Trova de carnaval

21 02 2023
Fantasia de cavalo de corrida.

 

Carnaval: dança e alegrias,

que têm o dom surpreendente

de sepultar, por três dias,

todas as mágoas da gente!

 

(P. de Petrus)





Trova de Carnaval

20 02 2023

 

 

No carnaval, tem mania

de se vestir de ladrão;

mas, tirando a fantasia,

não muda de profissão!…

 

(Rodolpho Abbud)

 





Trova de Carnaval

19 02 2023
Lampadinha lembra ao Professor Pardal que já é Carnaval,  ilustração Disney Studio.

 

Assustado, constatou,

após dias de folia,

que a bruxa de quem gostou

não usava fantasia.

 

(Maria Bicalho Brandt)

 





Trova de Carnaval

18 02 2023
Crianças fantasiadas, ilustração J. Bernard Long

 

Para que um carnaval

com três dias de folia,

pois se a vida é afinal,

grande baile à fantasia?

 

(Renato Vieira da Silva)

 





Trova do Carnaval

17 02 2023

Carnaval

Dario Mecatti (Itália-Brasil, 1909-1976)

óleo sobre tela  100 x 40 cm

 

 

Triste vida a do Pierrô:

sofrer pela Colombina,

que, nos braços de Arlequim,

ri de sua triste sina!

 

(Paluma Filho)

 





Trova da morte

9 02 2023

Ilustração francesa de conto de fadas.

Sem resposta que conforte,

dúvida imensa me corta:

Qual o segredo da morte?

Fim? Partida? Porto? Porta?

(Alonso Rocha)





Trova da arte

26 01 2023

Clarabela ensina Horácio a pintar, ilustração Walt Disney.

 

 

Ama a tua arte. Por ela

faze o bem: ama e perdoa.

A bondade é sempre bela,

a beleza é sempre boa.

 

(Bastos Tigre)





Mangueiras de Belém, Sílvia Helena Tocantins

10 01 2023

 

 

joao-baptista-da-costa-no-banco-do-jardim-oleo-sobre-madeira, 25 x 19No banco do jardim

João Baptista da Costa (Brasil, 1865 – 1926)

óleo sobre madeira, 25 x 19 cm

 

Mangueiras  de Belém

 

Sílvia Helena Tocantins

 

Gentil mangueira que me dá abrigo

no aconchego morno do teu braço,

na tua ramagem encontro o ninho amigo

que há de embalar sempre o meu cansaço.

 

És tu mangueira de real grandeza,

só espalhando o Bem em tua missão,

além de embelezares a natureza,

és teto, és fruto, és sombra, és proteção.

 

E nunca negas à mão que te apedreja,

terno repouso contra a chuva e o mormaço,

em troca dá-lhes fruto, seja a quem seja

e ainda embalas, maternal, num abraço.

 

Bendita seja a mão que te plantou

o sol que fecundou a terra, o orvalho,

onde a tua semente fértil, germinou,

para medares sombra doce e agasalho.

 

E no teu colo verde de folhagem,

quero sonhar meus ideais acalentados,

esconder meus segredos em tua ramagem

como se eu fosse altivo pássaro encantado.

 

Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 381

 





Trova do pai

9 01 2023

Embora não fosse nobre,

meu pai deixou — que nobreza —

em seu nome honrado e pobre,

minha única riqueza.

(José Corrêa Villela)





Trova da magreza

28 12 2022

De ser magro, minha gente,

não tenho — confesso — mágoa,

o rio, em sua nascente,

é também filete d’água.

(Carlos Ribeiro Rocha)