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Alexandre lendo um livro, 1946
Zinaida Serebriacova ( Ucrânia, 1884- Paris, 1967)
óleo sobre tela
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“Um homem pode muito bem esperar ficar mais forte por sempre comer e mais sábio por sempre ler”.
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Jeremy Collier
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Alexandre lendo um livro, 1946
Zinaida Serebriacova ( Ucrânia, 1884- Paris, 1967)
óleo sobre tela
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Jeremy Collier
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Duas amigas, c. 1930
Georgina de Albuquerque ( Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela, 108 x 98 cm
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Georgina Moura Andrade de Albuquerque nasceu em Taubaté, São Paulo em 1885. Ainda jovem estudou em Taubaté com o pintor italiano Rosalbino Santoro. Entrou para a Escola Nacional de Belas Artes em 1904, onde estudou com Henrique Bernardelli. Em 1906 casou-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viajou com ele, que ganhara o prêmio de viagem, à Europa. Passaram cinco anos na França e viajando através do continente. Aproveitou para estudar na Escola de Belas Artes de Paris e na Academia Julian. O casal retornou ao Brasil em 1911. Logo, Georgina começou a ensinar na Escola Nacional de Belas Artes de onde foi diretora a partir de 1950. Morreu no Rio de Janeiro em 1962.
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Vladimir Dunjic (Sérvia, 1957)
óleo sobre tela
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Anatole France
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[retrato de seu irmão Bill]
Susan Dorothea White (Austrália, 1941)
óleo sobre madeira
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Susan Dorothea White nasceu em Adelaide, Australia em 1941. Cresceu como a menina entre dois irmãos, no seio de uma família dotada de habilidades artísticas, ainda que como hobbies: mãe pintava em aquarelas, pai era fotográfo de fim-de-semana, avô também era aquarelista. Sua inclinação para as artes visuais foi bem vinda, em 1959, começou seus estudos na South Australian School of Art (SASA) em Adelaide. Sua primeira exposição veio em 1962. Morou na Alemanha no final da década de 70 .
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J. Roybal (Brasil, contemp)
acrílica sobre tela, 20 x 120 cm
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Amanhã, dia 5 de março, comemora-se o Dia Nacional da Música Clássica. Esta data foi escolhida por ser a data de nascimento de Heitor Villa-Lobos. Selecionei aqui um poema-prosa, uma crônica de Murilo Mendes para comemorar. –
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Murilo Mendes
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Nasceu para a grandeza e variedade do trabalho-festa; para fazer explodir os ritmos do, segundo Oswald de Andrade, grandioso e desordeiro povo brasileiro .
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Mais de uma vez fui com ele e outros, homens maduros e mulheres moças, tascar balão lá para os lados de Vila Isabel. Recordas-te, Dantinho, recordas-te, Di? Ai Jaime Ovalle e Evandro, ai Germaninha, Elsie! De charuto aceso nosso amigo integrava-se no brinquedo, ria, veloce, recebendo nas mãos, ao cair, enormes flores juninas de papel de seda. Saltava-lhe logo na ponta dos dedos uma melodia criança, dançante. Pois não escreveu Suzanne K. Langer que toda música é pura dança? Correndo Villa para o piano, recriava mais uma página do nosso cancioneiro: bem ambientada, dizia ele. Era na rua Dídimo e dispúnhamos então do farniente. Gostaríamos de perder muito mais tempo ainda. Ai Lucília!
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Villa desponta do morro e da rua, de um corta-jaca de Chquinha Gonzaga, um tango de Ernesto Nazareth, uma polca de Anacleto Medeiros. Mas quantos outros o instruem: Artidouro da Costa, Calut, Eduardo das Neves, Catulo Cearense. E os anônimos, os bem-aventurados anônimos fazedores de música não oficial fluindo perene do populário: chorões, seresteiros, sambistas, marchistas que se ocultam na dobra dos tempos legendários da Tia Ciata.
