Biblioteca de Alexandria, texto de Márcio Tavares D’Amaral

26 09 2015

 

library-at-AlexandraInterior imaginado da Biblioteca de Alexandria, gravura de O.Von Corven.

 

“A biblioteca de Alexandria foi a maior da Antiguidade. Fundada no século III a. C., teve a missão de recolher ao menos um exemplar de todos os livros escritos no mundo. Setecentos mil rolos e papiros foram protegidos pelas suas paredes! Estava aberta a todas as áreas da poderosa inquietação que nos move a ser e saber mais do que temos sabido e sido. Uma fonte, uma torrente, uma gula de inundar desertos. A biblioteca de Alexandria existiu de verdade. E, tendo sido destruída, é também, até hoje, para quem gosta de livros, um mito. A mãe das bibliotecas. A casa dos sábios.”

 

Em: “Bibliotecas”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 05/09/2015, 2º caderno, página 2.





Imagem de leitura — Franz Marc

23 09 2015

 

 

retrato da mãeRetrato da mãe do pintor, 1902

Franz Marc (Alemanha, 1880-1916)

óleo sobre tela, 98 x 69 cm

Lenbachhaus, Munique





Imagem de leitura — Augusto Macke

22 09 2015

 

 

garden-restaurantRestaurante-jardim, 1912
Augusto Macke (Alemanha, 1887-1914)
Óleo sobre tela, 81 x 105 cm
Kunstmuseum Berna, Suíça





Imagem de leitura — Franz Xavier Simm

20 09 2015

 

 

preparing-for-the-ball-franz-xaver-simm-austrian-1853-1918_thumbPreparando para o baile

Franz Xavier Simm (Áustria, 1853-1918)

óleo sobre painel, 40 x 29 cm





Imagem de leitura — Alexander Pavlovich Brullov

18 09 2015

 

 

Alexander Pavlovich Brullov (1798-1877) Rússia

Senhora lendo, 1839

Alexander Pavlovich Brullov (Rússia, 1798-1877)

Aquarela





Imagem de leitura — Béla Czene

15 09 2015

 

 

5082095_1Jovem vestida de azul, 1961

Béla Czene (Hungria, 1911-1999)

óleo sobre placa, 60 x 80 cm





Imagem de leitura — Edward Thompson Davis

11 09 2015

 

 

A Quiet Moment, Edward Thompson Davis. English (1833-1867).Um momento de quietude

Edward Thompson Davis, (GB, 1833-1867)

óleo sobre madeira, 45 x 34 cm





Imagem de leitura — Pablo Picasso

31 08 2015

 

woman-reading-olga-1920.jpg!BlogOlga lendo, 1920

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

carvão sobre papel, 100 x 73 cm





Resenha: “O corpo humano” de Paolo Giordano

31 08 2015

 

foglian7Barracas de soldados, c.1330

[DETALHE]

Retrato Equestre de Guidoriccio da Fogliano

Simone Martini (Siena, 1280 a 1285 — 1344)

Afresco, 340 x 960 cm

Palazzo Publico, Siena, Itália

 

 

Com um título que mais lembra compêndios científicos para a sala de aula, O corpo humano de início não me atraiu. Mas vinha assinado por Paolo Giordano, autor de um dos mais sensíveis livros que li em 2010, A solidão dos números primos. Além disso, aprendi, há algum tempo, a desconfiar de segundos livros de autores cujas primeiras publicações achei espetaculares. Em geral, as segundas tentativas desapontam. Por isso posterguei a leitura. Mas felizmente meus medos não se realizaram dessa vez. Pelo contrário, Paolo Giordano consegue mais uma vez, abordar temas que invadem o nosso dia a dia, de uma maneira sensível, e por um ângulo inusitado.

Sim, esse é um livro de guerra. Guerra no Afeganistão. Mas não se trata do exército americano, como a situação poderia nos levar a crer. Trata-se de soldados italianos que fazem parte dos esforços da OTAN naquele país. E em lugar da narrativa se concentrar na guerra, ela nos mostra o dia a dia de um grupo de soldados, e não só acompanha os homens desde antes da guerra, como lá, no estrangeiro, em local minado por perigo. Somos expostos aos dilemas diários desses homens, jovens, sem muita experiência, como se comportam e se exasperam, o que os limita física e emocionalmente. Daí, o corpo humano, essa máquina orgânica que nos prende, limita, nos trai e suporta.

 

0869f77b-f0a2-45fc-b538-59c08fafa9b3

 

Paolo Giordano surpreende mais uma vez por conseguir retratar a angústia pessoal de cada um de seus personagens, cada qual com seu problema íntimo — aqui, neste livro, problemas deixados para trás nos vilarejos ou cidades de onde vieram — com sensibilidade e distanciamento. Isso permite o leitor de se interessar pelo que pode acontecer a cada um, com o que parece ser um envolvimento mínimo. No entanto, quando finalmente um evento muda radicalmente a perspectiva dos soldados, é um choque perceber o quanto nos envolvemos com cada um deles e o quanto sabemos de seus desejo e frustrações e o fervor com que torcemos para que cada consiga ultrapassar os obstáculos físicos e emocionais.

 

 

Paolo GiordanoPaolo Giordano ©Niko Giovanni Coniglio

 

Não considero O corpo humano um livro de guerra nos moldes tradicionais. Ele é um livro sobre o ser humano, seus desejos, sonhos, experiências, necessidades, desilusões, decepções: emocionais e físicas. Ele nos mostra como ou porque chegamos a atos de audácia, fazemos juízo, nos mostramos corajosos, decididos e firmes. E ele nos mostra a chama, o piloto de energia que, no âmago, se incendeia quando cada um de nós age, decide, se droga, se perde, se desintegra, se constrói. Por isso mesmo Paolo Giordano passa a ser para mim, um dos autores que melhor se dedica ao entendimento do ser humano.

 

Recomendo a todos, amantes ou não dos livros de guerra

 

foglian2Retrato Equestre de Guidoriccio da Fogliano, c. 1330
Simone Martini (Siena, 1280 a 1285 — 1344)
Afresco, 340 x 960 cm
Palazzo Pubblico, Siena, Itália




Imagem de leitura — Círculo de Durameau

25 08 2015

 

 

circle-of-durameau-louis-jean-recto-homme-assis-lisant-a-la- à la lumièreHomem sentado lendo  à luz de uma vela, s.d.

[Estudo para adoração do bezerro de ouro]

Círculo de Jean-Jacques Durameau (1733-1796)

carvão, sanguínea, aguadas cinza e marrom, sobre duas folhas de papel.

Piasa