Quadrinha sobre a medida do amor!

4 01 2010

peso

Ilustração, Maurício de Sousa.

Por que será que, na vida,

por que será, meu senhor,

não foi criada a medida

capaz de medir o amor?

(Luiz Evandro Innocêncio)





Quadrinha filosófica

3 01 2010

choro 6

Ilustração, Maurício de Sousa.

Cada um tem sua sorte

pelo destino traçado,

mas não há ninguém tão forte

que nunca tenha chorado.

(Rômulo Cavalcante Mota)





Quadrinha dos olhos negros

3 01 2010

menina com flores azuis-julie-ann-bowdenIlustração, Julie Ann Bowden.

 

Olhos negros, cismadores…

Olhos de intenso brilhar.

Olhos que falam de amores

e vivem sempre a sonhar.

(Therezinha Radetic)





Soneto de Natal, José Albano

23 12 2009

 

Cartão Postal, Europa oriental, década de 1950.

SONETO

                                                                                 José Albano

Bom Jesus, amador das almas puras,

Bom Jesus, amador das almas mansas,

De ti vêm as serenas esperanças,

De ti vêm as angélicas doçuras.

Em toda parte vejo que procuras

O pecador ingrato e não descansas,

Para lhe dar as bem-aventuranças

Que os espíritos gozam nas alturas.

—-

A mim, pois, que de mágoa desatino

E, noite e dia, em lágrimas me banho,

Vem abrandar o meu cruel destino.

—-

E, terminado este degredo estranho,

Tem compaixão de mim, Pastor Divino,

Que não falte uma ovelha ao teu rebanho!

—-

José de Abreu Albano (Brasil, CE, 1882 — França, 1923).  Católico fervoroso, eruditíssimo, de temperamento explosivo e comportamento extraordinário.  Pouco publicou em vida, e sua obra, pequenina no tamanho, mas grandíssima no valor, permaneceria desconhecida do grande público, não fosse a edição de sua obra pelo poeta Manuel Bandeira em 1948.

Obras:

Rimas de José Albano: Redondilhas (1912),

Rimas de José Albano – Alegoria (1912)

Rimas de José Albano – Cançam a Camoens (1912)

Ode à Língua Portuguesa (1912)

Comédia Angelica de José Albano (1918),

Four sonets by José Albano, with Portuguese prose-translation (1918)

Antologia Poética de José Albano (1918)





O Natal das crianças, quadrinha.

23 12 2009

Feliz Natal, cartão de Natal, França, 1910-1915.

 

—-

 

Deus na Terra… Eis o Natal!
Repicam sinos… Festanças…
Feriado nacional          
no coração das crianças!

 

(J. G. de Araújo Jorge)





Natal, poema de Auta de Sousa

21 12 2009

 

NATAL

                                                                      Auta de Sousa

É meia noite … O sino alvissareiro,

Lá da igrejinha branca pendurado,

Como num sonho místico e fagueiro,

Vem relembrar o tempo do passado.

 —-

Ó velho sino, ó bronze abençoado,

Na alegria e na mágoa companheiro!

Tu me recordas o sorrir primeiro

De menino Jesus imaculado.

 —–

E enquanto escuto a tua voz dolente,

Meu ser que geme dolorosamente

Da desventura, aos gélidos açoites …

 —-

 

Bebe em teus sons tanta alegria, tanta!

Sino que lembras uma noite santa,

Noite bendita mais que as outras noites!

—-

 

 

Auta de Souza (Macaíba, 12 de setembro de 1876 — Natal, 7 de fevereiro de 1901) foi uma poetisa brasileira.  Considerada a a maior poetisa mística do Brasil.

Obras:

Horto, 1900





Quadrinha sobre o Natal

21 12 2009

Adoração dos Reis Magos.

Cartão Postal da Polônia, sem data.

Pratique o bem, ore e peça
por teus irmãos em vigília:
Natal com Cristo começa
em nós, no lar, na família!

(Antônio Vogel Spanemberg)





Trova: Natal é esperança.

19 12 2009

 

Anjinhos semeam estrelas, cartão de Natal, Inglaterra, sem data.

Natal… e a gente acredita
num mundo menos atroz
porque a esperança bendita
renasce dentro de nós.

 

(Newton Vieira)





Poesia de Natal de Vinícius de Moraes

18 12 2009

Presépio, autor desconhecido.

Natal

——

                                                       Vinicius de Moraes

—–

De repente o sol raiou

E o galo cocoricou:

—–

— Cristo nasceu!

—-

O boi, no campo perdido

Soltou um longo mugido:

— Aonde? Aonde?

—-

Com seu balido tremido

Ligeiro diz o cordeiro:

—-

— Em Belém! Em Belém!

—-

Eis senão quando, num zurro

Se ouve a risada do burro:

—-

— Foi sim que eu estava lá!

—–

E o papagaio que é gira

Pôs-se a falar: — É mentira!

—–

Os bichos de pena, em bando

Reclamaram protestando.

—–

O pombal todo arrulhava:

— Cruz credo! Cruz credo!

—-

Brava

A arara a gritar começa:

—–

— Mentira! Arara. Ora essa!

—-

— Cristo nasceu! canta o galo.

— Aonde? pergunta o boi.

—-

— Num estábulo! — o cavalo

Contente rincha onde foi.

Bale o cordeiro também:

—-

— Em Belém! Mé! Em Belém!

—-

E os bichos todos pegaram

O papagaio caturra

E de raiva lhe aplicaram

Uma grandíssima surra.

—-

——

Marcus VINÍCIUS da Cruz DE Melo e MORAES (RJ 1913-RJ 1980), diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Livros:

O caminho para a distância (1933)

Forma e exegese (1935)

Ariana, a mulher (1936)

Novos Poemas (1938 )

Cinco elegias (1943)

Poemas, sonetos e baladas (1946)

Pátria minha (1949)

Antologia Poética (1954)

Livro de Sonetos (1957)

Novos Poemas (II) (1959)

Para viver um grande amor (crônicas e poemas) (1962)

A arca de Noé; poemas infantis (1970)

Poesia Completa e Prosa (1998 )





Quadrinha de Natal, com pedido a Papai Noel

18 12 2009

Papai Noel com brinquedos e árvore.

Cartão Postal Alemão, década de 1890.

Papai Noel, por favor,
do Natal afasta os medos,
e coloca mais amor
no meio dos teus brinquedos!

(Delcy Rodrigues Canales)