
Mulher lendo, 2005
Hilary Rosen (GB, contemporânea)
acrílica sobre tela
Coleção Particular

Mulher lendo, 2005
Hilary Rosen (GB, contemporânea)
acrílica sobre tela
Coleção Particular

Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista
Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)
óleo sobre tela
Henry David Threau
Jardins de encantamento
Frank O. Salisbury (Inglaterra, 1874-1962)
óleo sobre tela
Adélia Prado
Artesania anônima, origem francesa, de Limoges
Cobre, esmalte em champlevé, cristal, vidro, alma em madeira
Victoria & Albert Museum, Londres
Thomas Becket foi assassinado em 1170 (29 de dezembro) na catedral de Canterbury onde era arcebispo. O mandante do crime levado a cabo por quatro cavaleiros da corte foi o Rei Henrique II. Esse evento foi amplamente noticiado e logo provocou indignação em toda a Europa. O túmulo de Becket, que foi canonizado em 1173, tornou-se um lugar de peregrinação famoso até, 1538 quando foi destruído, como parte da Dissolução dos Mosteiros, provocada pelo rei Henrique VIII. As relíquias de Becket foram muito procuradas e muitas vezes eram alojadas em cofres elaborados, semelhantes a esse.
Este cofre tem como decoração cenas dos últimos momentos da vida de Becket, seu assassinato, enterro, e a elevação de sua alma ao céu. Cenas do martírio de Becket foram comuns em Canterbury.
Hilda Carline (Inglaterra, 1889-1950)
óleo sobre tela, 74 x 57 cm
Tate Gallery, Londres
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Eloise Harriet Stannard, nasceu na Inglaterra em 1829. Tornou-se uma das grandes pintoras de naturezas-mortas da era vitoriana. Suas telas de tons ricos e frutos suculentos de dar água na boca tornaram-se muito populares.
Natureza morta com maçãs, avelãs e azevinho, 1888
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 30 x 35 cm
Trabalho do momento: azevinho, maçãs e quebra-nozes, 1893
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Eloise Harriet Stannard fez todo tipo de pintura, das paisagens ao mundo animal. No entanto ficou famosa por suas naturezas-mortas, entre elas aquelas que se referiam à época natalina, onde símbolos tradicionais do Natal são representados como maçãs, laranjas, avelãs, azevinho e ramos de visco.
Natureza morta com maçãs Russet, avelãs e cesta com azevinho
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 23 x 33 cm
Natureza morta com maçãs e azevinho
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 33 x 45 cm
Frutas de Natal, prato e caneco de cerâmica
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Tão populares foram suas telas natalinas que o tema quase não oferece diferenças entre uma tela e outra. Vemos frequentemente as mesmas cestas, as maçãs Russet, os ramos de visco e de azevinho com suas frutinhas vermelhas e folhas que parecem de recorte. Faleceu em 1915.
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Natureza morta com maçãs, quebra-nozes, avelãs e prato azul
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Hoje suas telas, verdadeiros símbolos da estação, já em domínio público, estão entre as mais belas reproduções para cartões de Natal.
Natureza morta com maçãs numa cesta, azevinho e avelãs
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Maçãs em prato azul e azevinho, 1894
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 22 x 30 cm
Natureza morta com maçãs em cesto e azevinho,1895
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 21 x 30 cm
[Christie’s 2004]
Natureza morta com maçãs na cesta virada, jarra e ramo de visco, 1895
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Norfolk Museums, Norwich
Natureza morta com cesto de uvas, maçãs e ramos de azevinho, 1913
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela
Natureza morta com maçãs, nozes, quebra-nozes e azevinho, 1879
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 22 x 30 cm
Cesta entornada com maçãs e ramos de azevinho
Eloise Harriet Stannard (Inglaterra, 1829-1915)
óleo sobre tela, 28 x 40 cm
Cálice em cristal de rocha montado em prata. No cristal de rocha gravado: Arte Rhéno-Mosan, c. 1230. O pedestal em prata inglesa da época de James I (1566-1625). Altura 11 cm; largura com as alças, 10 cm
O bojo do cálice em cristal de rocha está decorado com volutas acabando em pétalas. Este tipo de bojo também aparece em um pouco mais de uma dúzia de objetos reconhecidos como exemplos de cristal de rocha gravado no ocidente sob a influência dos fatímidas e bizantinos importados da Europa depois dos saques de Cairo em 1062 e de Constantinopla em 1204.
