Imagem de leitura — Gerardus Hendrik Grauss

30 04 2013

Gerardus Hendrik Grauss Elegant Ladies and Men at the Beach 1926

Senhoras elegantes e homens na praia, 1926

Gerardus Hendrik Grauss (Holanda, 1882-1929)

óleo sobre tela, 73 x 98 cm

Vendehuis

Gerardus Hendrik Grauss nasceu em Middelburg em 1882 e faleceu em Den Haag em 1929.





Palavras para lembrar — William Godwin

30 04 2013

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Senhora Francis Luis Mora e sua irmã, 1902

Francis Luís Mora (Uruguai-EUA 1874-1940)

óleo sobre tela

Metropolitan Museum, Nova York

“Aquele que gosta de ler tem tudo ao seu alcance”.

William Godwin





Quadrinha dos livros

27 04 2013

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Prateleira, 2005

Joni di Pirro (Itália/EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

www.dipirrostudios.com

Lindos em seu colorido,

a dar-nos lição de calma,

os livros, tomem sentido,

no falam através da alma.

(Roosevelt da Silveira)





Imagem de leitura — Chantal Poulin

26 04 2013

chantal poulin, (Canada, contemp) suas meninas lendo,

Era uma vez, s/d

Chantal Poulin (Canadá, contemporânea)

gravura, 50 x 65 cm

www.chantalpoulin.com





Palavras para lembrar — Charles “Tremendous” Jones

25 04 2013

Paul Signac, In the Time of Harmony- The Golden Age Is Not in the Past, It Is in the Future, 1893-95 (Montreuil, Mairie)

Em tempos de harmonia: a alegria de viver — domingo à tarde, 1895-6

Paul Signac (França, 1863-1935)

Litografia a cores, 38 x 50 cm

Museu de Belas Artes de Houston, EUA

“Você é o mesmo hoje que será em cinco anos, exceto por pelas pessoas que conheceu e pelos livros que leu.”

Charles “Tremendous” Jones

 





Imagem de leitura — Gisbert Combaz

18 04 2013

Woman with Magazine - c. 1897 - by Gisbert Combaz (1869-1941)

Mulher com revista, 1897

Gisbert Combaz (Bélgica, 1869-1941)

Litografia

[Parte superior do cartaz anunciando o salão anual da Libre Esthétique]

Gisbert Combaz nasceu na Bélgica em 1869.  Foi  um grande artista gráfico do movimento Art Nouveau,  Depois de se formar em direito, entrou para a Escola de Belas Artes em 1893 e se transformou e além de se sair bem nas artes plásticas, tranformou-se em um dos maiores defensores da arte belga. Definitivamente influenciado  pela arte japonesa com a qual entrou em contato através de publicações como Le Japon Artistique de S. Bing.  Por causa de sua contínua apreciação pela arte japonesa e pelos artefatos importados do Extremo Oriente para a Europa, o estilo deste artista, que também era pintor, foi chamado de cloisonista. Ele deixava uma linha separando diversas partes daquilo que pintava como nas famosas peças de cloisonné que encheram as casas dos europeus no fin-de-siècle. A partir de 1930 ele edita com outros artistas diversas  publicações sobre arte oriental. Morreu em 1941 na Bélgica.

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Um livro por 30 milhões de dólares?

18 04 2013

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Um livro de salmos publicado em 1640 poderá ser vendido por uma quantia entre 15 a 30 milhões de dólares no leilão do dia  26 de Novembro de 2013, que acontecerá na casa de leilões Sotheby’s em Nova York.   Responsáveis pelo leilão acreditam que este será o livro mais caro já vendido.  Com o nome de Bay Psalm Book, este foi o primeiro livro impresso em território americano.  Pertence à Igreja Old South em Boston e é um de dois volumes na coleção de livros raros da igreja que chega a 2.000 volumes.  A igreja manterá um dos volumes do mesmo livro de salmos, que tem em sua coleção.  Permanecerá na coleção da igreja o  volume que lhe foi doado pelo quinto ministro dessa igreja, Reverendo Thomas Prince.

