Imagem de leitura — Jules Pascin

29 04 2016

 

 

Girl in Green Reading (1917). Jules Pascin (Bulgarian, 1885-1930). Oil on canvas. The Barnes Foundation.Moça de verde lendo, 1917

Jules Pascin (Bulgária, 1885-1930)

óleo sobre tela

The Barnes Foundation, EUA





Em comemoração ao dia do Livro, desafio de Raphael Montes

28 04 2016

 

 

Laura Mostaghel, (EUA) At home by the sea, glicée, 18 x 25 cmEm casa à beira-mar

Laura Mostaghel (EUA, contemporânea)

Gravura Glicée, 45 x 64 cm

 

 

No dia 25 de abril Raphael Montes, em sua coluna semanal no jornal carioca O Globo, publicou uma crônica deliciosa sobre livros e leitura, em homenagem ao Dia Mundial do Livro que havia sido comemorado no sábado anterior, dia 23 de abril.  Trago aqui seu desafio aos leitores, no intuito de dar incentivo à leitura.

 

“Àqueles que costumavam ler, mas perderam o hábito, que passem na livraria mais próxima e comprem o lançamento que chamar sua atenção. Comecem a ler nesta mesma noite (e tentem terminar até meados de maio, no máximo!).

A quem já gosta de ler, o desafio é outro: nas próximas semanas, conquiste um novo leitor. Seja paciente e evite a imposição. Ler deve ser prazeroso, antes de tudo. Busque indicar gêneros que vão ao encontro do perfil do leitor. Perguntar quais seus filmes e músicas favoritos costuma ajudar a encontrar o livro ideal.

Por fim, o desafio aos que não gostam de ler: permita-se viver essa experiência. Comece por algum livro cuja história o atraia. Se não gostar, pule para outro, sem medo de largar no meio. Experimente livros de todos os gêneros e estilos, desde suspensa até poesia. Existe um universo incrível a ser desvendado. Vá em frente sem medo de ser feliz!”

 

 

Em: “Para quem não gosta de ler”, Raphael Montes, O Globo, 25/04/2016, 2º caderno, página 6.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

27 04 2016

 

 

Marco Stellato - Titulo Mamões - óleo sobe tela colado em placa de madeira - 27 Cm x 35 CmMamões

Marco Stellato (Brasil, 1967)

óleo sobre tela colado em madeira, 27 x 35 cm





Imagem de leitura — Theo Swagemakers

26 04 2016

 

 

Theo Swagemakers (Alemanha, 1898-1994) As quatro princesas, 1952, ostAs quatro princesas, 1952

Theo Swagemakers (Holanda, 1898-1994)

óleo sobre tela





Domingo, um passeio no campo!

24 04 2016

 

 

Cavalleiro, Henrique (1892-1975)PaisagemÓleo sobre madeira35 x 45 cmPaisagem

Henrique Cavalleiro (Brasil, 1892-1975)

óleo sobre madeira, 35 x 45 cm





Imagem de leitura — Darya Tsaptsyna

24 04 2016

 

a-girl-with-a-book-darya-tsaptsynaJovem com livro, 2010

Darya Tsaptsyna (Bielorrússia, 1976)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Flores para um sábado perfeito!

23 04 2016

 

 

Orthof, Geraldo (1903 - 1993) - Vaso de flores, o.s.t. 60 x 70. Assinado cse e verso.Vaso de flores

Geraldo Orthof (Áustria/Brasil, 1903-1993)

óleo sobre tela, 60 x 70 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

22 04 2016

 

 

Maria Augusta,Copacabana Posto 6,46 x 61 cm – OST,Ass. CID e Dat. 2004Copacabana, Posto 6, 2004

Maria Augusta  (Brasil, 1927-2012)

[Maria Augusta de Oliva Morgenroth]

óleo sobre tela, 46 x 61 cm





Descobrimento do Brasil!

