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Primeira lição, s/d
Samuel Baruch Halle (Alemanha, 1824 -1889)
Óleo sobre tela
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Samuel Baruch Halle nasceu na Alemanha em 1824. No entanto viveu e trabalhou na França por toda sua vida, falecendo em 1889.
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Primeira lição, s/d
Samuel Baruch Halle (Alemanha, 1824 -1889)
Óleo sobre tela
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Samuel Baruch Halle nasceu na Alemanha em 1824. No entanto viveu e trabalhou na França por toda sua vida, falecendo em 1889.
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Moça sentada, 1930
Ipolit Strambu (Romênia, 1871-1934)
óleo sobre tela
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Ipolit Strambu nasceu em Baia de Aramă, no condado de Mehedinţi, na Rumênia, em 1871. Teve sua educação artística na Escola de Belas Arte de Bucareste onde estudou com G. D. Mirea entre 1891-1895. Ganhou uma bolsa de estudos que o levou a estudar pintura em Munique na Alemanha, na Academia de Real de Belas Artes na Bavaria entre 1896- 1901. Na primavera de 1901 retornou ao seu país natal, estabelecendo-se em Bucareste, onde permaneceu, trabalhando até seu falecimento em 1934.
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Ian e Moki, ilustração em pastel de Jan McDonald.–
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As férias estão chegando e começamos a pensar no que nossas crianças irão ler. Uma das boas coisas nas férias é expandir horizontes, ler livros diferentes do que lemos durante o ano. Trago a lista de livros para crianças desde as mais novas — o livro em décima colocação pode ser lido para uma criança — assim como aquelas que já se aventuram no mundo dos adolescentes. Tratamos aqui de ficção científica, com sugestões de leitura de Steve Cole escritor de livros de ficção científica para o público jovem que publicou no final verão inglês no jornal The Guardian uma lista do que considera os dez melhores livros de aventuras no espaço.
A ficção de Steve Cole parece estar sempre um passo além do que se faz naquele momento. Ele, por exemplo, foi o autor que colocou dinossauros no espaço, na série Astrossauros. E suas observações sobre os melhores livros de ficção científica para jovens e muito jovens leitores são um reflexo contra o que ele considera uma grande dose de realidade que adulterou grande parte dos mundos imaginários do espaço.
Steve Cole acredita que a popularidade de conhecimentos científicos sólidos, por exemplo sabermos que não há florestas na lua, que não há pequenos homens verdes em Marte, parece ter colocado uma camisa de força na imaginação daqueles que escrevem ficção científica, fazendo com que nos esqueçamos de que o universo é imenso e que há lugar para que os mundos mais estranhos possam ser imaginados.
Tendo essa perspectiva em mente ele nomeou os livros que considera serem os melhores no momento. [Vou listar aqui todos, tanto os que encontramos no Brasil, traduzidos, assim como os que só encontramos em inglês, porque há, hoje, muitos leitores em inglês no Brasil, principalmente entre o público mais jovem.
1 – George e a caça ao tesouro cósmico, de Lucy e Stephen Hawking, no Brasil publicado pela Ediouro: 2010, com tradução de Laura Alves – 318 páginas.
2 — Doctor Who and the Daleks de David Whitaker, em inglês, originalmente publicado em 1964, série de livros em que o seriado televisivo, de grande sucesso foi baseado. As obras de David Whitaker estão sem tradução no Brasil.
3 – Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle, no Brasil publicado pela Rocco:2011, com tradução de Sônia Coutinho – 264 páginas.
4 – The Comic Strip History of Space de Sally Kindberg e Tracey Turner, sem tradução no Brasil.
5 — Kings of Space de Capt WE Johns, apesar de ter sido autor de mais de 169 livros, dos quais 96 são das aventuras de Biggles, não há uma única tradução no Brasil.
6 — Space, Black Holes and Stuff de Glenn Murphy.
7 – Rumo aos anéis de Saturno: ou a vingança das aranhas brancas! de Philip Reeve, no Brasil publicado pela Cia das Letras: 2009, tradução de Ricardo Gouveia – 296 páginas.
8 – O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams, no Brasil publicado pela Arqueiro: 2009, com tradução de Paulo Fernando Henriques Britto e Carlos Irineu da Costa — 208 páginas
9 – Além do planeta silencioso: trilogia cósmica, de C. S. Lewis, publicado no Brasil pela Martins Fontes: 2010, com tradução de Waldea Barcellos – 220 páginas
10 – Marcianos adoram cuecas, de Claire Freedman e Bem Cort, no Brasil publicado pela Globo: 2009, com tradução de Rosemarie Ziegelmaierl – 24 páginas.