Livros que custam milhões de dólares não são muitos, mas existem. A própria casa de leilões já teve vendas que alcançaram a soma de USD$ 11.000.000,00 – onze milhões de  dólares, por um volume.   Mas a casa acredita que este livro de salmos possa chegar aos USD$30.000.000 — trinta milhões de dólares.  O último Bay Psalm Book a ir a leilão foi em 1947, quando foi comprado pela Universidade de Yale por USD$ 151.000,00 – cento e cinqüenta mil dólares.  Esta é uma das grandes raridades no mundo dos livros.

A edição inicial do Bay Psalm Book foi de 1.700 volumes.  Poucos sobreviveram.  Foram usados pelos puritanos até que o desgaste natural por uso contínuo deixassem os livros em condições tão precárias que eram impossíveis de ler.

O comprador desse livro deve ser uma universidade ou instituição semelhante.  Mas há colecionadores particulares que gostariam de ter esse volume em mãos.  Só há uma certeza, no entanto, para os especialistas da casa de leilões: o livro permanecerá nos Estados Unidos, indo para um comprador americano, porque sua importância, como documento, está unicamente relacionada à história americana.   Este foi o primeiro livro produzido nos Estados Unidos, pelos puritanos que viviam em condições extremamente precárias.  É o primeiro livro por americanos, publicado nos Estados Unidos.

A Igreja planeja usar os fundos para fazer reparos no prédio da igreja. Mas continuará a manter sua coleção de mais de 2.000 de manuscritos e livros raros.

FONTE: ABC NEWS





Os livros que definiram primeira década do século

15 04 2013

Marta Astrain (Espanha, contemp) Marta lendo na camaMarta lendo, 2010

Marta Astrain (Espanha, 1959)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

www.martaastrain.com

The Telegraph of London publicou esta semana uma lista dos cem livros que definiram a primeira década do século XXI.  Gosto de ver essas listas. Todas as listas sempre mostram falhas e são criações da cultura que as criou.  Mas fiquei surpresa ao constatar que concordo com um grande número dos livros citados.  Não vou repetir aqui a lista.  Isso vocês poderão ver consultando o jornal diretamente.  Coloco aqui os livros com que concordo.  Importante lembrar que a lista não pretende listar o que há de melhor na literatura.  Mas os livros que marcaram a década.  Primeiro listo aqueles mencionados pelo jornal, cuja importância é inegável.  São 13 dos 100 que eles listaram.    Depois coloco sete adições à lista, que ficou reduzida a 20 livros.

Selecionei 13 livros de acordo com o THE TELEGRAPH, mas não na ordem do jornal, e adicionei outros 7 que marcaram a minha década:

1 – Harry Potter – a série, de J.K. Rowland. O fenômeno da série de livros Harry Potter foi colocado em primeiríssimo lugar.  Concordo com essa classificação.  Será impossível no futuro desassociar  essas aventuras dos primeiros anos no século XXI.

2 – O código Da Vinci, Dan Brown.  Foi realmente um dos maiores livros virais da década.

3 —  Os detetives selvagens, Roberto Bolaño.

4 —  Deus, um delírio, Richard Dawkins

5 —  Dentes Brancos,  Zadie Smith

6 – Reparação, Ian McEwan

7 – Os homens que não amavam as mulheres,  Stieg Larsson

8 – O ponto da virada, Malcolm Gladwell

9 – O caçador de pipas, Khaled Hosseine

10 – Freakonomics,  Steven Levitt &  Stephen J Dubner

11 — A linha da beleza de Alan Hollinghurst

12 – Não me abandone jamais,  de Kazuo Ishiguro

13 – Agência nº 1 de Detetives – Alexander Mc Call-Smith

Minhas adições:

14 – O universo numa casca de noz, Stephen Hawkins

15 – Seis Graus, Mark Lynas

16 – A louca da casa, Rosa Montero

17 – 1421: o ano em que a China descobriu o mundo, Gavin Menzies

18 – Equador, Miguel Sousa Tavares

19 – Budapeste, Chico Buarque de Holanda

20 – A catedral do mar, Ildefonso Falcones





Palavras para lembrar — Oscar Wilde

13 04 2013

Albert Lynch - 1851-1912 - A Quiet ReadAlbert Lynch - Peru , 1851-1912Leitura silenciosa, s/d

Albert Lynch (Peru, 1851-1912)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm

Christie’s Auction House (Londres), 2003

“Não há isso de livro moral ou imoral. Livros são bem ou mal escritos”.

