Retrato da Sra.Vighi, 1930-1936
Cagnaccio di San Pietro
Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)
óleo sobre madeira, 103 x 72 cm
Coleção Particular
Retrato da Sra.Vighi, 1930-1936
Cagnaccio di San Pietro
Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)
óleo sobre madeira, 103 x 72 cm
Coleção Particular
Figura recostada em duas peças nº 5, 1964
Henry Moore (GB, 1898-1986)
Bronze
Kenwood House Gardens, Londres
Albano Vitturi (Itália, 1888-1968)
óleo sobre tela, 75 x 80 cm
Coleção Particular
Décio Rodrigues Villares (Brasil , 1851-1931)
óleo sobre tela
Museu Nacional de Belas Artes, RJ
Há uma propaganda de carro na televisão no momento lembrando que devemos ter orgulho do nosso nome, que ele nos faz únicos! Será? Será que é sempre assim? Lembrei-me desse trecho das memórias de Pedro Nava.
“A irmã mais moça de meu pai recebera, em lembrança de certa tia e madrinha de meu avô paterno, nome absolutamente igual ao desta antepassada: Maria Euquéria Nava. Além disso, quando ela nasceu, era tão mofina e miúda que o tio Itriclio, ao vê-la no primeiro banho, dissera logo que aquilo não era gente. Isto é um belisco… E a menina, além de Euquéria, teve de arcar com o apelido que pegara e Belisco ficou sendo. O Euquéria, ela rifou ao assinar o registro de casamento. O Belisco, depois, quando, com muita paciência e muito jeito, ela conseguiu modificá-lo no Bibi com que morreu. Tia Bibi. Delicada, reservada, discreta criatura. ”
Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, p. 338.
Tenho alguns casos na família semelhantes a esse. E você?
[comemoração dos 80 anos de imigração japonesa]
Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913-2015)
Concreto armado e pintado, 40 m de comprimento
Avenida 23 de Maio, São Paulo
Patrocinada e construída pela Método Engenharia, SP
Governo Municipal de São Paulo
Diva Grassmann (Brasil, 1928)
óleo sobre tela
Pinacoteca da Prefeitura de São Bernardo do Campo
Capa da Revista Para Todos,26 de fevereiro de 1927
J. Carlos (Brasil, 1884-1950)
“Água não era só de chuva e de enchente. Mais abundante era a dos entrudos. Carnaval. Passavam uns escassos mascarados, dominós de voz fina, diabinhos com que o Benjamim Rezende se divertia arrancando o rabos, quebrando os chifres. O Paulo Figueiredo, encantando minha avó com seu Pierrot recamado de lantejoulas. Os primeiros lança-perfumes — Vlan e o Rodo. Mas o bom mesmo era o entrudo. Havia instrumentos aperfeiçoados para jogar água, como os relógios, assim chamados porque esses recipientes imitavam a forma de um relógio fechado, com dois tampo metálicos flexíveis que, quando apertados, deixavam air um delicado esguicho de água perfumada. Havia de todos os tamanhos, desde os pequeninos, que vinham no bolso, aos enormes, que ficavam no chão e eram acionados com o pé. Havia os revólveres — seringas que imitavam a forma da arma — cano metálico e o cabo de borracha que se apertava, apontando quem se queria molhar. Os limões de todos os tamanhos e de todas as cores que eram preparados com semanas de antecedência e em enorme quantidade. Continham água de cheiro, água pura, água colorida, mas os que caíam da sacada do Barão vinham cheios de água suja, de tinta, de mijo podre. Desciam ao mesmo tempo que as cusparadas das moças. Além dos relógios, dos revólveres, dos limões, eram mobilizadas todas as seringas de clister e improvisados seringões com gomos de bambu. Todos os pontos estratégicos da casa eram ocupados com jarras, baldes, latas e bacias para esperar os atacantes. Porque havia os assaltos de porta a porta. Éramos investidos pelos Pinto de Moura e depois do combate, já encharcados, confraternizávamos, para atacar a casa dos Gonçalves. Logo depois já era um grupo maior que avançava sobre as fortalezas fronteiras dos Couto e Silva e do tio Chiquinhorta, onde nos esperavam valorosamente o Antonico e o Mário Horta. Meu pai comandava a refrega protegido nas dobras de um vasto macfarlane, cujas asas davam-lhe gestos de pássaro gigante. Acabava tudo numa inundação de vinho-do-porto, para rebater e cortar o frio. À noite meu Pai penava com asma…”
Em: Baú de Ossos: memórias, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, p. 261-62.
Sol da manhã, 1952
Edward Hopper (EUA, 1882-1967)
Óleo sobre tela
Columbus Museum of Art, Oh, EUA
Ladyce West
A memória te data,
Te mata,
Retrata
No passado
Sempre presente.
A memória,
Pingente fluido
Da mente.
Enevoada,
Idealizada.
Mente.
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014