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Uai gente! A flauta, o cavaquinho, o violão. A modinha, a embolada, a serenata. O carioca passava a vida musicando. A cada um seu ritmo particular. Domina tudo a larga faixa do povo, uma categoria! Pelo menos uma categoria musical. Viva o carnaval que nos compensava do resto do ano inútil. Naquele tempo inexistia a máxima desafinação: a bomba atômica. Pessoas pré-industriais, quase prolongávamos a Arcádia, mal comparando.
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Villa segundo Murici emprega todos estes instumentos: o camisão, a tartaruga, o tambu, o tambi, o pio, o agogó. Ritmo nova. Percute. Sincopa.
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O Rudepoema. Uirapuru. As Cirandas. Mandu-Sarará. A época dos Choros. Aparecem os Parecis: Nozaniná. Canide-Ioune. Ualalocê. Kamalalô. As Bachianas, com a participação de Bach e outros, assimilados ao modo brasileiro, “ambientados”. As Três Marias: Alnitah. Anilam. Mintika. O Guia-Prático de se conhecer o Brasil. Os jogos da nossa infância: Gude. Diabolô. Bilboquê. Peteca. Pião. Futebol. Soldadinhos de chumbo. Jogo de bolas. Capoeiragem. Uma duas angolinhas. Vai abóbora! O cravo brigou com a rosa. Carneirinho carneirão. A maré encheu. Na Bahia tem. Vamos atrás da serra calunga. Vamos ver a mula-sem-cabeça briga de galos briga de navalhas a lua dourada sua benção.
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Tudo o que nós nascemos, crescemos, cantamos, amamos, dançamos, respiramos, comemos, passa pelas ruas de Villa-Lobos. Pelas ruas de Villa-Lobos passa o passo do nosso desafinado, atormentado Brasil. Todo mundo passa. Quem dera que “bem ambientado” e sem Bomba.
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Em: Transistor: antologia de prosa, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980
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Murilo Rodrigues Mendes (1901 —1975) poeta, cronista, jornalista, professor. Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Mudou-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1920. Formou-se em medicina. Percorreu o mundo divulgando a cultura brasileira. Na década de 1950 estabeleceu-se na Itália onde ensinou literatura brasileira na Universidade de Pisa. Faleceu em Lisboa em 1975.
Obra:
Poemas, 1930
Bumba-meu-poeta, 1930
História do Brasil, 1933
Tempo e eternidade – com Jorge de Lima, 1935
A poesia em pânico, 1937
O Visionário, 1941
As metamorfoses, 1944
Mundo enigma, 1945
O discípulo de Emaús, 1945
Poesia liberdade, 1947
Janela do caos, [França] 1949
Contemplação de Ouro Preto, 1954
Office humain [França], 1954
Poesias [Obra completa até esta data], 1959
Tempo espanhol [Portugal], 1959
Siciliana [Itália], 1959
Poesie [Itália], 1961
Finestra del caos [Itália], 1961
Siete poemas inéditos [Espanha], 1961
Poemas [Espanha],1962
Antologia Poética [Portugal], 1964
Le Metamorfosi [Itália], 1964
Italianíssima (7 Murilogrami) [Itália],1965
Poemas inéditos de Murilo Mendes [Espanha], 1965
A idade do serrote, 1968
Convergência, 1970
Poesia libertá [Itália], 1971
Poliedro, 1972
Retratos-relâmpagos, 1ª série, 1973
Antologia Poética, 1976
Poesia Completa e Prosa, 1994
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Jean Pierre Cassigneul (França, 1935)
óleo sobre tela, 196x130cm
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William Styron
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Filipe Arruda, (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre eucatex, 50 x 60 cm
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Raquel Naveira
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Anhangá,
Espírito do mal,
Avisou Moema:
Caramuru partiria com Paraguaçu
Para um reino distante
Do lado de lá.
