Palavras para lembrar — Sam Levenson

20 08 2012

Menino lendo na cama

Anni Matsick ( EUA, contemporânea)

www.annimatsick.com

“Qualquer criança que tenha dois pais interessados nela e uma casa cheia de livros não é pobre”.


Sam Levenson





Imagem de leitura — Piero Antonio Rotari

18 08 2012

Correspondência dividida, s/d

Piero Antonio Rotari ( Itália,  1707-1762)

óleo sobre tela, 88 x 75 cm

Galeria Tretyakov, Moscou

Piero Antonio Rotari nasceu em Verona em 1707. Estudou com Antonio Balestra. Passou longos períodos em Veneza, Roma e Nápoles onde estudou pintura com os melhores mestres,  antes de retornar a Verona.  Respeitado retratista foi convocado pela aristocracia de Dresden, Viena e Munique.  Faleceu  em 1762, em São Petersburgo onde residia temporariamente para retratar a família real russa.





Palavras para lembrar — William Feather

16 08 2012

Moça lendo, 1970

Will Barnet (EUA, 1911)

serigrafia

“Os livros abrem e alargam a mente e fortificam quem os lê como nada mais”.

William Feather





Imagem de leitura — Brenda Ginsberg

16 08 2012

Mulher lendo, s/d

Brenda Ginsberg (EUA, contemporânea)

acrílica sobre tela, 39 x 48 cm

Brenda Gisnberg





Palavras para lembrar — Denis Parsons Burkitt

12 08 2012

O poeta Alfred Munnings lendo

Alfred Knight (Inglaterra 1874- 1961)

óleo sobre tela, 100 x 75 cm

Coleção Particular

“É melhor ler pouco e ponderar muito do que ler muito e ponderar pouco”.

Denis Parsons Burkitt

 





O feitiço de Dulce Maria Cardoso em O Retorno

11 08 2012

Paisagem de cidade portuguesa

Lewis Schnellmann (EUA, contemp.)

Acrílica sobre tela, 60 x 90 cm

www.schnellmanfredi.net

Acabo de ler O Retorno, da escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso.  Estou encantada.  Bati o livro como se fosse manjar dos céus.  É poético.  Tem uma linguagem singular que se saboreia como poucas e canta melodias sonoras aos nossos ouvidos.  O mundo descrito pelos olhos adolescentes de Rui também tem deslumbramento, lições de vida, sabedoria, solidão e surpresa. Além, é claro, de um retrato peculiar de diversos subprodutos da colonização, sobretudo os preconceitos.  Estes vemos de maneira generalizada: de toda parte, dos brancos, dos pretos, dos portugueses da Europa e dos que procuraram dias melhores para suas famílias nas terras das colônias.  O preconceito, qualquer que seja é fartamente ilustrado nessa obra.  Filhos do medo, do futuro, do desconhecido, medo do presente e do passado, preconceitos afligem a todos os personagens brancos, pretos, portugueses de colônia e da metrópole, sãos e doentes, comunistas e revolucionários.  Todos, sem exceção sofrem do mal. Que lição a escritora nos dá!

E tudo é retratado com palavra precisa e sutil. Delicada, quase inocente, pelos olhos de quem está aprendendo sobre a vida e a mostra com o frescor do descobrimento, da habilidade de superação, da destemida inocência dos adolescentes.

São poucos os livros de amadurecimento, livros de “passagem” como se diz em inglês,  significando passagem da vida de adolescente à adulta,  que conseguem seduzir tanto.  Dulce Maria Cardoso domina a narrativa como poucos escritores o fazem.  Envolve, segura, puxa, carrega e administra o leitor com mestria através dos sentimentos antagônicos de emigrantes e de retornados, de colonizadores e colonizados.  Esse é um tema riquíssimo que dominou  grande produção da literatura do século XX  e que certamente ainda estará no seio da literatura contemporânea pois trata de identidade, da plenitude da existência, das questões do ser.  Encontrei nesse romance uma das mais vívidas descrições das dezenas de facetas do deslocamento emocional entre imigrantes e colonizados. Entre emigrantes e aqueles que permanecem em suas terras natais.  Narrado com uma linguagem excepcionalmente bela, cantante, sonora que traz a beleza de trinos de passarinhos, O Retorno é um concerto especial aos nossos ouvidos, trazendo um português casto, entremeado de expressões angolanas — algumas delas velhas conhecidas dos romances de Agualusa e de Ondjaki —  que reverberam nessa narrativa como uma lembrança constante da riqueza dessa nossa, sim de nós todos, língua portuguesa.

Dulce Maria Cardoso

Uma leitura saborosa que descortina o complexo feixe de sentimentos daqueles que emigram para a sobrevivência, adotam uma terra desconhecida, uma cultura diferente para enraizar a família e se descobrem à beira do abismo quando, o que consideravam seu, por direito de trabalho suado e honesto, são obrigados a deixar para trás e  ao retornarem à terra natal ainda não são considerados bem-vindos.  Uma situação complexa, moderna e gritantemente injusta.  O dilema dos “retornados” em Portugal foi dilacerante aos corações dos que voltaram.  Seria interessante, do ponto de vista antropológico, ver como a independência de antigas colônias europeias foi encarada em outros países colonizadores como Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, na segunda metade do século XX.