Oscar Wilde





Criando um grupo ou uma comunidade

12 04 2013

Théo (Théophile) van Rysselberghe (Bélgica, 1862 –1926) Tarde de verão, 1900-1902, ost, 98 x 130cm, Musee d'Ixelles, BélgicaTarde de verão, 1900-1902

Théo van Rysselberghe (Bélgica, 1862-1926)

óleo sobre tela, 98 x 130 cm

Musée d’Ixelles, Bélgica

Sou gregária.  Provavelmente isso explica estar quase sempre envolvida em uma ou outra organização, e ter amigos bastante diversos. Ainda no colégio fui organizadora de um jornalzinho de turma.  Depois cresceram as obrigações.  Fui escoteira.  Fui presidente da Associação de Estudantes de Pós-Graduação na universidade onde estudei nos EUA; fui membro participante da NOW, organização pelos direitos da mulher, nos EUA; organizei os comerciantes de um quarteirão para eventos em comum, quando abri minha galeria de arte/antiquário também nos EUA; participei de grupos de leitura: um de história e outro literatura; participei por três anos de um grupo de culinária; me encontrei regularmente para jogar bridge uma vez por semana, com o mesmo grupo; reuni por alguns anos (até mudar de cidade) um encontro entre amigos todos os domingos à noite para quem quisesse aparecer, num open-house, e assim por diante.

Por isso, fico sempre surpresa quando converso com conhecidos aqui no Rio de Janeiro e vejo que as pessoas, quando pensam em organizações ou em grupos, primeiro pensam nas obrigações, na seriedade, no fardo do comprometimento, como se o ato de se dar, o ato de se desprender a favor de um bem intangível fosse algo estranho.  Mas, sobretudo, as pessoas parecem pensar primeiro em começar pela parte burocrática.  Querem títulos, um presidente, um secretário e quanto de dinheiro?  Como pagamos? Mas não há nada a se ganhar?  Tenho conhecidos que toda vez que os encontro me perguntam se ainda mantenho o blog.  E por que ainda não ganho dinheiro com isso?  Como se tudo que fazemos na vida tem a ver com o dinheiro. Como se o convívio, a amizade, o companheirismo, a troca, não valessem o sacrifício.  Engano.  Talvez a minha experiência americana tenha colorido a minha maneira de ver o mundo, talvez tenha me servido para simplificar o processo, porque eles, os americanos, são pessoas muito pragmáticas e gregárias.  Quer participar de um grupo?  Comece-o.  É simples.  Mãos na massa.  Não pense na burocracia.  Comece-o pelo fazer…  Essa tem sido a minha resposta a muitos que chegam ao blog querendo participar do meu grupo de leitura, que não está aberto ao público.

Mabel Frances Layng (Inglaterra, 1881-1937)) Under the trees,c. 1920, ost, 39x 57cmDebaixo da árvore, c. 1920

Mabel Frances Layng (Inglaterra, 1881-1937)

óleo sobre tela, 39 x 57 cm

No início desta semana um artigo na revista digital UTNE me chamou atenção por justamente endereçar suas conjecturas  à proposta de fundar organizações.  A autora é uma psicoterapeuta Linda Buzzell, que concluiu ao final do artigo que “qualquer encontro comunitário, organização ou evento para ter sucesso necessita que haja empenho de corpo, mente, alma e espírito”.  E para isso listou aquilo que considera necessário.  Adapto sua lista dando ênfase às características que, na minha experiência, acho importantes, para um grupo de leitura.  Mas se a sua intenção é formar outro tipo de grupo ou associação sugiro que leia o artigo na íntegra. É muito bom. O link está AQUI.

