Andorinhas, ilustração francesa.
Se acaso eu fosse rainha,
dava a você meu reinado;
e se fosse uma andorinha,
o meu ninho no telhado.
(Colombina)
Andorinhas, ilustração francesa.Se acaso eu fosse rainha,
dava a você meu reinado;
e se fosse uma andorinha,
o meu ninho no telhado.
(Colombina)
Luar, ilustração de Christine Barnes.
A lua, pelo céu, passeia airosa,
A copa do arvoredo prateando,
E passando entre as folhas, sobre o lago,
Um poema de rendas vai bordando.
(Maria Thereza de Andrade Cunha)
Observe bem a rua,
Quando for atravessar,
Pois os freios do automóvel
Às vezes podem falhar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Gato com bola
Vicente Do Rego Monteiro (Brasil, 1899-1970)
óleo sobre tela, 65 X 80 cm
Marina Colasanti
No alto do muro
pulando no escuro
miando no mato
entrando em apuro
é o gato, seguro.
De antigo passado
e jeito futuro
movimento puro
ar sofisticado
é o gato, de fato.
Só pode ser gato
esse bicho exato
acrobata nato
que só cai de quatro.
Ilustração Tom Lowell.
Depois da falsa meiguice
e dos falsos beijos seus,
“Adeus”; de graça, ela disse,
e eu disse: – Graças a Deus!
(Hegel Pontes)
Ilustração na Revista Collier’s de 1951.
Embora dela me esquive,
a saudade, tão ladina,
tem manhas de detetive,
e me espreita … em cada esquina…
(Élbea Priscila de Sousa e Silva)
O navio cheio de bananas
Lêdo Ivo
Paisagem; maresia
azul e bananais!
No porão do navio,
o ouro dos litorais.
Fruto de um paraíso
de mormaço, num alvo
formigueiro de sal
entre negros trapiches.
O horizonte derrama
cal entre as bananeiras.
São roupas de operários,
Cantos de lavadeiras.
Como as bananas verdes
à luz do carbureto
logo ficam maduras
quaradas pelo sol
de uma falsa estação,
assim este cargueiro
esplende, no terral,
seu cacheado tesouro.
E o panorama é de ouro.
E o dia sabe a sal.
Ilustração Blanche Wright.
Quem espera, sempre alcança…
Alcançarás, tu, que és forte:
na vida – eterna esperança…
sossego – depois da morte..
(Maria Thereza de Andrade Cunha)
Pato Donald pede um café © Walt DisneyRibeiro Couto
Sabor de antigamente, sabor de família
Café que foi torrado em casa,
Que foi feito no fogão de casa com lenha do mato de casa.
Café para as visitas de cerimônia,
Café para as visitas de intimidade,
Café para os desconhecidos, para os que pedem pousada, para toda gente.
Café para de manhã, para de tardinha, para de noite,
Café para todas as horas do riso ou da pena,
Café para as mãos leais e os corações abertos,
Café da franqueza inefável,
Riqueza de todos os lares pobres,
Na luz hospitaleira do Brasil.
Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 50
Ilustração de Margret Boriss.
A mentira é sonho lindo
neste meu mundo encantado.
Sonhando, minto dormindo,
mentindo, sonho acordado.
(Sinval Emílio da Cruz)