Imagem de leitura — David Laity

15 01 2012

Pensamentos pecaminosos ( A história de O)
David Laity (Austrália, 1958)
Óleo sobre tela colado em madeira
180 x 150 cm
http://www.metrogallery.com.au/exhibitions/28

David Laity é um pintor australiano, nascido em 1958 em Benalla, no estado de Victoria.   Mora e trabalha em Melbourne.  Começou sua carreira artística como cartunista e teve sua própria história em quadrinhos, Rat Race, publicada em jornal diário de 1984 a 1987.  Durante esse período o cartunista autodidata teve aulas de desenho em Melbourne.  Logo depois disso passou a exibir seus trabalhos em galerias em Melbourne  com exposições individuais.  Hoje é um artista conhecido internacionalmente.





Imagem de leitura — iluminura de 1540

14 01 2012

Henry VIII como Rei Davi (c. 1540)

Iluminura

Na exposião de manuscritos reais da Biblioteca Britânica. [The British Library]

A exposição da qual essa iluminura faz parte estará na Biblioteca Britânica até 13 de março de 2012.  Quem por um acaso estiver em Londres, não deve perder esta oportunidade.  Veja detalhes:  The Guardian





O pintor de letreiros, de R. K. Narayan, o conflito entre o novo e o velho

14 01 2012

Dia de feira, s/d
G. D. Thyaga Raj ( Índia, 1922-1981)
aquarela

Foi com grande prazer que descobri, no final do ano passado, o lançamento do romance O pintor de letreiros, de R. K. Narayan (Índia, 1906-2001), publicado pela Editora Guarda-Chuva:2011.   A apresentação de Narayan ao público brasileiro era devida e necessária.  Sua obra já está alinhada entre os clássicos da literatura indiana assim como da literatura de língua inglesa.  [Para ilustrar, a minha edição desse romance, em inglês – The Painter of Signs ––  foi publicada pela Penguin, coleção Clássicos do século XX, em 1982], tal é sua importância.

Muito de sua obra me atrai, mas principalmente o fato de não haver respostas aos problemas apresentados, não haver soluções fáceis.  Os romances de Narayan têm a característica de apresentarem no cotidiano, enfrentados por pessoas comuns, moradoras da fictícia Malgudi — um vilarejo que cresce, cresce até formar uma pequena cidade, isso através de volumes de sua obra –  e terminarem sem respostas fáceis.  Narayan é um daqueles escritores indianos formados na época em que a Índia ainda fazia parte da Comunidade de Nações Britânicas.  Sente-se em sua narrativa o contato íntimo com o melhor da literatura inglesa.   Entre essas características está o descrever de um todo, de um problema complexo, às vezes até político-social, pelos conflitos e resoluções de personagens menores,  mas que no final são quem realmente irão resolver, no dia a dia de suas fainas,  as mudanças necessárias para uma solução aceitável.  É o indivíduo, o homem comum, com todas as suas idiossincrasias que aparece agindo pelo todo.   É como se os romances fossem a respeito de nada, porque não há eventos, ações,  momentos grandiosos.  Não há heróis, nem grandes conquistas. Tudo parece muito corriqueiro e diário, mesmo quando se trata de uma mudança de grandeza social.  É com o homem comum, com a pessoa de pequeno porte, a formiguinha trabalhadora e mantenedora dos princípios sociais, religiosos e morais, é através desses personagens, tomando pequenas decisões, que  o romance e os leitores  se transformam.


E é o humor de Narayan que serve de porta de entrada ao nosso mundo e nos transforma. Com uma narrativa irônica e bem-humorada vemos, em O pintor de letreiros, as dificuldades de Raman.  Participamos de suas dúvidas, de seus anseios e principalmente de sua incompreensão a respeito da mulher amada.  Isso porque solteiro inveterado, na terceira década de vida, esse pintor de cartazes, educado na universidade, vê sua existência como exemplo de um ser pensante de uma racionalidade quase cartesiana.  Mas em seu destino aparece Daisy, a moderna, independente jovem trabalhadora que, com zelo missionário, tenta educar, persuadir e revolucionar os habitantes de pequenas cidades e vilarejos a usarem de planejamento familiar para controlar com sucesso os números do crescimento populacional da Índia.  Esta é a vida moderna.  A Índia de hoje.  Raman, não tem dificuldade nenhuma em aceitá-la.  Apaixona-se por ela… Moderna, instigante, livre, dedicada e inescrutável. Mas será que ela se apaixonaria também por alguém tão pouco fervoroso sobre o futuro?

Em casa, Raman tem o exemplo de outra nação.  Lá está diariamente sua tia, que dedicou toda sua vida à educação e ao crescimento de Raman emocional e intelectual, que se sacrificou pela família, pelos valores  e pela memória dos antepassados.  Com suas idas diárias ao templo, sua comida em forno de barro, com suas  histórias do passado, ela é o mundo de onde ele veio, a Índia com toda a tradição cultural milenar.  Preso entre dois amores, seu mundo desaba, não sem antes termos deliciosos momentos de humor e ironia na trama.

R. K. Narayan

Narayan nos dá a dimensão precisa das mudanças que ocorrem na Índia da década de 1970, quando por esforço governamental de grande magnitude, a necessidade de controle da natalidade foi colocada em destaque.  Ele nos mostra como a tradicional cultura indiana recebe essas mudanças.  São abordados assuntos complexos tratado numa linguagem clara, límpida, sem rebuscados artifícios.  Justamente por isso conseguimos pensar na complexidade de pequenas decisões diárias que afetam ou são afetadas pelo todo.   O charme de O pintor de letreiros é característico do autor: não está na trama – que é de uma simplicidade quase ingênua – mas nos retratos dos personagens, nas descrições que nos levam de início ao fim, às vezes com um tênue sorriso nos lábios, ocasionalmente um riso comedido e espontâneo, até o fim da leitura.