22 04 2016

 

 

Descobrimento do Brasil, 1954. Painel de Candido Portinari. 5m x 4m acervo do banco centralDescobrimento do Brasil, 1954

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Painel de 5 m x 4 m

Acervo do Banco Central





Resenha: Bonita Avenue, de Peter Buwalda

21 04 2016

 

 

photoLigações Perigosas, 1935

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

óleo sobre tela

LACMA, Los Angeles County Art Museum

 

 

 

Siem Sigerius é um grande matemático especializado na teoria dos nós e reitor de uma universidade holandesa.  É também um dos narradores de Bonita Avenue, assim como seu principal personagem.  Ainda que ele divida com Joni, sua enteada e Aaron o namorado dela a apresentação ao leitor dos eventos que levaram ao colapso da família, é seu o papel principal dessa obra.

Diz a teoria dos nós que : “O artesão que faz uma trança, uma rede, ou alguns nós estará preocupado, não com questões de medidas, mas com aquelas de posição: o que ele vê ali é a maneira na qual os fios estão entrelaçados”. [Wikipédia] Como um bom entendedor de nós, e de seus emaranhados, Siem, na segunda metade da obra quando começa a perceber a teia em que ele se encontrava, começa a desatar um a um os nós que estruturavam as relações familiares.  Até o momento em que precisa ele mesmo desaparecer.  Desse ponto de vista seu suicídio é previsível.  E para os que acham que posso estar revelando segredos, acalmem-se: o suicídio é contado logo no início do livro.  Pois não só a narrativa é baseada em três vozes, como ela é apresentada no presente e no passado sem qualquer ordem que possa ser detectada pelo leitor.

 

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Bonita Avenue não é para o leitor de coração fraco, ou do que gosta de uma narrativa linear.  Nem é para o leitor que deseja simplesmente se divertir.  Temos que trabalhar o cérebro para seguir essa trama espetacular, confusa, estranha e, sobretudo questionadora dos comportamentos modernos, pós-internet.  No coração dessas questões está o hábito do consumo de pornografia na rede, assim como a questão curiosa sobre a imagem das mulheres e homens que se expõem em sites pornográficos: são ou não profissionais da prostituição?  Os atores pornográficos são exibicionistas? E suas identidades podem de fato se manter desconhecidas?  A identidade na rede é uma das questões levantadas nessa obra abrangente sobre a vida moderna.

A história circula em volta da família Sigerius entre os anos de 1980 e 2000. É uma família moderna. Segundo casamento de ambas as partes com filhos dos compromissos anteriores. Também é uma família disfuncional. Seus personagens são fascinantes e incluem além do matemático conhecido mundialmente, um fotógrafo, uma marcineira e uma  atriz pornô.  Há referências ao judô, a doenças mentais e sobretudo à indústria pornográfica na internet.  A família não é feliz.  A época em que foi mais feliz se resume aos anos passados na Califórnia, em Berkeley, num endereço na Bonita Avenue.

 

Peter BuwaldaPeter Buwalda

 

Peter Buwalda tem uma maneira singular de narrar.  Paga seus tributos à literatura do século XIX dando-se ao trabalho de apresentar personagem por personagem logo no início da obra.  Mas são poucos. Isso contribui para a sensação de claustrofobia, e também para dar a impressão de que o enredo não progride.  O que lembra de novo as obras do século XIX, em particular a afirmação da escritora inglesa Geoge Eliot em relação à linha do tempo de uma obra:  “O melhor fogo não é o que se acende mais rapidamente.” Buwalda toma seu tempo e diferente da literatura mais tradicional apresenta seus personagens com viés:  todos parecem caracterizados pelos seus piores aspectos, como se os víssemos só pelo lado B de suas personalidades. Outro artifício é a apresentação de um enredo simples centrado na família, mas contado com tantas interferências de fatos irrelevantes, anedotas, histórias paralelas que parece chegar ao essencial paulatinamente, comendo pelas beiradas.

Uma história espetacular, em que personagens fora da norma nos convidam a reflexões nem sempre fáceis. É violenta. Ocasionalmente bastante gráfica, inclusive na pornografia.  Mas não é para qualquer um. Você precisa gostar de uma história apresentada de maneira complexa, não linear e com final em aberto.  Fora isso, magistral.