Trabalhos em cristal de rocha decorado com volutas que nos chegam até hoje pertenciam a relicários. Transformado em cálice montado em pedestal de prata no início do século XVII, esse bojo evidencia um relicário do século XIII, provavelmente confiscado por Henrique VIII da Inglaterra, durante a dissolução dos mosteiros em 1538. Posteriormente montado em prata. Há semelhantes exemplos na Inglaterra.
Clarabela vai ao antiquário © Walt Disney.
“A classe alta inglesa tem uma necessidade enorme e inconsciente de mostrar que é diferente graças ao que possui. Para eles, nada é mais deprimente (ou menos convincente) do que ter um status, um prestígio, algum lastro familiar, e não comprovar. Eles jamais pensariam em decorar um quarto de solteiro em Putney sem pendurar na parede uma estranha aquarela de uma avó usando crinolina; sem expor duas ou três antiguidades de valor e, sobretudo, algum objeto que denote uma infância privilegiada. Tudo isso é uma espécie de língua de sinais que mostra ao visitante o lugar ocupado pelo dono ou dona da casa dentro do sistema de classes…”
Em: Esnobes, Julian Fellowes, Rio de Janeiro, Rocco: 2016, páginas 128-9.
Autorretrato, 1921
Dame Laura Knight (Inglaterra, 1877-1970)
óleo sobre tela, 59 x 59 cm
Museu da Nova Zelândia, Te Papa
Edward Burne-Jones (Inglaterra, 1833-1898)
óleo sobre tela, 76 x 53 cm
Hanif Kureishi me conquistou, ainda na década de noventa, com The Buddha of Suburbia. Seu humor rascante pareceu uma nova vertente na literatura inglesa contemporânea, diferente da que eu conhecia. Nele combinavam típica ironia inglesa e crítica esfuziante desenvolvida por aqueles que sendo de casa ainda conseguem ver a sociedade com os olhos de fora, como acontece com membros da primeira geração pós imigração. Tempos depois, soube que ele era o autor do roteiro de My Beautiful Laundrette um filme inesquecível.
Desde então me aproximo dos livros de Kureishi com simpatia e corri a ler A última palavra porque achei pela sinopse que a veia irônica do autor seria o tom preciso para gerenciar um tópico fascinante: um escritor jovem, ainda sem uma carreira definida, é chamado por um editor a fazer a biografia de um escritor famoso cujo brilho parece ter-se ofuscado nos últimos tempos.
Imediatamente percebi a riqueza do tópico. Um jogo de espelhos deveria se desenrolar e como poderia ser revelador! Uma obra sobre o significado e a criação da arte. Hanif Kureishi é um desses escritores que fornecem maravilhosas citações. É comum ter frases ou parágrafos de sabedoria salpicadas em seus textos como pérolas de um colar desfeito. E realmente isso se tornou realidade durante essa leitura. Dezenas de pequenos lembretes post-it, coloridos, enfeitam hoje o texto do meu exemplar de A última palavra. Tenho uma enormidade de frases bem humoradas sobre diversos assuntos para uso posterior. Hanif Kureishi entregou aquilo que sempre beneficiou seus textos: o pensamento crítico, a visão ácida.
Exploramos com ele o confronto entre dois escritores, com projetos de vida diametralmente opostos. Um é velho e famoso. Seu contraponto é jovem, à procura de fama: simpático e sociável; o oposto do biografado que se esconde do público. Enquanto um necessita bisbilhotar a vida do outro; esse se diverte ao esconder-se atrás de cortinas de fumaça. Ambos são insaciáveis no amor e ambos se representam a si próprios com os atributos do outro.
No entanto, a obra com humor ferino, crítica de costumes singular e retrato do mundo editorial implacável, que tinha potencial de ser inesquecível, não coalesce. Fica longe do trabalho memorável da minha expectativa. Ela se arrasta e se perde no caminho. Entedia. Não fosse eu uma dedicada leitora deste autor, poderia tê-la deixado de lado sem lástima. O texto é redundante.
Hanif Kureishi
Talvez seu maior pecado seja uma trama bastante solta. Nada prende o leitor. A obra, se fosse de alguém menos conhecido, teria dificuldade de ser publicada. Pareceu escrita às pressas e sem o cuidado de seus outros livros. Tem um fim inesperado que quase salva o esforço. Se você nunca leu um livro do autor, este não deve ser o seu primeiro. Não o representa bem. Mesmo assim, cheguei até o fim, o que é mais do que muitos livros que me atraem.