História da Planta, poesia infantil de Ofélia e Narbal Fontes

26 07 2008
Partes das plantas

Partes das plantas

 

HISTÓRIA DA PLANTA

 

 

A raiz:        Do mundo não vejo nada,

                   Pois vivo sempre enterrada,

                   Mas não me entristeço, não,

                   Seguro a planta e a sustento

                   Sugando água e alimento.

 

 

O caule:     Sou tronco que levanta

                   E estende para os espaços

                   Braços, braços e braços

                   Colhendo a luz para a planta.

 

 

A folha:     Da planta sou o pulmão

                   Mas além de respirar,

                   Tenho uma grande função:

                   Roubo energia solar.

 

 

A flor:        Sou a mãe da vegetação

                   e me perfumo e me enfeito

                   para criar em meu peito

                   plantinhas que nascerão.

 

 

O fruto:      Sou o cálice da flor,

                   Que inchou e ficou maduro

                   Pela força do calor

                   E guardo em mim, com amor,

                   As plantinhas do futuro.

 

 

Ofélia e Narbal Fontes

 

 

 

Árvore e suas partes. Desenho de aluno da 2a série do curso básico, escola de Mateus, Portugal, 2006

Árvore e suas partes. Desenho de aluno da 2a série do curso básico, escola de Mateus, Portugal, 2006

Ofélia e Narbal Fontes casal de educadores brasileiros, paulistas, que escreveram livros em conjunto, na sua maioria didáticos.  Ofélia de Avelar Barros Fontes (SP 1902 –? ) poeta, biógrafa, autora didática, tradutora, romancista, teatróloga, professora, radialista; Narbal de Marsillac Fontes (SP 1899– RJ 1960) Poeta, biógrafo, cronista, teatrólogo, professor, jornalista, diplomado em medicina (1930), médico.

 

 

Livros:

 

No Reino do Pau-Brasil – Crônicas humorísticas (1933)

Senhor Menino – Poesias —

Regina, A Rosa de Maio

Romance de São Paulo – Romance — (1954)

Rui, O Maior – Biografia Rui Barbosa

Precisa-se de Um Rei — Literatura infanto-juvenil

Anhangüera, o gigante de botas – Literatura infanto-juvenil, (1956)

Coração de Onça – Literatura infanto-juvenil

O Talismã de Vidro — Literatura infanto-juvenil

Heróis da comunidade Mundial — biografias

A Gigantinha

A Espingarda de Ouro

Aventuras de Um Coco da Bahia

Esopo, O Contador de Estórias

Novas Estórias de Esopo

A Falsa Estória Maravilhosa

Espírito do Sol — Literatura infanto-juvenil

O Micróbio Donaldo  — Saúde e higiene — paradidático — (1949)

História do Bebê — Saúde e higiene — para didático

Ler, Escrever e Contar

Ilha do Sol

Segredos das mágicas — Literatura infantil

Brasileirinho – Música (1942)

Companheiros: história de uma cooperativa escolar (1941)

Pindorama

O Menino dos Olhos Luminosos

A Boa Semente

A Vida de Santos Dumont – Biografia Santos Dumont — (1935)

O Bicho “Sete-Ciências”  — Literatura infanto-juvenil

O Gênio do Bem —

Cem Noites Tapuias – Literatura infanto-juvenil

Ascensão – Poesia – (1961)

Um Reino sem mulheres – Biografia: Villegagnon

O leão obediente — (1915)

Libretto de La Traviata — Música — (1940)

 

 





Uma avó — poema de Stella Leonardos

24 07 2008

 

Vovó contando histórias.  Ilustração de Gustave Doré (França 1832 - 1883)

Vovó contando histórias. Ilustração de Gustave Doré (França 1832 - 1883)

UMA AVÓ

 

És a saga de ternura

Das cantigas de ninar.

Sugestão de iluminura

Nas histórias de encantar.

Clarão de candeia pura

Sobre o livro de rezar.

