Retrato da Sra.Vighi, 1930-1936
Cagnaccio di San Pietro
Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)
óleo sobre madeira, 103 x 72 cm
Coleção Particular
Retrato da Sra.Vighi, 1930-1936
Cagnaccio di San Pietro
Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)
óleo sobre madeira, 103 x 72 cm
Coleção Particular
Sofonisba Anguissola (Itália, 1530-1625)
óleo sobre painel de madeira, 19 x 12 cm
Kunsthistorisches Museum [Museu da História da Arte], Viena
Antonio Arena Castellano Carpentieri ( Itália/Brasil, 1930 – 1987)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Artista desconhecido
cristal com decorações em esmalte e ouro
Murano
The Corning Museum of Glass, Corning, N.Y.
Giosi Costan (Itália, 1963)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Resista à tentação de tentar escrever o próximo grande sucesso. Ao invés disso, tente escrever a história que só você conseguirá contar.
[Tradução minha]
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Albano Vitturi (Itália, 1888-1968)
óleo sobre tela, 75 x 80 cm
Coleção Particular
Leonardo da Vinci (1452-1519) — ???
óleo sobre tela, 61 x 46,5 cm
O Retrato de Isabella d’Este, atribuído a Leonardo Da Vinci, foi recuperado em Lugano, na Suíça como resultado de uma complexa operação conjunta envolvendo o Ministério Público italiano em Pesaro, a Guardia di Finanza de Pesaro, e a Brigada de Tutela del Patrimonio Culturale em cooperação com autoridades suíças policiais que executaram um pedido de apreensão para a assistência judiciária internacional. A investigação desse caso começou em agosto de 2013, quando veio ao conhecimento de investigadores italianos que um advogado em Pesaro havia sido contratado para vender sem alarde, a pintura, que se encontrava em um cofre de um banco suíço, pertencente a uma família italiana. O preço: 95 milhões de euros. O retrato pertenceria a uma coleção particular de 400 obras, de propriedade de uma família italiana que pediu para não ser identificada. O Retrato de Isabella d’Este foi provavelmente comprado pelos avós dos atuais proprietários, dizem eles que há mais de um século. As suspeitas de que a pintura possa ser um genuíno da Vinci levaram à investigação científica.
O retrato criou uma celeuma internacional anterior quando o professor Carlo Pedretti da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), especialista na obra do pintor renascentista Leonardo da Vinci, atribuiu o quadro ao pintor. Dr. Pedretti reconheceu na pintura o esboço desenhado por Da Vinci por volta de 1449-1450. O desenho a giz retrata Isabella d’Este, Marquesa de Mântua, [Museu do Louvre, Paris]. Há, no entanto, uma grande incógnita a respeito: historiadores de arte têm debatido desde sempre se Leonardo de fato nunca pintou o retrato para o qual há o esboço. O mistério de 500 anos poderá ser solucionado com o quadro no banco suíço.
Desenho a giz no Louvre e o quadro encontrado na Suíça.
Estima-se que Leonardo o tenha pintado a caminho de Veneza, vindo de Mântua, no final de 1499, quando o exército francês sitiou Milão. Leonardo da Vinci se juntou a todos os que fugiram da cidade. Em seu caminho para Veneza, o artista encontrou refúgio na cidade italiana de Mântua, centro político e artístico da Lombardia. Era convidado da nobre Isabella d’Este.
Cópia de época do desenho de Leonardo, Ashmolean Museum, Oxford.
O especialista na Renascença Italiana e em Leonardo da Vinci especificamente, Dr. Martin Kemp, professor emérito de história da arte no Trinity College, Oxford, questionou a autenticidade da tela. Ele acredita que “não era o tipo de tela usada por Leonardo ou qualquer um de seu ateliê”.
Se a autenticação da pintura for correta, será uma descoberta histórica. Há no mundo só vinte-três grandes obras de arte atribuídas a Leonardo da Vinci. Sua preferência para suporte na pintura foi sempre a madeira, preferencialmente álamo ou o papel. No entanto, independentemente da atribuição, parece que a pintura foi exportada ilegalmente da Itália sem o benefício de uma licença de exportação apropriada e enquanto não está claro se a família enviou a pintura para a Suíça, para evitar roubo ou evasão de impostos, a sua remoção viola a lei italiana.
A Itália tem regras bem rígidas que exige que qualquer obra de arte com mais de 50 anos de idade, feitas por um artista morto, precise de uma licença especial para ser exportada. Isso vale para mudanças temporárias, (no caso de empréstimos para exposições, por exemplo) bem como vendas permanentes. Isso torna a falta de documentação sobre esta obra notável e altamente suspeita. A lei italiana sobre o movimento de obras de arte foi aprovada em 1939 especificamente para prevenir que obras-primas da arte antiga e renascentista saíssem ou cruzassem as fronteiras do país.
Retrato de mulher, provavelmente Isabella d’Este, c. 1500
Atribuído a Gian Cristoforo Romano (c. 1465-1512)
Terracota, [já foi policromada, mas perdeu a cor]
54 x 56 cm
Kimbell Art Museum, Fort Worth, Texas
Na Itália, o óleo de Isabella d’Este passará por uma avaliação mais aprofundada para determinar se o trabalho deve ou não ser confirmado, de forma conclusiva, como tendo a autoria de Leonardo da Vinci. Se não foi, será considerada uma obra “no estilo de”. A pintura, que mede 61 x 46,5 cm, certamente corresponde ao esboço de giz sobre papel da Marquesa de Mântua, no Louvre.
