Imagem de leitura — Anna Boch

5 08 2013

Anna_Boch (Belgica,1848-1936)_-_Femme_lisant_dans_un_massif_de_RhododendronsSenhora lendo ao lado de um enorme rododendro, s/d

Anna Boch (Bélgica 1848-1936)

óleo sobre tela, 67 x 106 cm

Em leilão

Rosalie Anna Boch nasceu em Saint-Vaast, em Hainaut na Bélgica, em 1848. No início de sua carreira usou da técnica pontilhista. Mais tarde abraçou o impressionismo propriamente dito pelo resto de sua carreira.  Foi aluna de Isidore Verheyden  e também bastante influenciada por Théo van Rysselberghe, que conheceu no Grupo dos XX. Além de trabalhar como pintora, Anna Boch  colecionou telas impressionistas de artistas importantes, seus contemporâneos. Além disso, promoveu muitos jovens artistas, inclusive Vincent van Gogh a quem ela admirava por seu talento e que também era amigo de seu irmão Eugène Boch .  Vigne Rouge (O vinhedo vermelho), comprado por Anna Boch, acredita-se ter sido a única pintura de Van Gogh vendida durante a vida do artista.  A coleção de Anna Boch foi vendida após sua morte. Em seu testamento, ela doou o dinheiro para pagar a aposentadoria de amigos artistas pobres. Faleceu em Bruxelas, em 1936.





Brasil que lê — fotografia tirada em lugar público

3 08 2013

???????????????????????????????O Grande Gatsby, leitura em ônibus urbano, no Rio de Janeiro.

 





Palavras para lembrar — Marcel Proust

1 08 2013

Franz Kupka, Na escala amarela, 1907Na escala amarela, 1907

Franz Kupka (República Checa,1871-1957)

óleo sobre tela, 79 x 75 cm

Museu de Belas Artes de Houston, EUA

“Todo o leitor é leitor de si mesmo.”

Marcel Proust





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

28 07 2013

???????????????????????????????Praça Santos Dumont, em frente ao Jóquei Clube, 21/07/2013.




Palavras para lembrar — Rubén Darío

28 07 2013

Daryl Zang (EUA, conte,porary) Second ReadingLendo outra vez, s/d

Daryl Zang (EUA, 1971)

óleo sobre teal, 80 x 80 cm

zangstudios.com

“Os livros não foram feitos para servir de enfeite; no entanto, nada como eles para embelezar o interior de uma casa.”

Rubén Darío





Imagem de leitura — Bernardus Johannes Blommers

26 07 2013

Bernardus Johannes Blommers (1845-1914)Twee lezende zusjesDuas irmãs lendo, s/d

Bernardus Johannes Blommers (Holanda, 1845-1914)

Guache sobre papel, 25 x 32 cm

Bernardus (Bernard) Johannes Blommers nasceu em 1845. Foi treinado primeiro como litógrafo, profissão do pai. Mas se interessou pela pintura e acabou estudando na Academia de Desenho de Haia.  Influenciado pelos amigos William Maris e Josef Israels, também pintores, acabou se interessando por retratar a vida dos camponeses, pescadores e suas famílias.  Foi uma escolha acertada pois Blommers se tornou um pintor de bastante sucesso na sua terra natal assim como conhecido nos círculos artísticos da Inglaterra, Escócia e Estados Unidos, países onde se encontravam seus grandes colecionadores.  Faleceu na Holanda em 1914.





Leitura na prisão reduz pena: os dez mais lidos

25 07 2013

BOOKS, A song worth volumes, Camille EngelNinho literário, uma canção que vale volumes

Camille Engel ( EUA, contemporânea)

óleo sobre madeira, 35 x 28 cm

Os 10 livros mais lidos nas prisões brasileiras:

A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
O Menino do Pijama Listrado, John Boyne
O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini
Nunca Desista Dos Seus Sonhos, Augusto Cury (primeiro escritor brasileiro)
Apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger
O Futuro da Humanidade, Augusto Cury
A Cabana, William P. Young
O Vendedor de Sonhos, Augusto Cury
Os Espiões, Luís Fernando Veríssimo
O Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupéry

Parabéns a Augusto Cury por ter três livros na lista dos mais lidos e  que também junto a  Luís Fernando Veríssimo aparece lado a lado, ombro a ombro com autores de grande popularidade no mundo inteiro.

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Alguns estados no Brasil subscrevem a diminuição de pena pela leitura.  Em geral para 30 dias de leitura, o detento tem uma redução de 4 dias na pena.  Assim é no estado de São Paulo, mas há variações de estado para estado.  A  leitura é considerada um trabalho intelectual, contribuindo para o processo de reinserção social dos presos “pela capacidade de agregar valores éticos-morais à sua formação“, assim vê o Poder Judiciário.