A publicação em português está excelente.  Vale a pena enriquecer as suas férias, os seus dias de verão, com essa leitura leve e significativa de um clássico autor indiano.





Imagem de leitura — Oscar Pereira da Silva

13 01 2012

Leitura, 1937

Oscar Pereira da Silva ( Brasil, 1867 — 1939 )

óleo sobre tela

Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidelis, no estado do Rio de Janeito em 1867.  Foi pintor e professor. Ganhou em 1887, no último em que cursou a Academia Imperial das Belas Artes no Rio de Janeiro, o prêmio de viagem à Europa.  Ficou em Paris e 1889 a 1896. Lá prosseguiu seus estudos com Bonnat e Léon Gerôme.  Voltando ao Brasil fixou-se em São Paulo.  Conquistou no SPBA a grande medalha de ouro em 1933 e o segundo prêmio Prefeitura de São Paulo em 1936.  Faleceu em 1939 em São Paulo.





Imagem de leitura — Anna Sahlstén

12 01 2012

Mulher lendo à janela, 1893

Anna Sahlstén (Finlândia, 1859-1931)

óleo sobre tela





Imagem de leitura — Susan Dorothea White

10 01 2012

O professor inspirado, 1992

Susan Dorothea White  (Austrália, 1941)

acrílica sobre madeira, 120 x 120 cm

http://www.susandwhite.com.au/

Susan Dorothea White nasceu em Adelaide, Australia em 1941.  Cresceu como a menina entre dois irmãos, no seio de uma família dotada de habilidades artísticas, ainda que como hobbies: mãe pintava em aquarelas, pai era fotográfo de fim-de-semana, avô também era aquarelista.  Sua inclinação para as artes visuais foi bem vinda, em 1959, começou seus estudos na South Australian School of Art (SASA) em Adelaide.  Sua primeira exposição veio em 1962. Morou na Alemanha no final da década de 70 .





Imagem de leitura — Carlos Alvarez de las Heras

9 01 2012

Mulher lendo, s/d

Carlos Alvarez de las Heras (Espanha, 1982)

www.alvarezdelasheras.com

Carlos Alvarez las Heras nasceu em Léon, na Espanha, em 1982.  É um pintor autodidata, que começou a pintar sob a orientação de Benito Escarpizo.  Em 2001, fez sua primeira exposição.  Formado pela Universidade de Cunef – Complutense – vive e trabalha em Madri desde o ano 2000.  É pintor e escultor Em 2005 recebet a medalha de mérito artistic do College of Spain, em Paris.





Imagem de leitura — Sarah Stilwell Weber

8 01 2012

Ilustração de Sarah Stilwell Weber.

Sarah Stilwell Weber nasceu nos Estados Unidos em 1878 e estudou desenho e ilustrção com Howard Pyle.   Ilustrou alguns poemas e histórias de Katharine Pyle, irmã do pintor que também era ilustradora e escritora, para a revista Harper´s Bazaar nos primeiros anos do século XX.  Em 1909 começou a fazer as capas para a revista Saturday Evening Post.  Foi muito produtiva no início da carreira, mas menos na década de 1920.  Faleceu nos Estados Unidos em 1939.





O bailarico das Novais, poema de Luiz Peixoto

8 01 2012

Um sarau musical, 1874

Guglielmo Zocchi (Itália, século XIX)

óleo sobre tela

O bailarico das Novais

Luiz Peixoto

Um sarau

na rua Itapiru,

em casa das Novais.

O calor

está abrasador

e tem gente demais

mas, tome polca!

No sofá

a Dona Jacintinha

faz bolas de papel

e na janela

de papelotes,

a Berenice namorica o furriel.

A reclamar silêncio

surge o seu Fulgêncio,

um rotundo e bom comendador.

Sim, porque nessa altura

chega o padre-cura

com o corregedor.

— Senhorita,

a honra desta dança

acaso quer me dar?

— Cavalheiro,

a honra é toda minha,

porém, já tenho par…

e tome polca!

Dança o Souza,

que vai pisando em ovos

com as botas de verniz,

enquantoa esposa,

de olhos em alvo,

fica torcendo os cabelinhos do nariz.

Por trás de uma cortina

vê-se a Minervina

que é mais preta que um tição,

e diz entre risadas:

— Quebra Dona Alice!

— Quebra seu Beltrão!

— Atenção! — acordes da “Dalila”,

seu Gil vai recitar!

Fazem roda

e o moço encalistrado

começa a gaguejar…

Vem o chá

Biscoitos de polvilho

e outros triviais

— São onze horas, apague o gás!

E assim termina o bailarico das Novais.

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva:1968;  coleção Henriqueta.

Luiz Carlos Peixoto de Castro, ( Niterói, RJ 2/2/1889 – RJ, RJ 14/11/ 1973). Foi poeta, letrista, cenógrafo, teatrólogo, diretor de teatro, pintor, caricaturista e escultor.





Imagem de leitura — James Christensen

7 01 2012

Um lugar só dela, s/d

James Christensen ( EUA,1942)

www.wildgoosegallery.com

James C. Christensen cresceu na California, mas hoje mora no estado de Utah, onde permaneceu depois de se formar pela Brigham Young University.  É um artista muito conhecido,  com inúmeras habilidades além da pintura apesar de se concentrar primeiramente nela.  Seu trabalho mostra rande influência de um mundo fantático populado por seres imaginários dragões, elfos, ogros, sereias.  É um dos mais cotados ilustradores de livros nos EUA.