Capa da Revista St. Nicholas, de agosto de 1917, por H. Ayres.
Praia cheia, muita gente,
curtindo a bela estação;
suco gelado, sol quente,
tranquilidade. É verão.
(Argemira Fernandes Marcondes)
Praia cheia, muita gente,
curtindo a bela estação;
suco gelado, sol quente,
tranquilidade. É verão.
(Argemira Fernandes Marcondes)
“Voa um par de andorinhas, fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro… Vontade… para que esse pudor de certas palavras?… vontade de amar, simplesmente.”
Em: Canções seguido de Sapato florido e A rua dos cataventos. Mário Quintana, Alfaguara:n 2012
“Eu quase desejo que fôssemos borboletas e vivêssemos apenas três dias de verão. Três dias como estes eu poderia preencher com mais deleite do que cinquenta anos comuns poderiam conter.”
John Keats
“Há quem diga que todas as noites são sonhos
Mas há também quem diga nem todas, só as de verão
Mas no fundo isso não tem muita importância
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.”
William Shakespeare
“Minha velha avó sempre costumava dizer: amigos de verão derretem como neves de verão, mas amigos de inverno são amigos para sempre.”
George R. R. Martin
A casa amarela, 1888
Vincent Van Gogh (Holanda, 1853 – 1890)
óleo sobre tela
Museu de Van Gogh, Amsterdã
Hélio Pellegrino
Por debaixo de tudo:
diques, dunas, frontões;
Por debaixo de tudo:
nobres pedras, canais
onde remam cisnes;
Por debaixo do mundo
lavra um incêndio.
Amsterdã, 1º/1/1981
Em: Minérios Domados, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco:1993, p.39
Pastora, c. 1752
Jean-Honoré Fragonard (França, 1732–1806)
Óleo sobre tela, 118 × 160 cm
Milwaukee Art Museum, EUA
William Shakespeare
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
Tradução de Bárbara Heliodora
Em: Poemas de amor, William Shakespeare, Tradução de Barbara Heliodora, Editora Ediouro:2001
Verão, David Zolan.
“O cheiro de asfalto quente me beliscou o nariz e mudei as pernas de posição, afastando-as do calor dos tijolos. Não havia lugar algum onde se pudesse fugir do calor. Ele estava lá todos os dias, ao acordarmos, insistente e constante, pairando no ar como uma discussão inacabada. Escoava os dias das pessoas para as calçadas e os pátios e incapazes de nos contermos entre tijolos e cimento, nos derretíamos do lado de fora, trazendo conosco nossas vidas. Refeições, conversas, debates, tudo despertava, perdia as amarras e era permitido ao ar livre. Até a vila estava mudada. Rachaduras gigantes abertas no chão, cheias de grama amarela, pareciam macias e instáveis. Coisas que haviam sido sólidas e confiáveis eram agora maleáveis e duvidosas. Nada mais parecia seguro. Os laços que mantinham as coisas coesas foram destruídos pela temperatura — foi o que disse meu pai –, mas parecia mais sinistro do que isso. Parecia que a vila inteira se transformava, se distendia e tentava fugir de si mesma.”
Em: Entre cabras e ovelhas, Joanna Cannon, tradução de Celina Portocarrero, São Paulo, Editora Morro Branco:2017, p. 16-17.
Hugh Ramsey (Austrália, 1877-1906)
óleo sobre painel
Galeria de Arte da Austrália do Sul
Salvar
Ilustração de Mae Besom.
Hélio Pellegrino
Colho a sombra das coisas
sob o sol
Como quem colhe frutas
Em: Minérios Domados, poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993, p. 79.





