Imagem de leitura — Cagnaccio di San Pietro

14 06 2015

 

 

Credit: Album / akg-imagesRetrato da Sra.Vighi, 1930-1936

Cagnaccio di San Pietro

Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)

óleo sobre madeira, 103 x 72 cm

Coleção Particular





Em três dimensões: Henry Moore

11 05 2015

 

 

1024px-Henry_Moore_-_Two_Piece_Reclining_Figure_5_-_KenwoodFigura recostada em duas peças nº 5, 1964

Henry Moore (GB, 1898-1986)

Bronze

Kenwood House Gardens, Londres

 

 





Imagem de leitura — David Park

5 04 2015

 

David Park, (EUA,1911-1960) mulher lendo,1957, ost, 111x 97cmMulher lendo, 1957

David Park (EUA, 1911-1960)

óleo sobre tela, 111 x 97 cm





Imagem de leitura — Albano Vitturi

23 03 2015

Albano Vitturi (Itália,) Album de guerra, 1922, ostÁlbum de guerra, 1922

Albano Vitturi (Itália, 1888-1968)

óleo sobre tela, 75 x 80 cm

Coleção Particular





Nomes e apelidos… texto de Pedro Nava

4 03 2015

 

 

DÉCIO RODRIGUES VILLARES, Retrato de senhora, 1889, mnbaRetrato de Senhora, 1889

Décio Rodrigues Villares (Brasil , 1851-1931)

óleo sobre tela

Museu Nacional de Belas Artes, RJ

 

 

Há uma propaganda de carro na televisão no momento lembrando que devemos ter orgulho do nosso nome, que ele nos faz únicos!  Será?  Será que é sempre assim?  Lembrei-me desse trecho das memórias de Pedro Nava.

 

 

“A irmã mais moça de meu pai recebera, em lembrança de certa tia e madrinha de meu avô paterno, nome absolutamente igual ao desta antepassada: Maria Euquéria Nava.  Além disso, quando ela nasceu, era tão mofina e miúda que o tio Itriclio, ao vê-la no primeiro banho, dissera logo que aquilo não era gente. Isto é um belisco… E a menina, além de Euquéria, teve de arcar com o apelido que pegara e Belisco ficou sendo. O Euquéria, ela rifou ao assinar o registro de casamento. O Belisco, depois, quando, com muita paciência e muito jeito, ela conseguiu modificá-lo no Bibi com que morreu. Tia Bibi. Delicada, reservada, discreta criatura. ”

 

Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, p. 338.

 

Tenho alguns casos na família semelhantes a esse. E você?





Em três dimensões: Tomie Ohtake

13 02 2015

 

 

ondas-escultura-de-tomie-ohtake-na-avenida-23-de-maio-em-sao-paulo-1351710339365_615x470-thumb-800x611-49851Ondas, 1988

[comemoração dos 80 anos de imigração japonesa]

Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913-2015)

Concreto armado e pintado, 40 m de comprimento

Avenida 23 de Maio, São Paulo

Patrocinada e construída  pela Método Engenharia, SP

Governo Municipal de São Paulo

 

I357031M

1127





Domingo, um passeio no campo!

8 02 2015

Diva Grassmann (Brasil, 1928) Caminhada, 1980, ost, Pinacoteca Prefeitura de São Bernardo do Campo, SPCaminhada, 1980

Diva Grassmann (Brasil, 1928)

óleo sobre tela

Pinacoteca da Prefeitura de São Bernardo do Campo





O Carnaval de Pedro Nava

3 02 2015

 

 

J. Carlos Paratodos 01Arlequim e Colombina, 1927

Capa da Revista Para Todos,26 de fevereiro de 1927

J. Carlos (Brasil, 1884-1950)

 

 

“Água não era só de chuva e de enchente. Mais abundante era a dos entrudos.  Carnaval. Passavam uns escassos mascarados, dominós de voz fina, diabinhos com que o Benjamim Rezende se divertia arrancando o rabos, quebrando os chifres. O Paulo Figueiredo, encantando minha avó com seu Pierrot  recamado de lantejoulas. Os primeiros lança-perfumes — Vlan e o Rodo. Mas o bom mesmo era o entrudo. Havia instrumentos aperfeiçoados para jogar água, como os relógios, assim chamados  porque esses recipientes imitavam a forma de um relógio fechado, com dois tampo metálicos flexíveis que, quando apertados, deixavam air um delicado esguicho de água perfumada. Havia de todos os tamanhos, desde os pequeninos, que vinham no bolso, aos enormes, que ficavam no chão e eram acionados com o pé. Havia os revólveres — seringas que imitavam a forma da arma — cano metálico e o cabo de borracha que se apertava, apontando quem se queria molhar. Os limões de todos os tamanhos e de todas as cores que eram preparados com semanas  de antecedência e em enorme quantidade. Continham água de cheiro, água pura, água colorida, mas os que caíam da sacada do Barão vinham cheios de água suja, de tinta, de mijo podre. Desciam ao mesmo tempo que as cusparadas das moças.  Além dos relógios, dos revólveres, dos limões, eram mobilizadas todas as seringas de clister e improvisados seringões com gomos de bambu. Todos os pontos estratégicos da casa eram ocupados com jarras, baldes, latas e bacias para esperar os atacantes. Porque havia os assaltos de porta a porta.  Éramos investidos pelos Pinto de Moura e depois do combate, já encharcados, confraternizávamos, para atacar a casa dos Gonçalves.  Logo depois já era um grupo maior que avançava sobre as fortalezas fronteiras dos Couto e Silva e do tio Chiquinhorta, onde nos esperavam valorosamente o Antonico e o Mário Horta. Meu pai comandava a refrega protegido nas dobras de um vasto macfarlane, cujas asas davam-lhe gestos de pássaro gigante. Acabava tudo numa inundação de vinho-do-porto, para rebater e cortar o frio. À noite meu Pai penava com asma…”

Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, p. 261-62.





Imagem de leitura — Pere Ysern y Alié

28 12 2014

 

ysern-y-alie-pedro

Retrato de mulher, s.d.

Pere Ysern y Alié (Espanha, 1875-1946)

óleo sobre tela

Coleção Particular





A memória, desafio # Poemaday dia 2

2 12 2014

 

 

1954.031Sol da manhã, 1952
Edward Hopper (EUA, 1882-1967)
Óleo sobre tela
Columbus Museum of Art, Oh, EUA

 

Memória

 

Ladyce West

 

A memória te data,
Te mata,
Retrata
No passado
Sempre presente.
A memória,
Pingente fluido
Da mente.
Enevoada,
Idealizada.
Mente.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014