Rio de Janeiro, cidade olímpica!

22 07 2016

 

 

THIAGO CASTRO - Albamar - ost - 38 x 55Albamar

Thiago Castro (Brasil, 1984)

acrílica sobre tela, 38 x 55 cm

http://www.thiagocastro.rio

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Domingo, um passeio no campo!

17 07 2016

 

 

DOMINGOS GARCIA Y VASQUEZ - Paisagem - Têmpera sobre papel - 17 x 22Paisagem

Domingos Garcia y Vasquez (Espanha/Brasil, 1859-1912)

têmpera sobre papel, 17 x 22 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

15 07 2016

 

 

Linda Valente, O Cara do Mate, 2010, ast, 200x150cmO cara do mate, 2010

Linda Valente (Brasil, 1982)

acrílica sobre tela, 200 x 150 cm





Do silêncio, texto de José Eduardo Agualusa

12 07 2016

 

329px-Lucien_Lévy-Dhurmer_-_Le_Silence_-_Google_Art_ProjectO silêncio, 1895

Lucien Lévy-Dhurmer (França, 1865-1953)

Pastel, 59 x 29 cm

Musée d’Orsay

 

 

 

“O Silêncio.

Não, os silêncios.

Poderia escrever um breve ensaio sobre o silêncio. Ou antes, um catálogo de silêncios para a boa ilustração dos surdos.

1 – O silêncio que precede as emboscadas;

2 – O silêncio no instante do pênalti;

3 – O silêncio de uma marcha fúnebre;

4 – O silêncio de girassóis;

5 – O silêncio de Deus depois dos massacres;

6 – O silêncio de uma baleia agonizando na praia;

7 – O silêncio das manhãs de domingo numa pequena aldeia do interior do Alentejo;

8 – O silêncio da picareta que matou Trotsky;

9 – O silêncio da noiva antes do sim.

Etc.

Há silêncios plácidos e outros convulsos. Silêncios alegres e outros dramáticos. Há aqueles que cheiram a incenso, e os que tresandam a estrume. Há os que sabem intensamente a goiabas maduras; os que se guardam no bolso interior do casaco, juntamente à fotografia do filho morto; os que andam nus pelas ruas; os silêncios arrogantes e os que pedem esmola.”

 

 

Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.82-3.





Palavras para lembrar — Stendhal

10 07 2016

 

 

Isaac Grünewald (Suécia, 1889 - 1946) LendoLendo

Isaac Grünewald (Suécia, 1889 – 1946)

óleo sobre tela

 

 

“Um romance é como um arco, a caixa do violino que lhe dá os sons é a alma do leitor.”

 

 

Stendhal

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Os retratos de Fatita de Matos, texto de José Eduardo Agualusa

9 07 2016

 

Pintura de Di Cavalcanti menina lendo, ost, 1970Menina lendo, 1970

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre teça

 

 

Fatita de Matos, a amante infeliz

 

Na ampla sala de visitas de Fatita de Matos, Mana Fatita, como é mais conhecida, na Restinga do Lobito há cinco retratos a  óleo, com um metro por 1,5 metro. Em todos eles Fatita de Matos está sentada no mesmo cadeirão de verga, quase em idêntica posição, com um livro no regaço. A primeira tela foi pintada em 1946. Fatita tem vinte anos, ainda é virgem, e está a ler Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco. Na segunda tem trinta anos, quatro filhos ilegítimos, e está a ler Amor de perdição. Na terceira tem quarenta anos, veste de preto pela morte do filho mais novo, e está a ler Amor de perdição.  Na quarta tela tem cinquenta anos, sete netos, e continua a ler Amor de perdição. Finalmente na quinta tela, tem sessenta anos, 12 netos, três bisnetos, e está a ler Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Márquez. Todas as telas são de sua autoria.

 

Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.71

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Luanda, texto de José Eduardo Agualusa

5 07 2016

 

 

ArleteMarquesDosuordomeurostoDo suor do meu rosto

Arlete Marques (Angola, contemporânea)

 

 

“Luanda. Ou Lua, como é conhecida na intimidade. Também Loanda. Literariamente: Luuanda (veja-se Luandino Vieira). De seu nome completo, São Paulo da Assunção de Luanda, foi fundada em 1575 por Paulo Dias de Novais. Vinte anos mais tarde chegaram à nova urbe as 12 primeiras mulheres brancas, que logo arranjaram noivos e casaram e tiveram filhos. Em 1641 a cidade foi ocupada pelos holandeses, os quais saíram a toque de caixa, apenas sete anos depois. A 15 de agosto de 1648 uma tropa carnavalesca de brancos, negros e índios, trazida até África nos galeões do imensamente próspero latifundiário e escravocrata carioca, não obstante natural de Cádiz, em Espanha, Salvador Correia de Sá e Benevides, desembarcou em Luanda. Iludidos por uma série de manobras audaciosas de Correia de Sá, mais de mil soldados holandeses renderam-se, abandonando duas fortalezas praticamente intactas  a um exército exausto de menos de seiscentos homens.

Começou dessa forma uma esplêndida confusão de raças, línguas, sotaques, apitos, buzinas e atabaques, que, com o passar dos séculos, mais não fez do que aprimorar-se. O caos engendrando um caos maior.

Hoje, misturam-se pelas ruas de Luanda o umbundo oblongo dos ovimbundos. O lingala (língua que nasceu para ser cantada) e o francês arranhado do regrês. O português afinado dos burgueses. O surdo português dos portugueses. O raro quimbundo das derradeiras bessanganas. A isto junte-se, com os novos tempos, uma pitada do mandarim elíptico dos chineses, um cheiro a especiarias do árabe solar dos libaneses; e ainda alguns vocábulos em hebreu ressuscitado, colhidos sem pressa nas manhãs de domingo, em alguns dos mais sofisticados bares da ilha. Mais o inglês, em tons sortidos, de ingleses, americanos e sul-africanos. O português feliz dos brasileiros. O espanhol encantado de um ou outro cubano que ficou para trás.”

 

Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.43-44

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Nossas cidades: Alcântara

4 07 2016

 

 

Ivan Maruetti, Vista da Praça, óleo s tela, 1983,  tit., sit. Alcântara, n. 83,,45 x 60 cmAlcântara, vista da praça, 1983

Ivan Marquetti (Brasil, 1941-2004)

óleo sobre tela, 45 x 60 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

1 07 2016

 

 

Jorge Vieira, Marina da Glória, ost,46x61Marina da Glória

Jorge Vieira (Brasil, 1974)

óleo sobre tela, 46 x 61 cm





Nossas cidades: Conservatória, RJ

27 06 2016

 

 

JoséMaria de Almeida,Conservatoria, ost, 50x69cm, 1960Conservatória, 1960

José Maria de Almeida (Portugal/Brasil 1906-1995)

óleo sobre tela, 50 x 69 cm