 

Fada boa envelhecida.

Tecedeira de ilusão.

Esperança comovida.

Doce crença de cristão.

Duas vezes mãe na vida.

Duas vezes devoção.

 

 

 

Stella Leonardos

 

 

 

Stella Leonardos da Silva Lima Cabassa (Rio de Janeiro RJ, 1923). Poeta, tradutora, romancista, com mais de 70 obras publicadas, em poesia, prosa, ensaios, teatro, romances e literatura infantil.  Considerada membro expoente da 3ª geração de poetas modernistas.  Um dos maiores nomes da poesia contemporânea no Brasil.





As Borboletas, poema infantil de Vinícius de Moraes

22 07 2008

 

Professor Pardal.  Ilustração Walt Disney.

Professor Pardal. Ilustração Walt Disney.

AS BORBOLETAS

 

 

Brancas

Azuis

Amarelas

E pretas

Brincam

Na luz

As belas

Borboletas

 

Borboletas brancas

São alegres e francas.

 

Borboletas azuis

Gostam muito de luz.

 

As amarelinhas

São tão bonitinhas!

 

E as pretas, então…

Oh, que escuridão!

 

 

 

Vinícius de Moraes

 

 

Do livro:

 

A arca de Noé, Vinícius de Moraes, Livraria José Olympio Editora: 1984; Rio de Janeiro; páginas 58 e 59. 14ª edição.

 

 

Marcus VINÍCIUS da Cruz DE Melo e MORAES (RJ 1913-RJ 1980), diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

 

Livros:

 

O caminho para a distância (1933)

Forma e exegese (1935)

Ariana, a mulher (1936)

Novos Poemas (1938 )

Cinco elegias (1943)

Poemas, sonetos e baladas (1946)

Pátria minha (1949)

Antologia Poética (1954)

Livro de Sonetos (1957)

Novos Poemas (II) (1959)

Para viver um grande amor (crônicas e poemas) (1962)

A arca de Noé; poemas infantis (1970)

Poesia Completa e Prosa (1998 )

 

 

—-

 
 

Outros poemas de Vinícius de Moraes neste blog:

 

A cachorrinha

 

Veja o vídeo de Denise Shinotuka:



 

 





João Bolinha virou gente: Apresentação – Vicente Guimarães

8 07 2008

 

 

João Bolina não quer estudar  -- Ilustração de Rodolfo

João Bolinha não quer estudar -- Ilustração de Rodolfo

APRESENTAÇÃO

 

Sabem quem eu sou?  João Bolinha,

Boneco desengonçado;

Com quem brincar eu não tinha.

Pois vivia desprezado.

 

Entre a turma tagarela

Era um boneco prudente;

Um dia, que coisa bela!

Com a luz do sol, virei gente.

 

De boneco de bolinha

Passei a ser um menino,

Mudou-se toda, todinha

A rota do meu destino.

 

Terei lucrado ou perdido?

Não posso lhe responder:

Depois de o livro ter lido,

Tudo você vai saber.

 

Que lhe sirva de lição

Esta simples vida minha;

Eis o que, de coração,

Lhe deseja o João Bolinha.

 

 

João Bolinha virou gente, Vicente Guimarães (Vovô Felício), Editora Minerva: s/d,  Rio de Janeiro, página 5.

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração:  Rodolfo, Rio de Janeiro

 

Vicente de Paulo Guimarães ( MG 1906-1981) Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977).

 

 





É fácil escrever para crianças?

3 07 2008
Um idéia brilhante, Walt Disney!

Um idéia brilhante! Ilustração, Walt Disney

Desde o sucesso da série Harry Potter, de JK Rowling que o mercado de livros infantis parece ter esquentado nos EUA apesar dos livreiros naquele país estarem com as vendas de livros infantis estacionadas há três anos.   Mas poucos aspirantes a escritores do gênero reconhecem esta situação.  E acreditam que para eles milhões e milhões de dólares estão só à sua espera.  O caminho seria as idéias que tiveram para histórias infantis.  Foi como se de repente centenas de pessoas se lembrassem de que havia um nicho ainda não explorado.   A procura por editoras especializadas no gênero aumentou, mas com um mercado sem expansão é difícil para um autor conseguir publicar seus livros.  Só os menos avisados acreditam que publicar um livro para crianças deve ser muito fácil.