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Michelle Ranta (EUA, contemporânea)
óleo sobre madeira, 75 x 90 cm
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Ray Bradbury
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Segundo Projeto para a Biblioteca do Rei, 1785
Etienne-Louis Boullée (França, 1728-1799)
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TEXTO REPRODUZIDO DO JORNAL O GLOBO: 2/06/2012
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Criado em 2009, o blog Livro de Humanas reunia mais de 2 mil títulos acadêmicos para download gratuito. O site foi retirado do ar no fim de maio, devido a uma ação judicial movida pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), entidade que representa dezenas de editoras do país. No texto abaixo, escritores e acadêmicos defendem o blog.
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*Por Alexandre Nodari, Eduardo Sterzi, Eduardo Viveiros de Castro, Idelber Avelar, Pablo Ortellado, Ricardo Lísias e Veronica Stigger
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A liberdade de expressão moderna é indissociável da invenção da imprensa, ou seja, da possibilidade de reproduzir mecanicamente discursos e imagens, fazendo-os circular e durar para além daquele que os concebeu. A própria formação da esfera pública, bem como do ambiente de debate científico e universitário, está umbilicalmente conectada à generalização do acesso aos bens culturais. Sem a disseminação da diversidade e do confronto de opiniões e de teorias, a liberdade de expressão perde seu sopro vital e se torna mero diálogo de surdos, quando não monólogo dos poderosos.
A internet eleva ao máximo o potencial democrático da circulação do pensamento. E coloca, no centro do debate contemporâneo, o conflito entre uma visão formal-patrimonialista e outra material-comunitária da liberdade de expressão. Tal cisão, bem real, pareceria manifestar-se no conflito entre direitos autorais e direito de acesso. Estes não são, porém, necessariamente antagônicos, pois o prestígio moral e econômico de um autor ou de uma obra está, em última análise, ligado à sua visibilidade. São incontáveis os exemplos de escritores e editoras que não só se tornaram mais conhecidos, como tiveram um incremento na venda de suas obras depois que estas apareceram para download. O público que baixa livros é o mesmo que os compra.
Assim, o verdadeiro conflito não é entre proprietários e piratas, mas entre monopolistas e difusionistas. A concepção monopolista-formal dos direitos autorais está embasada na ideia de que aquilo que confere valor à obra é a sua raridade, o seu difícil acesso; já a difusionista-democrática se ampara na inseparabilidade de publicidade e valor. A internet favorece a segunda concepção, uma vez que a existência física do objeto cultural que sustentava a primeira vai sendo substituída por sua transformação em entidade puramente informacional. Desse modo, também se produz uma transformação da natureza das bibliotecas. As novas bibliotecas virtuais se baseiam no armazenamento e na disseminação tais como as antigas bibliotecas materiais, mas oferecem uma mudança decisiva porque a estocagem depende da distribuição e não o contrário: é a difusão que garante o armazenamento descentralizado dos arquivos.
É uma biblioteca sem fins lucrativos e construída nesses moldes modernos e democráticos que se acha sob ameaça devido ao processo movido pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), sob o pretexto de infringir direitos autorais. O alto preço dos livros, o desaparelhamento das bibliotecas públicas e o encarecimento do xerox levaram um estudante universitário a disponibilizar online textos esgotados ou de difícil acesso para seus colegas. A iniciativa cresceu, atraiu a atenção de estudantes e professores de todo o país e se tornou a mais conhecida biblioteca virtual brasileira de textos acadêmicos, ganhando prestígio comparável ao site “Derrida en castellano”, que sofreu processo semelhante e foi absolvido nas cortes argentinas, como esperamos que o “livrosdehumanas.org” o será pela Justiça brasileira.
Os defensores da concepção patrimonialista dos direitos autorais costumam pintar cenários catastróficos em que a circulação irrestrita de obras gera esterilidade criativa. No entanto, ignoram, ou fingem ignorar, que os textos nascem sempre de outros textos e que o autor é, antes de tudo, um leitor. Hoje, lamentamos a destruição das grandes bibliotecas do passado, como a de Alexandria, e das riquezas que elas protegiam. Poupemo-nos de chorar um dia pela aniquilação das bibliotecas virtuais e pela cultura que elas podiam ter gerado.
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*Alexandre Nodari é doutor em Teoria Literária pela UFSC e editor da Cultura e Barbárie; Eduardo Sterzi é escritor e professor de Teoria Literária na Unicamp; Eduardo Viveiros de Castro é antropólogo e professor do Museu Nacional/UFRJ; Idelber Avelar é crítico literário e professor da Tulane University (Nova Orleans, EUA); Pablo Ortellado é professor de Gestão de Políticas Públicas e de Estudos Culturais na USP, coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai); Ricardo Lísias é escritor, autor de “O céu dos suicidas”, entre outros; Veronica Stigger é escritora, professora de História da Arte na FAAP, coordenadora do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema (AIC).