Ainda teremos muito que ler sobre o assunto e outros escritores europeus, tenho certeza, se dedicarão ao tema.  Isso não tira, no entanto, a importância da indicação de O Retorno para a introdução dessa problemática aos leitores brasileiros.  No Brasil, o livro sai numa edição primorosa da Tinta da China, em capa dura, com fitinha de cetim para marcar a leitura e a preços compatíveis com o mercado, competindo de igual para igual com livros produzidos com muito menos cuidado.  Foi um prazer total, desde o volume em si à leitura desde texto impecável. Recomendo a todos os leitores, universalmente, jovens e adultos.  É um romance delicioso e significativo.  Um tesouro!

VEJA ENTREVISTA COM A AUTORA






Imagem de leitura — Johann Zoffany

28 07 2012

Charles Towneley and friends in the Park Street Gallery, Westminster, 1782-3

Johann Zoffany (Alemanha, 1733-1810)

Óleo sobre tela,  127 x 102 cm

Towneley Hall Art Gallery and Museum

Burnley, Reino Unido

Johann Zoffany nasceu em Frankfurt na Alemanha em 1733.  Começou estudando escultura para depois se dedicar à pintura.  Em 1750 viajou pela Itália.  Em Roma aprimorou sua técnica de pintura com Agostino Masucci. Em 1760 foi para Inglaterra onde acabou se estabelecendo como pintor para o resto de sua vida.  Viajou muito, inclusive para o Oriente [Índia] retornando sempre para sua residência no Reino Unido onde faleceu em 1810.





Imagem de leitura — Chobunsai Eishi

20 07 2012

Bela lendo uma carta

Chobunsai Eishi ( Japão, 1756-1829)

Pintura em rolo para pendurar:

Tinta, cor, folhas de prata e ouro, sobre seda

92 x 31cm

Leilão Christie’s, Nova York, 2010

Chobunsai Eishi nasceu em 1756 filho mais velho de um samurai oficial Edo da família Hosoda. Estudou com Kanô Michinobu e serviu como pintor da corte shogun por alguns anos.  Como muitos artistas japoneses seu nome é um pseudônimo artístico.  Eishi lhe foi dado pelo shogun Tokugawa leharu, enquanto que seu nome artístico Chobunsai, também usa o símbolo sai (斎) com o significado de estúdio, como fizeram muitos outros artistas japoneses: Hokusai, Kôryusai, Keisai Eisen and Ichiryusai Hiroshige.  Em 1780, aos 24 anos, sua arte teve uma reviravolta: ele deixou de pintar para a elite, passando a se dedicar ao ukiyo-e. Seu estilo tem elementos distintos refinados e cheios de graça, com belezas graciosas, altas e esbeltas.  A partir de 1798 ele desiste da gravura e passa praticamente só a pintar.  Morreu em 1829.

 





Imagem de leitura — Camille Léopold Cabaillot Lassalle

17 07 2012

O Salão de Paris, 1879

Camille Léopold Cabaillot Lassalle (França, 1839- 1881 ou 1888 [data de morte incerta]

óleo sobre tela, 67 x 90 cm

Camille Léopold Cabaillot Lassalle nasceu na França em 1839.  Pintura de gênero.  Data de falecimento incerta, 1881 ou 1888. [Nenhuma outra informação biográfica foi encontrada].

 





Imagem de leitura — Rodolfo Amoedo

11 07 2012

Cena de café, s/d

Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)

aquarela, 22 x 28 cm

Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Rodolfo Amoedo nasceu em Salvador, na Bahia em 1857. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1868, onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles e Antônio de Souza Lobo. Logo depois matriculou-se na Academia Imperial de Belas Artes, onde estudou com Agostinho da Motta, Victor Meirelles, Zeferino da Costa e Chaves Pinheiro. Viajou para Paris em 1879, estudando na Académie Julian e na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, com Alexandre Cabanel e Puvis de Chavanne. Retornou ao Brasil em 1887 e  no ano seguinte expõe individualmente pela primeira vez no Rio de Janeiro. Foi professor honorário de pintura histórica e teve como alunos Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Candido Portinari, Eugênio Latour e Rodolfo Chambelland, entre  muitos outros. Realizou trabalhos de decoração no Palácio Itamaraty, na Biblioteca Nacional, no Supremo Tribunal Federal e no Supremo Tribunal Militar, no Rio de Janeiro; no Museu do Ipiranga – atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo – MP/USP, em São Paulo; e no Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Após sua morte, no Rio de Janeiro em 1941, parte de sua obra foi doada ao Museu Nacional de Belas Artes – MNBA no Rio de Janeiro. [Itaú Cultural]