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Moema corre para a praia,
Vê a nau coroada de flores,
As quilhas untadas,
As velas chamando o vento,
Na proa, o amado e a traidora.
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O dia começa a ficar triste,
Desde a sombra da tarde,
A inhuma,
Ave noturna,
Voa sobre a cabeça de Moema,
Mulher que não é amada
E que ama.
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Ferida,
Tomada de delírio,
Pressentindo a morte próxima,
Atira-se na água
A bela Moema.
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Coberta de âmbar e espuma,
Grita a amante:
“– Eu te salvei do naufrágio,
Te dei meu corpo virgem,
Te fui doce
E, agora, me dás em troca
O abandono, a traição?
Hão de ser castigados, miseráveis,
Antes que Jaci brilhe no céu,
Encontrarão desgraça no meio dos escolhos”.
Flutua nas ondas da ira,
Amarga como a folha da jurema,
Afunda trêmula
A pobre Moema.
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Caramuru abraça a favorita,
Solta as amarras,
A coragem o incita,
A compaixão lhe sugere uma prece,
Um poema.
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Em: Stella Maia e outros poemas, Campo Grande, MS; Editora UCDB:2001
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Raquel Naveira (Campo Grande, MS 1957) Poetisa, ensaísta, graduada em Letras e Direito, professora no Curso de Letras da Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande (MS), mestranda em Comunicação e Letras, na Universidade Presbiteriana Mackienzie (SP), e empresária de turismo (Pousada Dom Aquino, em Campo Grande – MS), Raquel Naveira destaca-se por seu talento e engajamento nas atividades culturais do centro-oeste brasileiro. A escritora tem recebido reconhecimento nacional através de inúmeras premiações e várias indicações para prêmios. Em sua obra, são constantes a religiosidade, o misticismo e os temas épicos.
Obra:
Via Sacra, poesia, 1989
Fonte luminosa, poesia, 1990
Nunca Te-vi, poesia, 1991
Fiandeira, ensaios, 1992
Guerra entre irmãos, poesia, 1993
Canção dos mistérios, poesia, 1994
Sob os cedros do Senhor, poesia, 1994
Abadia, poesia, 1995
Mulher Samaritana, 1996
Maria Madalena, prosa poética, 1996
Caraguatá, poesia, 1996
Pele de jambo, infanto-juvenil, 1996
O arado e a estrela, poesia, 1997
Intimidades transvistas, 1997
Rute e a sogra Noemi, prosa poética, 1998
A casa da Tecla, poesia, 1998
Senhora, poesia, 1999
Stella Maia e outros poemas, 2001
Casa e castelo, poesia, 2002
Maria Egipcíaca, poesia, 2002
Tecelã de tramas: ensaios sobre interdisciplinaridade, ensaios, 2004
Portão de ferro, poesia, 2006
Literatura e Drogas e outros ensaios, crítica literária, 2007
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Kevin Bielfuss ( EUA, )
óleo sobre tela, 45 x 60cm
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Kevin Bielfuss nasceu nos Estados Unidos. Estudou na Illinois State University. Imediatamente após sua graduação trabalhou com artista gráfico para casas editoriais. Depois de treze anos nesse ofício, libertou-se do vínculo comercial e lançou sua carreira artística como pintor, especializando-se em retratos. Vive em Chicago.
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Aaron Shikler (EUA, 1924)
óleo sobre tela
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Aaron Shikler nasceu em Nova York, nos Estados Unidos em 1922. Estudou na Tyler School of Art na Filadélfia e prosseguiu com seus estudos na Hans Hofmann School. Tornou-se um dos maiores retratistas de personalidades políticas e de influência nos EUA, tornando-se famoso pelo retrato do Presidente John F. Kennedy que se tornou o retrato oficial da Casa Branca.
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José Manuel Merello (Espanha, 1960)
resina de poliéster sobre tela, 81 x 100 cm
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Edmund Burke