Além de São Paulo, Goiás, Paraná, Piauí e Santa Catarina já adotaram programas semelhantes. A participação é voluntária e a seleção dos detentos em geral é  feita por uma comissão, nomeada e presidida pelo diretor da unidade carcerária. Nesses programas – e há pequenas variações por estado, os presos têm até 30 dias para a leitura de uma obra e devem apresentar uma resenha a respeito do tema, que fica sujeita a correção para validação do período de estudo. Ema São Paulo, um mês de leitura reduz em quatro dias o tempo de reclusão da sentença. A cada ano, a decisão do TJ-SP permite que o preso desconte 48 dias da sua pena total.

Fontes: Hoje em dia, G1 GLOBO





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

21 07 2013

???????????????????????????????Leitura em dupla, trilha do Bem-te-vi, também chamado de Caminho Cláudio Coutinho, na base do Pão de Açúcar, Sábado, 20/07/2013.




A dignidade na vida e na morte: “Acabadora” de Michela Murgia

20 07 2013

Pablo Picasso, A vida, 1903, Cleveland Museum

A vida, 1903

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

Óleo sobre tela, 196 x 129 cm

Cleveland Museum of Fine Arts, EUA

Não me surpreende que Michela Murgia tenha ganhado diversos prêmios literários na sua terra natal, a Itália, com o livro Acabadora.  Sua escrita é poética, sensível, retrata uma realidade que sabemos verdadeira apesar de parecer um sonho enevoado e o faz  com sedução, guiando o leitor pela mão, a ponderar sobre a vida, seu valor; sobre o que é bondade;  a morte,  a traição, a eutanásia e a dignidade humana.

Passado em uma pequena vila da Sardenha,  na década de 1950, o romance está centrado nas figuras de Bonaria Urrai e Maria Listru.  Maria foi adotada.  Quarta filha de uma família pobre com muitos filhos é dada à Bonaria para educá-la.  Bonaria tem uma vida dupla de costureira durante o dia e  de facilitadora da morte, para aqueles que se encontram em seus últimos momentos de vida.  Este segundo ofício é conhecido e aceito por todos os habitantes do vilarejo. Mas não é falado.  Assim Maria cresce sem saber da delicada profissão noturna de sua mãe adotiva.  Bonaria é uma boa mãe. Educa Maria em casa e na escola.  Tira-lhe o hábito dos pequenos roubos.  Incentiva-lhe a aplicação aos estudos.  Mas espera o momento apropriado para contar á Maria o que faz nas noites em que sai de casa.  Maria descobre antes de Bonaria lhe contar. Descobre  por outros,  e sentindo-se traída, quando se vê como  a única no vilarejo que não conhecia o ofício de Bonaria,  não perdoa  a velha senhora. E se afasta.  Há pelo menos dois sentimentos que Maria tem que resolver: o desgosto pelo que Bonaria faz, e a traição.

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O mais interessante dessa narrativa é que não somos levados a questionar a retidão de caráter de Bonaria.  Ela é  dura, honesta, resistente à adversidade, rígida, fiel a seus princípios morais. Conhecedora, como ninguém, dos personagens do vilarejo, Bonaria não tem dúvidas sobre a necessidade de seu ofício. E não vacila ao aplicar a sua ética.  Os vizinhos concordam em silêncio, assim como todas as outras pessoas no vilarejo. Bonaria, afinal, traz paz aos que dela necessitam.   Bonaria, no entanto é seduzida a se desviar de sua ética uma única vez, e é justamente nesse momento que Maria descobre a profissão de sua mãe de criação.

A rejeição de Maria à Bonaria é imediata.  Mas por muito tempo ficamos sem saber se esta rejeição é por se sentir traída, não sabendo tudo sobre sua mãe de criação, ou se é por rejeição completa ao ofício de Bonaria. Não importa, eventualmente,  Maria chega a uma solução que não desmerece tudo que aprendeu com a velha senhora. E faz as pazes com os parâmetros de sua existência.

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A minha reserva quanto ao livro está justamente nos capítulos em que Maria, deixando a Sardenha, consegue um emprego como babá. Não pareceram viáveis.  Foi uma maneira da autora resolver alguns conflitos internos de Maria, mas os personagens não parecem críveis, não convencem.  Pena.  Cento e sessenta páginas e um discurso poético que seduz, encanta e corta, pois obriga o leitor a ponderar sobre seu posicionamento sobre dignidade humana,  na vida e na morte. Sobre a dignidade da vida quando o ser humano sofre uma limitação física acabrunhadora.  Um belo texto.

AVISO: os comentários a esta resenha não estão abertos a qualquer discussão sobre a eutanásia, a favor ou contra, qualquer postura religiosa ou política.  Nenhum comentário será aceito que se revele portador desses assuntos.  Comentários não serão publicados ou serão removidos.





Palavras para lembrar — Joseph Joubert

20 07 2013

BOTERO, Um prazer

Mulher lendo, 2003

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela, 104 x 89 cm

“A grande inconveniência dos livros novos é de nos impedir de ler os antigos.”

Joseph Joubert