Jarro com frutas: maçãs e pêssegos, 1954
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela, 70 x 60 cm
Jarro com frutas: maçãs e pêssegos, 1954
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela, 70 x 60 cm
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 70 x 100 cm
Konstantin Razumov (Rússia, 1974)
óleo sobre tela, 33 x 22 cm
Na capa de trás da edição brasileira de Memórias de uma casamento, somos informados de que aqui encontraremos “um olhar profundo sobre uma classe e seus privilégios, numa trama que se desenvolve entre Paris e Nova York, Long Island e Newport”. Coroando essa apresentação, como que para justificá-la temos uma citação atribuída ao Washington Post: “Entre os escritores contemporâneos, Begley talvez seja o crítico mais sagaz e devastador do sistema de classes da sociedade americana”. Nada mais ilusório. Ainda que os personagens dessa narrativa sejam pessoas da classe social mais alta nos EUA, o foco está no retrato de uma mulher, complexa, vazia, intolerante, fútil, provavelmente ninfomaníaca, certamente desequilibrada emocionalmente. Como ela, existem centenas de outras em qualquer classe social. Ela causa danos a qualquer grupo familiar. Não importa, na verdade, onde nasceu, em que família, com quem casou. Tipos como o dela não precisam ser da mais alta sociedade. Eles existem em todo canto.
Louis Begley é fiel a dois de seus predecessores: Henry James, grande mestre da literatura americana de final de século, também produziu, como mandava o seu tempo, romances retratando tipos de mulher: Portrait of a Lady; Daisy Miller vêm à mente; enquanto Louis Auchincloss, já em pleno século XX, também se esmerou nesse gênero como o fez em Sybil, The Dark Lady e outros. No Brasil, deste autor, encontramos em tradução: A infinita variedade dessa mulher mais um de seus perfis de mulher. Curiosamente, ambos Henry James e Louis Auchincloss se especializaram nos retratos de mulheres das classes sociais mais altas dos EUA. No Brasil, a tradição literária dos perfis de mulher, não se limita às classes mais altas, mas, como nos EUA, começa no século XIX, com Machado de Assis [Helena] e sobretudo com José de Alencar [Senhora, Diva, Lucíola, entre outros].
Louis Begley
Ficam por aí as comparações. Ainda que a prosa de Louis Begley seja agradável e os olhos corram sem obstáculos pelo texto, a apresentação da personagem principal Lucy De Bourgh, herdeira de mais de uma família importante da Nova Inglaterra,formada por pessoas vindas no Mayflower e no Arabella, portanto entre os primeiros a chegar no continente americano, é monótona. Não há diálogos nestas 194 páginas. Há monólogos de Lucy, de Jane. Há cartas. Em suma, falta dinamismo no texto. Temos diversos relatos, por diferentes pessoas. Contudo o texto flui. Não só por habilidade do autor, mas também pela malévola e mórbida curiosidade despertada no leitor para saber sobre os detalhes, tintim por tintim, do malfadado casamento, onde o respeito pelo próximo é inexistente.
Tivesse Louis Begley usado de outros meios para narrar talvez pudesse ter despertado maior interesse nesta leitora. Como está, trata-se de uma obra um tanto medíocre se comparada às suas anteriores, principalmente Sobre Schmidt e Schmidt Recua.
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 24 x 30 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 28 x 34 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 17 x 24 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 27 x 21 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 24 x 18 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
aquarela, guache e carvão sobre o papel, 22 x 20 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre tela, 60 x 40 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 31 x 23 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
aquarela sobre papel, 15 x 21 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 47 x 30 cm
Carl Reichert (Áustria, 1836-1918)
óleo sobre madeira, 44 x 55 cm
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Raminou sentado no tecido, 1920
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Retrato da Srta. Lilly Walton com Raminou, 1932
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Minha orgulhosa aos quatro anos, 1905
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
pastel e guache sobre papel colado em placa, 40 x 42 cm
Raminou e jarra com cravos, 1932
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
óleo sobre tela
Café e notícias no mercado de Riverside, 2011
Vicki Shuck (EUA, contemporânea)
óleo sobre madeira, 35 x 45 cm
Cena de rua no condado de Kent, c. 1931
Cliff Rowe (Inglaterra, 1904-1989)
óleo sobre placa, 61 x 91 cm
Tate Gallery, Londres
Robin Freedenfeld (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 66 x 81 cm