Imagem de leitura — Freek Van Den Berg

28 03 2011

Moça lendo, s/d

Freek Van Den Berg ( Holanda, 1918 -2000)

óleo sobre tela.

Freek Van Den Berg  (Holanda, 1918-2000) conhecido também  como ‘Kees van Dongen of Kattenburg, [o pintor holandês fauve] pintor holandês que abraçou o movimento fauvista das primeiras décadas do século XX.    Nascido e educado em Amsterdã conseguiu através do uso “selvagem” das cores preferidas pelo movimento Fauvista expressar seu grande amor pela vida, suas paixões, e uma maneira otimista de focar o mundo à sua volta.   Dedicou-se tanto à pintura a óleo quanto a aquarelas.





Imagem de leitura — Rhoda Yanow

26 03 2011

 

Hora do chá, s/d

Rhoda Yanow (EUA< contemporânea)

Pastel

www.painting-palace.com

 Rhoda Yanow nasceu em Newark, New Jersey.  Estudou na Parsons School of Design e na  National Academy of Design. Hoje ensina na DuCret School of Art;  no Newark Museum e na  The Pastel Society of America School.  Recebeu em 2002 um prêmio da Community Art Association Award por seus trabalhos em pastel.  A partir daí seus prêmios são muito numerosos para serem listados neste parágrafo.  Sua maior preocupação é retratar a luminosidade em pastels enquanto retrata a vibração dos movimentos.  www.painting-palace.com





O mundo mágico de Célestine Hitiura Vaite

26 03 2011

Mercado de Papeete, Taiti, 2008

Roy Boston

Aquarela,  55 x 35 cm

Aquanetart

Há muito tempo não me acontece de ler um livro e ficar tão encantada que me precipitei a  procurar por outro do mesmo autor.  E ainda mais, acabar a leitura do segundo volume e me sentir tão feliz quanto na primeira vez.  Mas foi exatamente isso que me aconteceu quando li, com a recomendação de um livreiro conhecido, A flor do Taiti de Celéstine Hitiura Vaite [Rocco: 2011]. 

Minha apresentação ao trabalho dessa escritora taitiana deu-se “fora de ordem”, ou seja, li o segundo livro antes de ler o primeiro Os sabores da fruta-pão [Rocco: 2006].  Apesar de terem em comum os mesmos personagens, nada impediu o deleite de qualquer um dos volumes em separado.   São obras totalmente independentes, em que os mesmos personagens reaparecem com suas deliciosas filosofias de vida, maneiras de viver, dizeres na ponta da língua…

O mundo que se apresenta ao leitor de Célestine Hitiura Vaite tem o encanto da simplicidade, do saber popular, da vida “como ela é vivida” por milhões de pessoas no mundo.  Pode-se dizer que a escritora passa ao leitor um mundo realista, porque nele as menores decisões são avaliadas, contadas e elas levam não a conseqüências operáticas, desastrosas ou de grande sucesso, mas levam — de uma maneira ou outra —  ao desenvolvimento da história como acontece na maioria de nossas vidas: nem grandes tragédias, nem grandes transformações. 

Nesse aspecto, Célestine Hitiura Vaite lembra em estilo de narrativa os escritores ingleses.  Interessante, que mesmo tendo sido criada com o francês, — o Taiti ainda faz parte da comunidade francesa, é um “país do francês ultramarino”  – a autora declara na contracapa que se sente mais à vontade escrevendo em inglês.  Se sofreu ou não influência de escritores ingleses tais como Jane Austen, Barbara Pym, Alexander McCall Smith não vem ao caso, o que importa e notarmos que a mesma consideração para as pequenas decisões, para as nuances de comportamento que caracterizam os escritores acima mencionados estão presentes no trabalho dessa taitiana.

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Em A flor do Taiti, nos encontramos com uma família daquele país, onde a personagem principal, Materena Mahi, é uma apresentadora de um popular programa de rádio.  Ela e o marido estão prestes a se tornarem avós e esse evento em suas vidas transforma o dia a dia e os personagens retratados.  Em Os sabores da fruta-pão  nos confrontamos com o relacionamento de Materena e sua única filha – ela tem outros dois meninos.  São outros tempos.  Ela ainda não é apresentadora de rádio e seus filhos ainda estão dando bastante trabalho.  Todos são mais jovens, inclusive Pito, o marido, cujo comportamento em qualquer um dos volumes, levou essa leitora a boas gargalhadas.  Retratada está a sabedoria popular e vemos como a sensibilidade de Materena consegue caminhar por entre assuntos difíceis e espinhosos com a delicadeza e graça.