Sabe-se que Isabella d’Este escreveu duas cartas a Leonardo, em que solicitava obras de arte. Mas em ambas ela pedia o retrato de Jesus Cristo. Ela era uma colecionadora de antiguidades, uma patrona das artes, e uma das mulheres mais elegantes e poderosas do Renascimento italiano. Comissionou trabalhos a diversos outros pintores: Giovanni Bellini, Rafael, Ticiano. Portanto, não seria improvável que um pedido de um retrato também pudesse ter sido feito a Leonardo.
Datação por carbono realizada por um laboratório de espectrometria de massa na Universidade de Arizona confirmou que havia uma probabilidade de 95,4% que a obra tenha sido pintada entre 1460 e 1650. O exame de fragmentos retirados do trabalho mostrou que os pigmentos do retrato coincidem com aqueles usados por da Vinci e que a base foi preparada de acordo com a mesma receita detalhada pelo mestre.
Suspeita-se que da Vinci possa ter concluído o retrato depois de encontrar d’Este novamente em Roma, em 1514. O retrato de colorido muito rico mostra uma transposição fiel do esboço no Louvre. A postura da senhora retratada, seu penteado e vestido são quase idênticos. Ela traz o sorriso enigmático que perdura nos lábios conhecido nas obras de da Vinci, como a Mona Lisa. A tiara dourada na cabeça de Isabella d’Este e a folha de palmeira ela segura como um cetro são detalhes não encontrados no esboço e podem ter sido adicionados por alunos de da Vinci.
Dança no Moulin de la Galette, 1876
Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Óleo sobre tela, 131 x 175 cm
Musée d’Orsay, Paris
Hoje dando uma olhadinha na página do Facebook de um dos meus blogs preferidos, o do Mariel Fenandes, achei a seguinte frase:
Na quarta-feira eu tinha acabado de conversar com algumas amigas justamente sobre isso. Mas eu falava da pintura figurativa. Ela jamais acabará, como muitos imaginaram logo depois da Segunda Guerra Mundial. Ela não vai acabar porque cada pintor vê as coisas de maneira única e diferente. Cada qual vê as coisas como eles são.
DETALHE: Dança no Moulin de la Galette de Auguste Renoir, 1876.Assim o quadro acima, do pintor francês impressionista Auguste Renoir, um dos mais conhecidos emblemas da pintura impressionista francesa, mostra uma festa, uma dança em um dos locais populares de Paris dos últimos anos do século XIX. O local não era frequentado por pessoas ricas. Era de fato frequentado por jovens mulheres, trabalhadoras, costureiras, lavadeiras, passadeiras, e demais profissionais de serviço, que precisavam fazer um dinheirinho extra e, no mínimo, dançavam por música. Mas a cena acima nos dá a impressão de uma grande festa, de uma sociedade feliz e sem divisões de classes sociais. Há homens de chapéu de palha, de cartola, de chapéu coco e mulheres com belos vestidos coloridos. Todos se olham, todos sorriem e exalam uma sensualidade comedida. Namoricos aparecem em pleno desabrochar. Montmartre, na época, onde está localizado até hoje o Moulin de la Galette, era um bairro decadente e pobre, que havia sofrido muito com a revolta civil, que tomara o governo por 3 meses em 1871, chamada de Comuna de Paris. Mas a tela de Renoir não demonstra nenhum sinal de uma vida pobre. Muito pelo contrário, o status social de cada um é irrelevante. O que importa é a festa, a alegria, a camaradagem. Renoir quis ver a vida assim.
Moulin de la Galette, 1877
Federico Zandomeneghi ( Itália, 1841-1917)
Óleo sobre tela, 80 x 120 cm
Coleção Particular
O pintor italiano Federico Zandomeneghi toma o lado oposto da visão. Cuidadosamente pinta, um ano depois de Renoir, o mesmo local. Desta vez vemos o Moulin de la Galette do lado de fora, na entrada. Aí, diferente da imagem que temos de Renoir, vemos uma fila de mulheres cansadas, entrando no estabelecimento em fila, umas se apoiando às outras. Mais mulheres do que homens. Vestidos escuros, do dia a dia de trabalho; uma rua mais ou menos abandonada, com cachorros de rua vagando a esmo. As cores são menos alegres. Temos, na verdade, o retrato de pessoas resignadas a mais umas horas de trabalho.
DETALHE: Moulin de la Galette, de Federico Zandomeneghi, 1877.
Onde esta a realidade?
Não sabemos. Porque ela está conosco. Nossas preferências irão nos aproximar mais de um pintor do que do outro. Não há verdade. Não há uma única realidade.
Taça para vinho ou confeitos com cenas de Virgílio e Febilla, c. 1475-1500
Veneza (Murano), Estúdio de vidro Barovier
Vidro esmaltado e dourado, 21,6 x 12,4 cm
Inscrição: VERBLIO; Venite
Metropolitan Museum, Nova York