batendo.
São quatro horas. Que insônia! Está chovendo.
Ouço passos na rua… E a ronda passa.
Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 318
Bibliografia:
Felicidade, 1930
Alma Sedenta, 1932
Vida, 1940
Meu Romance de Amor, 1942
Ilustração de Mucha.
Em amor eu sou cigana,
não divido com ninguém…
E sendo, dele, tirana,
sou dele escrava também…
(Aída Rodrigues Frango)
Irmão Metralha lê jornal, ©Walt Disney.
Os honestos são tão poucos
e os desonestos são tantos,
que aqueles parecem loucos
e os ladrões se julgam santos.
(Othon Costa)
Ilustração de Coby Whitmore
Guilherme de Almeida
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado
passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto.
E assim fazemos, como se com isto,
pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado!
Vais, coitada, esquecida de que existo.
Como se nunca me tivesses visto,
como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos,
se quando passo, teu olhar me alcança
se meus olhos te alcançam quando vais.
Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos.
Volta-nos sempre a pálida lembrança.
Daqueles tempos que não voltam mais!
Moça com chapéu de palha, Ilustração de Bradshaw Crandell
Conheço muito sorriso
de mulher, meigo, simplório,
que promete o paraíso
e nos manda ao purgatório.
(Alves Júnior)

Alzira Chagas Carpigiani
O gambá agora
anda elegante,
passa até perfume
e desodorante.
Ele pôs um fim
na tal história
do fedor danado.
Quer saber por quê?
Eu conto o segredo:
– O gambá cheiroso
está apaixonado!
Ilustração de Rosa C. Petherick
Feliz de quem – afinal
consegue na humana trilha,
ver que o brilho do Natal
surge da luz da partilha.
(Regina Célia de Andrade)