Apesar de a autora não se dedicar a problemas sociológicos, há através dos dois livros lançados no Brasil (originalmente é uma trilogia) um alerta para alguns problemas sociais, entre eles o grande número de crianças nascidas de pais franceses  radicados no arquipélago durante o serviço militar e que voltam para a França sem reconhecerem os filhos das ligações amorosas no local.  Vemos também a discriminação entre classes sociais, prevalente praticamente no mundo inteiro, assim como o descaso dos homens – todos centrados nos seus próprios umbigos — para com os trabalhos femininos.  No entanto, tudo isso é retratado com muito bom humor e com delicada franqueza.  O que acaba por exaltar a nossa familiaridade com esses assuntos acentuando o alto astral dessas comédias humanas. 

Ambos, A flor do Taiti e Os sabores da fruta-pão,  são romances de costumes que giram em torno de sentimentos e de dúvidas universais.  Não se perdem no retrato da pobreza de uma região do país, nem tampouco tentam solucionar ou delatar problemas socioeconômicos.  Mas em questão está o realismo emocional de uma família que faz tudo para sobreviver bem e que leva a vida tão agradável quanto o absolutamente possível.  Não há como sair de nenhum desses dois romances, sem estarmos felizes com a natureza humana e com a vida em geral. 

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Celestine Hitiura Vaite

Esses são livros de grande entretenimento; eles contribuem para nos sentirmos bem ao final da leitura.  Os personagens são todos mais ou menos nossos conhecidos.  Eles nos surpreendem porque temos que aceitar que são em geral de bom caráter, mesmo as tias fofoqueiras, ou os companheiros machistas de Pito no trabalho.  Conhecemos a todos, mesmo antes de lermos uma única palavra dos romances.  Reconhecemos seus trejeitos e modo de pensar, assim como podemos reconhecer muitos personagens de novelas televisivas.  Mas é  a mágica narrativa da autora nos leva a aceitá-los exatamente como são: defeitos e qualidades inclusos. 

Em abril temos uma semana de feriados: Semana Santa, Tiradentes, Descobrimento, etc.  Se você está pensando em levar alguma boa leitura, leve e feliz para o seu feriado, não deixe de considerar esses dois livros.  Não vai se arrepender.  

NOTA:  Há duas grandes contribuições para o sucesso desse livro:  a tradução de Léa Viveiros de Castro e as capas de Flor Opazo, que saem da mesmice de retratar o Taiti como Gauguin o fez.   Parabéns às duas.





Imagem de leitura — Antônio Hélio Cabral

26 03 2011

Leitura, década de 1990

Antônio Hélio Cabral ( Brasil, 1948)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

http://www.cabral.art.br/

Antônio Hélio Cabral nasceu em 1948 em Marília, SP. Em 1958, muda-se para São Paulo com os pais. Por volta de 1961, começa a freqüentar a oficina de Fausto Boghi, artífice italiano.  Cursa a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.   Em 197, monta seu ateliê na rua Tupi onde passa a exercitar-se em pintura de cavalete.  Passa a exibir em galerias da cidade.  Começa também a ensinar desenho e pintura no Artestudium, no Museu Lasar Segal.  Continua a se aprimorar sob a tutela de Antônio Carelli.  Em 1977,  monta ateliê no Pari.  Sua obra inclui litografias, aquarelas, esculturas.  http://www.cabral.art.br/





Imagem de leitura — Francisc Sirato

25 03 2011

Mulher sentada lendo, 1932

Francisc Sirato ( Romênia 1877 -1955)

óleo sobre tela,  60 x 50 cm

Museu Municipal de Bucarest

Francisc Sirato ( Romênia 1877 – 1955) Nascido em Craiova, na Romênia ele foi pintor , desenhista e ilustrador —  além de ter se tornado uma das principais personalidades da arte romena da primeira metade do século XX .  Fazia parte do chamado, “Grupo Quatro”, ao lado de Nicholas Tonitza , Dimitrescu Stephen e Han Oscar .   Ainda estudante trabalhou fazendo  cartazes e ilustrações para revistas.  Estudou primeiro em Düsseldorf (1898), em uma oficina de  litografia. Foi em seguida, para a Escola de Belas Artes de Bucareste (1900-1905), colaborando com algumas revistas da época, com desenhos que mostram o seu espírito de crítica.  Em 1917, tornou-se curador do Museu nacional de Arte Folclórica;  em 1933 tornou-se professor na Academia de Belas Artes.   Morreu em Bucareste em 1955,





Imagem de leitura — Otto van Rees

23 03 2011

Adya lendo na cadeira de  ratan, 1905

Otto van Rees ( Alemanha 1884 — Holanda 1957)