 

Autores que já são conhecidos, autores que lutaram muito para que seus livros fossem publicados,  se encontram hoje entediados, saturados mesmo com o número de pessoas que lhes contata, dizendo terem uma ótima idéia para um livro infantil.

 

Baseado nestes dados entedemos bem a anedota recontada há quase um ano, em setembro de 2007, na revista Ed Magazine: the magazine of the Harvard School of Education.  Num artigo sobre a popularidade dos livros infantis, e  o número de autores em potencial que surgiu,  Mary Tamer menciona a ocasião em que Bill Roorbach,  conhecido autor infantil, do livro Big Bend,  foi abordado por um neurocirurgião que havia acabado de assistir a uma palestra que o escritor dera no estado de Maine.  O neurocirurgião, muito feliz de poder se encontrar com um escritor de sucesso, assim que congratulou Bill Roorbach disse:  Foi sensacional ouvir  sua palestra.  Planejo no momento tirar uma licença de seis meses e escrever um livro infantil.”   Após um breve pausa, Roobarch respondeu:  Mas isto é tão estranho, eu também estava pensando em tirar seis meses de licença, para me tornar um neurocirurgião. 

 

Não é fácil escrever um livro.  E só porque o livro é para crianças, e nós contamos histórias para nossos filhos, netos, sobrinhos e vizinhos, não quer dizer que saibamos escrever um livro que interesse e faça a imaginação dos pequerruchos se engajar.  Crianças e adolescentes são freqüentemente mais exigentes do que imaginamos.

 

 





Vale a pena lembrar !!!

27 06 2008

SeIrmão Metralha, Walt Disneympre defendo que, para criança, ler é mais importante do que estudar, como não poderia achar o mesmo em relação a todas as pessoas, independentemente de sua profissão ou idade? A leitura, qualquer uma, seja de livros, revistas, jornais e até bula de remédio, é uma viagem que o homem pode e deve fazer em busca do seu conhecimento. Os pais não têm idéia de como é importante a presença da literatura, de ler, na vida dos seus filhos. Qualquer um, livros de história, livros que contam casos, que despertam a curiosidade das crianças para a vida, para o mundo.

 

 

ZIRALDO em entrevista a Shirley Paradizo  em 19/04/2006

 

http://www.bigorna.net/index.php?secao=entrevistas&id=1145418920 

 

 

  Ilustração: Irmão Metralha de Walt Disney.





A casa de Dona Rata — poema de Sérgio Capparelli

24 06 2008

Caulus, ilustração poema Dona Rata

 

Na casa de Dona Rata,

tem uma enorme goteira.

Quando chove, ninguém dorme,

acordado, a noite inteira.

A goteira é tão grande

que molha a sala e a cozinha,

quarto, banheiro, despensa

e mais de vinte ratinhas.

Dona Rata contratou

um ratão para o conserto:

— De que adianta eu subir,

se o telhado não tem jeito?

Não tem jeito, seu Ratão

explique então esse caso.

— Sua casa, dona Rata,

não tem telha nem telhado.

 Ilustração de CAULUS. 

Do livro: Boi da Cara Preta, autoria de Sérgio Capparelli, Porto Alegre:LP&M, 1998. 27ª edição.

Caulus, (MG) desenhista humorístico; ingressou na Marinha Mercante, Rio de Janeiro, mas desistiu da carreira militar e resolveu se dedicar ao desenho. Via os filmes e depois desenhava.Tornou-se desenhista exclusivamente urbano. Apresenta cenas de seus desenhos de humor e de cidades.