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Gastão Formenti (Brasil, 1894-1974)
óleo sobre tela, 26 x 42 cm
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Francesco Netti (Itália, 1832-1894)
óleo sobre tela, 54 x 44 cm
Pinacoteca di Bari, Itália
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Irving Ramsey Wiles (EUA, 1861-1948)
óleo sobre tela, 38 x 44 cm
Coleção Particular
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Cristina Jaco (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 40 x 50 cm
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Henriqueta Lisboa
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Boizinho de olhos cansados
boizinho de olhos compridos
sentado nas quatro patas
numa curva do caminho.
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Os carros subindo o morro
(boizinho agora se lembra)
cantavam — ou era um choro?
Mas isso foi no outro tempo.
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Em: Nova Lírica, Henriqueta Lisboa, Belo Horizonte, Imprensa Oficial: 1972, p.36
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Pedro Lira (Chile, 1846-1912)
óleo
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Pedro Lira (Chile, 1846-1912) dividiu a sua carreira entre a produção de pinturas notáveis e o trabalho de melhorar a qualidade das artes plásticas no Chile. Era de família abastada. Estudou em Santiago no Instituto Nacional e, aos 16 anos, inscreveu-se na Academia de Pintura, que na época estava sob a direção do artista de origem italiana Alejandro Cicarelli. Além de estudar pintura, também se formou em Direito pela Universidade Nacional. Mas decidiu dedicar-se exclusivamente à pintura. Em 1865, começou a treinar sob a direção do paisagista Antonio Smith. Smith foi influente na primeira fase da carreira de Lira, principalmente nas paisagens. Em 1873, Pedro Lira mudou-se para Paris continuando seus estudos artísticos, onde permaneceu até 1884.
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Velho chafariz colonial de Vassouras, s/d
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre madeira, 35 x 27 cm
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Jan Catharinus Adriaan Goedhart(Holanda, 1893 – 1975)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Coleção Particular
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Flora Figueiredo
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Tem um lugar no meu quarto
em que a luz não entra.
Tudo que se tenta
não dá certo.
Em vão tirar telha,
abrir janela,
furar o teto.
Postou-se ali um escuro
soturno e quieto,
recentemente diagnosticado.
É uma fração de passado
que o tempo não leva
para não rever fatos,
e que a vida ceva
porque é da vida conservar mandatos.
Para que o escuro seja então cassado,
é preciso um clarão qualificado,
capaz de sorvê-lo em sucção;
que durante o processo de deglutição
use artimanha,
até transformá-lo em cavidade.
É nesse vão que vai florar felicidade,
parida da entranha do bicho-papão.
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Em: Amor a céu aberto, Flora Figueiredo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1992, p. 101.