1 – Ache um interesse em comum.  Alguma coisa que atraia as pessoas.  Se você quer um grupo de leitura, por exemplo, ache a linha de atividade que atrairá as pessoas que você quer conhecer. Exemplo: Grupo de Leitura Vida – dedicado a leitura de biografia e memórias;  Grupo de leitura de autores lusófonos; Grupo de leitura sobre executivos de sucesso; Grupo de Leitura sobre desportistas. O meu grupo de leitura, não inclui biografias, não inclui história.  É um grupo de leitura de ficção literária atual.  Nem os clássicos incluímos.  Isso nós decidimos nos primeiros encontros.  Fomos refinando, digamos assim os nossos interesses, as nossas necessidades.

2 – Seja flexível com a época do ano.  Se é mês de Carnaval, ou Natal, sugira um livro leve, uma novela, coisa de poucas páginas, reconhecendo que nem todos terão muito tempo para ler.  Mas não deixe de ter o encontro mesmo que nem todas as pessoas possam estar presentes.

3 – Novos membros do grupo. Faça um esforço para conhecer fora daquele encontro mensal o novo membro do grupo. Marque um café, um encontro informal para fazer essa pessoa se sentir parte do grupo.

4 – Celebrar — uma celebração anual digamos no aniversário do grupo ou no Natal, ou em ambas as ocasiões, onde se possa trazer algo de espiritual, uma referência ao reconhecimento de que aqueles encontros se tornam algo maior do que cada indivíduo.  O todo é sempre melhor do que as partes.

5 – Decisões –– qualquer problema a ser  resolvido deve ser feito em comum acordo, durante as reuniões.  Todos devem participar, dar suas opiniões e então votar. Nada de grupinhos, de fofoquinhas divisivas.

6 – Inclusão – inclua pessoas de todas as idades. A leitura de um livro depende muito da experiência pessoal de cada um além é claro da experiência de leitura.  Inclua os mais idosos com prazer, eles têm muito a dar e sempre surpreendem.

7 – Surpresa – encontros podem e devem ocasionalmente ter uma surpresa.  Sorteie um livro, combine uma visita a uma Feira do Livro.

8 – Não comprometa os seus encontros mensais. Temos tido a sorte e a oportunidade de ter como visitas ao nosso grupo de leitura, escritores cujos livros já lemos e discutimos.  É sempre muito excitante, uma ocasião muito especial conhecer em plano físico aquela pessoa que escreveu um livro de que gostamos.  No entanto, essas sempre foram ocasiões únicas, em que marcamos uma data específica e dividimos igualmente qualquer custo envolvido na ocasião: comes e bebes, flores e demais mimos.  Mas não comprometemos os nossos encontros.  Porque eles são OS NOSSOS ENCONTROS e de ninguém mais.  É uma questão de respeitar o nosso horário juntos, respeitar a nossa amizade.

jean-georges-ferry(França, 1851-1926) dua mulheres lendo em casaDuas senhoras lendo em casa

Jean-Georges Ferry ( França, 1851-1926)

óleo sobre tela

Coleção Particular

Lembre-se que amizades só se formam com tempo, com o encontro regular entre pessoas.  Ler e discutir livros é uma excelente maneira de se conhecer alguém, porque quando falamos do que nos impressionou, do que não gostamos ou do que foi importante para nós a respeito de um livro, mostramos quem somos e entendemos o outro com facilidade.

Aqui no blog em outra ocasião já dei o passo a passo para a gestão de um grupo de leitura.  Para maiores informações clique nesse link: Grupo de leitura:como fazer. Esta postagem marca — no próximo domingo — os 10 anos de encontros do grupo de leitura Papa-livros, cuja página, com a listagem de todos os livros que lemos nesses anos encontra-se aqui no blog. Fizemos boas amizades entre nós — somos 17.  E continuaremos a manter esses amigos por muitos e muitos anos.