Ilustração anônima, década de 1960.
O parafuso anda cheio,
pois tem o corpo enrolado,
cabeça partida ao meio,
e vive sendo apertado.
(Izo Goldman)
Ilustração anônima, década de 1960.
O parafuso anda cheio,
pois tem o corpo enrolado,
cabeça partida ao meio,
e vive sendo apertado.
(Izo Goldman)
Ilustração de Dudovich.
Do meu coração me espanto!
O amor só me deu pesar,
como tendo amado tanto
tenho ainda amor para dar?!…
(Gilka Machado)
Antigo cartão postal.
Meu Deus, que coisa mais triste
ver uma rosa murchar!
– Que pena, esta vida insiste
em tudo modificar!
(Elza Capanema Leitão)
Pipa conversa com passarinho, ilustração de Maurício de Sousa.
Não invejo o passarinho,
livre e alegre na amplidão.
Vivo preso ao teu carinho,
e sou feliz na prisão…
(Almeida Corrêa)
Ilustração Henry Clive.
Há celulares à farta,
i-phone, computador…
Mas nada se iguala à carta
para os recados de amor!
(A. A. de Assis)
Cascão sonha com porquinhos, ilustração de Maurício de Sousa.
A mentira é sonho lindo
neste meu mundo encantado.
Sonhando, minto dormindo,
mentindo, sonho acordado.
(Sinval Emílio da Cruz)
Meia fujona, ilustração.
Meus achados e perdidos
trazem de volta passados
que imaginava esquecidos
e, até, talvez… sepultados.
(João Freire Filho)
Ser seu amigo é um valor
que para mim não compensa,
para quem deseja o amor,
a amizade é quase ofensa.
(Arlindo Tadeu Hagen)
Ilustração Phyllis M. Purser.
Tão lindas, de várias cores,
vivem na terra e no ar:
as borboletas são flores
que aprenderam a voar.
(Edmilson Ferreira Macedo)
Ilustração John La Gatta, 1940.
Fico em teus braços… depois
rogo a Deus mais uma vez
que o segredo de nós dois
fique só entre nós três.
(Cezário Brandi Filho)
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