Técnica mista sobre papel

Otto van Rees nasceu na Alemanha de família holandesa em 1884.   Começou a desenhar sob a tutelagem de seu pai Professor Jacob van Rees (1854-1928) e também sob instrução de Herman Heyenbroek (1871-1948).   Em 1904  seguiu as instryções de pintura de Jan Toorop na cidade de  Domburg. Nesse mesmo ano mudou-se para Paris com sua esposa Adya van Rees-Dutilh (1876-1959), também pintora.  Elese permaneceram em Bateau-Lavoir onde conheceram Pablo Picasso e Kees van Dongen.  Foi aí que seu trabalho passou do pontilhismo a um trabalho colorido e depois ainda ao Cubismo. Em 1906 muda-se para a Itália, onde permanecerá a maior parte de sua vida.  Mais tarde ele passa a dividir seu tempoentre Ascona na Itália e Utretch na Holanda, onde morre em 1957.




Imagem de leitura — Frederic Soulacroix

21 03 2011

Uma senhora em seu descanso, s/d

Frederic Soulacroix (Itália, 1858-1933)

óleo sobre tela

Charles Joseph Frederic  Soulacroix  nasceu em 1858 na Itália.  Foi aluno de Ramney, Cornelius e de Dumont. Enrou para a Escola de Belas Artes em 1845 e fez sua primeira exposição  no Salon de Paris em 1849.  Considerado um pintor da classe média, sabia dar um lustre especial à variedade de texturas dos tecidos refinados de suas modelos.  Um retratista e um pintor de gênero que se excedeu ao transportar para suas telas belas cenas de interior.  Faleceu em 1933.





Imagem de leitura — Alexander Sokht

18 03 2011

Romance, 2010

Alexander Sokht ( República Checa, 1967)

óleo sobre tela, 80 x 70cm

www.alexandersokht.com

Alexander Sokht  nasceu em Praga em  1967 e foi criado em Krasnodar  no sul da Rússia, próximo ao Mar Negro.  Estudou arte na Universidade Estadual de Krasnodar.   Logo depois de sua graduação participou de diversas exposições em grupo, em Krasnodar e Sochi.  Em 1991, começou a exibir em Moscou.  Com o sucesso de seu trabalho na capital russa, mudou-se para Moscou, onde viveu pelos dez anos seguintes.  In 1997, seu trabalho começa a ser exibido fora da Rússia: Suiça, Alemanha, Luxembugo, França, Espanha.  A porta para sua carreira internacional, européia havia sido aberta.  Em 2002 expõe em Berlin e Londres.   Com a carreia européia aquecida, sai de Moscou e se estabelece em Praga, onde abre seu ateliê e sua própria galeria de arte e onde vive até hoje.  www.alexandersokht.com





Imagem de leitura — Georgy Kurasov

16 03 2011

 

Romance gótico, 2007

Georgy Kurasov (Rússia, 1958)

Óleo sobre tela com folha de ouro

118 x 88 cm

www.kurasov.com

Georgy Kurasov nasceu em 1958, em São Petersburgo, Rússia, onde ainda vive e trabalha.  Começou a estudar arte aos 13 anos.  Inicialmente foi selecionado para participar das aulas de escultura já que parecia não ter sensibilidade para cores.  Em 1977 entrou para o curso de escultura da  Academia de Arte, onde permaneceu por 6 anos. Em 1984, depois de uma longa passagem pelo serviço militar obrigatório, Kurasov se encontra finalmente livre para correr atrás de seus sonhos.  Mudanças políticas no país levaram-no a fazer pequenos trabalhos de pintura.  Sua primeira exposição de pintura  no s Estados Unidos foi em 1993.  Desde então vende suas obras quase que exclusivamente nos EUA.   Visite seu portal:  www.kurasov.com





Imagem de leitura — Joseph De Camp

14 03 2011

Sol de junho, 1902

Joseph De Camp (EUA, 1858-1923)

óleo sobre tela

Joseph Rodefer De Camp (EUA, 1858-1923)  Nasceu em Cincinnati, Ohio.  Estudou com Frank Duveneck .  Mais tarde foi à Alemanha onde estudou na Academia Real de Munique. Passando algum tempo mais tarde em Florença.  Viajou através da Itália, de onde retornou a Boston nos EUA, em 1883.  Quatro anos mais tarde fundou o grupo Ten American Artists – um grupo de pintores aos moldes do impressionismo nos EUA: Childe Hassam, John Henry Twachtman, J. Alden Weir, Thomas W. Dewing, Joseph De Camp, Frank W. Benson, Willard Leroy Metcalf, Edmund Tarbell, Robert Reid, and E.E. Simmons.  Quando Twachtman morreu em 1902, William Merritt Chase tomou o seu lugar.