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Ursula Bloom num passeio a Walton-on-the-Naze, 1932
Charles A Buchel (Alemanha, 1872 – Inglaterra, 1950)
óleo sobre tela
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Charles August Buchel nasceu em Mainz, na Alemanha em 1872, mas emigrou para a Inglaterra ainda criança. Estudou arte na Royal Academy Schools. Trabalhou por muito tempo como artistia gráfico, desenhando programas teatrais, cartazes publicitários, programas de teatro. Também se dedicou às ilustrações para revistas de teatro. Por ter trabalhado junto ao teatro acabou sendo conhecido como o retratista do mundo teatral de sua época. Ursula Bloom, retratada acima era uma conhecida novelista. Talvez tenha sido responsável pela primeira representação gráfica de Peter Pan, em um cartaz para a peça teatral em 1904. Faleceu em 1950.
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Moça lendo, 2000
Di-Li Feng (China, 1958)
óleo sobre tela
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Di Li Feng nasceu num pequeno vilarejo, em 1958, na China. Formou-se pela Academia Chinesa Central de Belas Artes, a maior instituição artística na China, onde fez pós-graduação em 1990. Hoje é professor na Academia de Belas Artes de Lu Xun na China, depois de ter lecionado em várias universidades americanas.
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Menina lendo, 1953
Alice Soares ( Brasil, 1917-2005)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
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Alice Ardoheim Soares nasceu em Uruguaiana, RS em 1917. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, onde posteriormente veio a lecionar. Depois de diversos prêmios nos Salões de Arte do Rio Grande do Sul e medalhas, Alice Soares se estabeleceu principalmente pelo retrato de crianças, principalmente meninas. Residiu em Porto Alegre onde exerceu as profissões de pintora, desenhista e professora. Faleceu em 2005.
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Mulher lendo, 1906
Félix Vallotton (Suiça 1865-1925)
óleo sobre tela, 90 x 116 cm
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Félix Vallotton nasceu em Lausanne na Suiça em 1865. Estudou no cantão de origem, graduando-se em Estudos Clássicos em 1882, quando se muda para Paris para estudar arte na Académie Julian, com Jules Joseph Lefebvre e Gustave Boulanger. Começou sua carreira artística pintando retratos. É considerado como um dos precursores da chamada Neue Sachlichkeit (“nova objetividade”), movimento que se originou na década de 1920. Além de pintor, Vallotton dedicou-se seriamente à xilogravura, tornando-se um de seus expoentes no século XX. Durante a Primeira Guerra Mundial, produziu uma série de desenhos anti-guerra. Além do trabalho nas áreas de pintura, desenho e escultura, Vallotton escreveu três romances e uma série de peças de teatro. Seu romance ilustrado autobiográfico A vida assassina foi publicado em 1930. Faleceu em Paris em 1925.
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Ferdinand Heilbuth ( França, 1828-1889)
óleo sobre tela, 32 x 40 cm
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Então, J.K. Rowling lançará seu primeiro romance para adultos em setembro deste ano e ele já está prometido para chegar às nossas livrarias, traduzido, o mais rápido possível de preferência antes do Natal, pela editora Nova Fronteira. Há grande expectativa de sucesso. Será que ela conseguirá fazer de leitores adultos um grupo tão fiel quanto conseguiu ter com os leitores adolescentes? Essa notícia estampada nos jornais da semana me levou a considerar o que faz um romance ter sucesso? O que faz um romance ser um best seller? Será que a fórmula para agradar a adolescentes seria diferente da fórmula para adultos?
Muitos já se preocuparam como o assunto, mas o professor de literatura James W. Hall conseguiu encontrar 12 pontos que todos os best-sellers têm em comum, a lista e sua discussão estão bem elaboradas no livro Hit Lit: Cracking the Code of the Twentieth Century’a Biggest Bestsellers. A lista se refere aos best sellers nos Estados Unidos. Entre as descobertas estão algumas que até parecem óbvias demais e que nos fazem questionar se realmente prestamos atenção quando nos envolvemos na leitura de um best-seller. Por exemplo, seguem 3 pontos quase óbvios, depois que pensamos sobre o assunto:
1) todos os heróis dos grandes sucessos de vendas em livros do século XX, são personagens que passam muito pouco tempo pensando, são heróis de ação, do quais sabemos muito pouco de seus passados, só o estritamente essencial, sem grande profundidade nas suas complexidades emocionais.
2) os personagens principais estão em geral envolvidos em questões sociais que são o tópico “quente” da época em que esses livros são publicados, tais como racismo, sexo e política. Vejamos os exemplos: O sol é para todos de Harper Lee, ou E o vento levou de Margaret Mitchell com o tópico de racismo em primeiro plano. O vale das bonecas de Jacqueline Susann é o exemplo do sexo como assunto “quente” de época, enquanto que A caçada ao outubro vermelho de Tom Clancy, seria um excelente exemplo do tópico de preocupação política na época de sua publicação.
3) as histórias principais dos best-selles podem ser resumidas em poucas palavras, são histórias cujo “problema” a ser resolvido é relativamente simples, mas que estão sempre colocados num ambiente bastante complexo, envolvidas no tecido social cujo tópico é de interesse no momento, como descrito acima.
Para quem pretende escrever um best-seller este é um livro que pode ajudar.