Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 07 2015

 

WERNER LEVIN (Alemanha,1920-Brasil,1996) - Frutas do Conde, uvas rubis, tacho de cobre, jarra, cálice e garrafNatureza morta com frutas do conde, s.d.

Werner Levin (Alemanha, 1920 – Brasil, 1996)

óleo sobre tela, 55 x 83 cm





Nápoles, texto de Sra. Leandro Dupré

1 07 2015

 

 

(c) Compton Verney; Supplied by The Public Catalogue FoundationBaía de Napoles do Posilipo, c.1770

Pietro Fabris (Itália, ativo 1740-1792)

óleo sobre tela, 75 x 128 cm

Compton Verney, GB

 

 

“Às onze horas, o trem entrava na estação de Nápoles. O frio continua forte, mas há sol em Nápoles.

Vedere Napoli, poi morire“.  Essa frase sugestiva inventada por um sentimental num belo por do sol de uma tarde de primavera, não está adequada para um frio dia de inverno como hoje.  Nápoles é uma bela cidade, alegre, movimentada, cheia de vida. Tomei um automóvel e passei pelos lugares principais. As praias são bonitas, o Mediterrâneo é de um azul intenso, o porto cheio de chaminés de grandes e pequenos navios, as montanhas ao longe se confundem com o azul do céu; e de um lado, numa elevação, o Vesúvio lançava, para o ar, rolos de fumaça negra, vagaroso e concentrado, como um velho marinheiro sentado na porta de casa e cachimbando, enquanto o pensamento procura seguir o rasto da fumaça para países distantes, percorridos na mocidade. Tomei apartamentos no hotel Isotta-Genève, no quinto andar.  Através da janela, vejo o Vesúvio sempre fumegando. Passei a tarde dando um passeio pelo centro da cidade e, à noite não saí. A baía é encantadora, mas quem vem do Rio de Janeiro não pode achar encantos em outras baías.”

 

 

Em: O romance de Teresa Bernard, Sra. Leandro Dupré [Maria José Dupré], São Paulo, Ed. Brasiliense Ltda: 1945, 4ª edição, pp. 311-12





Sublinhando…

1 07 2015

 

 

Otto van Rees (1884-1957) De vertelling, 1926A tradução, 1926

Otto van Rees (Alemanha, 1884-1957)

óleo sobre tela

 

 

“Leve, breve, suave,

Um canto de ave

Sobe no ar com que principia

o dia.

Escuto, e passou…

Parece que foi só porque escutei

Que parou.”

 

 

Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Leve, breve, suave. 





À tarde na varanda, poesia de Maria Thereza de Andrade Cunha

30 06 2015

 

José Maria Ribeiro,Paisagem, ost,1979, 50 x 40 cmPaisagem, 1979

José Maria Ribeiro (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

www.josemariaribeiro.com

 

 

À tarde, na varanda

 

 

Maria Thereza de Andrade Cunha

 

Desce,

sonora

como uma prece,

que canta e chora,

a voz do sino…

Seis horas. Voa

uma ave, a toa,

sem destino!…

Na serra em frente,

languidamente,

o sol desmaia.

A brisa bole

na folha mole

da samambaia,

que se despenca

da jarra.

Uma cigarra

chia, estridente.

Virente,

um pé de avenca,

num canto escuro

do muro,

dorme tranquilo.

Cricrila um grilo.

Rosas vermelhas,

despetaladas,

tombam cansadas.

Abelhas

voam ainda,

na tarde linda.

Das trepadeiras

pendem flores

de muitas cores.

Nuvens douradas

vão apressadas,

ligeiras…

Aonde irão?

— O vento as leva;

logo, na treva,

morrerão.

Nesse momento

o firmamento

é ouro e azul.

Taful,

a ramaria,

verde, se agita.

É o fim do dia.

Que luz bendita

nos alumia!

Depois, violeta

se há de tornar

a tarde

que arde.

— Pintor

pega a palheta,

por favor,

e vá copiar

na tela

a tarde bela!

…Tão colorida

que é a vida.

 

 

Em:  É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.65-67.





Eu, pintor: Joan Miró

30 06 2015

 

 

miro20Auto-retrato, 1917

Joan Miró (Espanha, 1893-1983)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm

Coleção Particular





Imagem de leitura — Alfred Reth

30 06 2015

 

 

alfred rhet mulher lencoMulher lendo à escrivaninha

Alfred Reth (Hungria, 1884-1966)

óleo sobre painel, 46 x 28 cm

Coleção Particular





A boa poesia, José Eduardo Agualusa

29 06 2015

 

 

ANTON EBERT         lesendes-mdchen-1896-by-anton-ebert-austrian-18451896_thumbSenhora lendo, até 1896

Anton Ebert (Áustria, 1845-1896)

óleo sobre tela, 79 x 63 cm

 

 

“A boa poesia surpreende, acende clarões no cérebro, provoca e desafia.”

 

José Eduardo Agualusa

 

Em: “A cura pela palavra”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 29/06/2015, 2º caderno, página 2.





Imagem de leitura — Charles Haigh-Wood

29 06 2015

 

 

Charles Haigh Wood - Storytime 1893Hora das histórias, 1893

Charles Haigh-Wood (Grã-Bretanha, 1856-1927)

óleo sobre tela, 30 x 38 cm





Imagem de leitura — Ricardo Celma

27 06 2015

 

 

 

 

ricardo celma, (Argentina, 1975),Sem título, s.d.

Ricardo Celma (Argentina, 1975)

pintura a óleo

http://ricardocelma.blogspot.com/





Flores para um sábado perfeito!

27 06 2015

 

Dias Ramos (1952)Vaso de flores,2004,ost,61 x 51 cmVaso de flores, 2004

Dias Ramos (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 61 x 51 cm