Um interior em Chelsea, 1914
Philip Connard (Inglaterra, 1875-1958)
óleo sobre tela, 101 x 75 cm
Galeria Oldham, Reino Unido
Um interior em Chelsea, 1914
Philip Connard (Inglaterra, 1875-1958)
óleo sobre tela, 101 x 75 cm
Galeria Oldham, Reino Unido
Na cozinha, 1927
Isabel Codrington (Inglaterra, 1874-1943)
óleo sobre tela
Russell-Cotes Art Gallery & Museum, Bournemouth
Sir Somerset A. Gough-Calthorpe, 1918
Philip Connard (Inglaterra, 1875-1968)
óleo
Imperial War Museums, Inglaterra
Meio das férias, Alec em casa em férias, 1909
Elizabeth Adela Stanhope Forbes (Canadá-Inglaterra, 1859-1912)
óleo sobre tela, 122 x 97 cm
A felicidade das memórias [Retrato de uma senhora à sua escrivaninha]
Walter Dendy Sadler (Inglaterra, 1854-1923)
óleo sobre tela, 57 x 41 cm
Burton Art Gallery e Museu, Bideford, Inglaterra
Longo, o quão longo?
Lucy Almey Bird (Inglaterra, 1973)
acrílica sobre tela colada em cartão, 35 x 43 cm
Há algo romântico, que não consigo resistir, e portanto passo para vocês, em notícias como esta que me chegou, hoje, através de um email da Artnet. Este par de vasos, na fotografia acima, foi encontrado em uma residência na Inglaterra. O dono, um homem nos seus trinta e tantos anos, limpava a casa de sua mãe em Portsmouth.
Esses vasos não são imponentes; têm um pouco menos de 25 cm de altura. São, como vemos, arredondados (por isso chamados de “moon flasks” [frascos de lua]. São em porcelana e têm decoração em azul com representações de morcegos e pêssegos. Por que? Porque esse animal e essa fruta têm importante simbologia na cultura chinesa. Morcegos representam fortuna, virtude, saúde, felicidade e uma morte tranquila. Pêssegos, se referem à longevidade, associados ao deus da vida longa, Shoulin, na religião Taoista. Pêssegos também representam saúde e felicidade e são um símbolo popular da primavera.
Mas nada disso, explica o que acho romântico sobre esses vasos. O homem que os encontrou pensou que eram bonitos, mas nunca imaginou que fossem ser motivo de uma guerra de lances no leilão para onde ele havia mandado alguns pertences de sua mãe. Não pensou também que ele poderia fazer a reforma na casa, de que precisava, e no mesmo ano sair de férias, graças a esses vasos chineses porque suas economias não davam para tanto exagero.
Inicialmente o herdeiro dos vasos levou-os a um antiquário. Este, na dúvida, consultou o leiloeiro regional Nesbit que aceitou os vasos para venda como reproduções contemporâneas de vasos do século XVIII, mesmo apresentando marcas de Qianlong, 5º imperador manchu da dinastia Qing. Isso porque há no mercado tão boas cópias com as mesmas marcas,feitas pelos próprios chineses de obras que eles mesmos produziram em séculos passados que provar que algo é antigo às vezes se torna extremamente difícil. Os vasos foram a leilão com o lance inicial de £100 (cem libras) [R$640]. E como todo bom leiloeiro dos dias de hoje, o catálogo com as fotos foi para a web.
No momento que as fotos atingiram o mercado um interesse fora do comum sobre esses vasos fez-se sentir, antes do leilão. O leiloeiro chamou um especialista que verificou que os vasos seriam, de fato, do século XVIII. Quando o leilão aconteceu, em vinte minutos, um comprador chinês, levou os vasos pela quantia de £327.000 [2.093.856,21, hoje]. Um vendedor muito feliz, tenho certeza, poderá fazer a reforma na casa e ainda tirar as férias que planejava.
Lavando a louça, c. 1925
Walter Bonner Gash (Inglaterra, 1869-1928)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Mulher com cachos sentada lendo, c. 1796
Henry Fuseli (Suíça, 1741-1825)
Desenho e aquarela, sobre carvão e traços de giz vermelho, sobre papel,
Zurich Kunsthaus, Zurique